Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, 05 de fevereiro de 2012

 
 
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2009, o ano do espírito santo

PROJETANDO 2009, O ANO DO ESPÍRITO SANTO
DE 21 A 28/12/2008

 

RECEBENDO AS UNÇÕES DO FRUTO DO ESPÍRITO

 

DIVISA: “Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a paciência, a amabilidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.” (Gal 5:22,23)


Durante os oito dias que coincidem com a “Festa da Dedicação” (Hanuká), começando na noite do dia 21 de dezembro, a INSEJEC devotar-se-á a renovar sua dedicação ao Pai, debruçando-se sobre O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO. Em nosso ser devemos introjetar a visão e o conceito da verdadeira identidade da IGREJA DE JESUS CRISTO, como a Sua reprodução, no Caráter e na Missão.

 

Caráter e Missão caminham de mãos dadas. Não podemos divorciar esta daquele. Congregação cujos componentes não refletem o Caráter de Cristo, não é IGREJA DE JESUS CRISTO. Congregação cujos componentes trabalham o caráter, mas não fazem discípulos como um modo de viver, cumprindo assim a missão de Cristo de buscar e salvar o perdido, não é Igreja, é clube.

 

Nossos olhos se voltam agora para o tema do ano 2009 – O ANO DO ESPÍRITO SANTO. Duas ênfases nos acompanharão: As nove manifestações do FRUTO DO ESPÍRITO e os nove DONS DO ESPÍRITO.

 

  • O FRUTO fala do CARÁTER.
  • Os DONS da MISSÃO.
  • Tanto a produção do FRUTO, que revela o caráter de Cristo em nós, quanto os DONS, que nos equipam para cumprir cabalmente a MISSÃO, são obra do Espírito Santo.

 

Preparar-nos-emos para entrar 2009 sob a atmosfera da UNÇÃO. Portanto, em cada uma das oito noites iremos ministrar ao povo uma das unções que formam o TODO do FRUTO DO ESPÍRITO. Unção fala da habilidade Divina, que nos é concedida pela operação do Espírito Santo. O azeite é um símbolo do Espírito Santo.

 

Em cada noite:

  • Ensinaremos sobre uma manifestação do Fruto.
  • Profetizaremos a manifestação do Fruto abordado na vida dos discípulos,
  • Ungiremos com azeite a cada discípulo, pedindo ao Pai a graça do amadurecimento daquele Fruto.

 

AS NOVE UNÇÕES

Dia 21 – A unção do gozo (chara).

O gozo, que está no Espírito Santo, e O tem como seu autor. Seu objeto é Deus, não como um Deus absoluto, mas um Deus de aliança e Pai em Cristo. O Deus da salvação, revestindo-nos com o manto da justiça de Seu Filho, e perdoando nossa iniqüidade, a transgressão e o pecado, tendo feito completa expiação pelo sacrifício de Cristo. A palavra gozo (chara) também significa contentamento ou felicidade. Thayer define como "gozo, regozijo" e Vine adiciona "deleite."

 

Dia 22 – A unção da paz - (eirēnē)

Mais que uma saudação, evoca a “paz” que Cristo nos dá (Jo 14:27) e a paz de Deus que ultrapassa o entendimento (Fp 4:7). ·A calma, quietude, e ordem, a qual tem lugar na alma justificada, em vez de dúvidas, temores, alarmes, os quais todos os verdadeiros crentes mais ou menos sentem, e devem sentir até que a certeza do perdão traga a paz e satisfação de mente e coração. A paz é o primeiro fruto sensível do perdão do pecado (Rm 5:1).

 

Dia 23 – A unção da paciência - (makrothumia).

A palavra grega traduzida por longanimidade ou paciência é makrothumia. É definida como "paciência, tolerância, conformidade, tardio em vinganças incorretas." É uma palavra composta, consistindo em makros (longo ou grande) e thumia (temperamento). Assim, literalmente significa tendo um "fusível longo" ao contrário de ser curto/rápido, temperamental. É a capacidade de suportar as fragilidades e provocações de outrem, a partir da consideração de que Deus tem nos suportado; e que, se Ele não o fizesse, seríamos rapidamente consumidos. Também atravessando todas as dificuldades e problemas da vida sem murmuração ou reclamação, submetendo-nos com alegria a cada dispensação da providência de Deus, tirando, portanto, proveito de cada acontecimento.

 

Dia 24 – A unção da amabilidade - (chrēstotēs).

Benignidade (chrēstotēs) significa amabilidade, benevolência, gentileza, e é oposta a um temperamento rude, amargo e perverso. É uma disposição de ser agradável; é brandura de temperamento, mansidão de espírito, uma disposição serena, e uma disposição de tratar com toda cortesia e polidez. Esse é um dos efeitos regulares das operações do Espírito sobre o coração. A religião não produz nenhum raivoso, carrancudo e amargo. Ela adoça o temperamento; corrige uma disposição irritável; torna o coração amável; dispõe-nos a fazer todos ao nosso redor tão felizes quanto possível. Isso é verdadeira polidez; um tipo de polidez que pode ser aprendida muito melhor na escola de Cristo, pelo estudo do Novo Testamento.

 

Dia 25 – A unção da bondade - (agathōsunē). ·

O perpétuo desejo e esforço sincero, não somente para abster-se de toda aparência do mal, mas para fazer o bem aos corpos e almas dos homens ao limite máximo de sua habilidade. Mas tudo isto deve emanar de um bom coração - um coração purificado pelo Espírito de Deus. Então, a árvore tornada boa, deve também produzir o fruto bom. Aqui a palavra parece ser usada no sentido de beneficência, ou uma disposição a fazer o bem aos outros. O sentido é que um cristão deve ser uma pessoa boa.

 

Dia 26 – A unção da fidelidade - (pistis).

A mesma palavra para “fé” (Mt 23:23; 1Co 13:7, 1Co 13:13). “A palavra aqui pode ser usada no sentido de fidelidade, e pode denotar que o cristão será um homem fiel, um homem fiel em sua palavra e promessas; um homem confiável ou em quem se pode confiar. É provável que a palavra é usada nesse sentido pois o objetivo do apóstolo não é falar dos sentimentos que temos para com Deus, mas sim o de ilustrar as influências do Espírito em dirigir e controlar nossos sentimentos para com as pessoas. A verdadeira religião produz um homem fiel. O cristo é fiel como um homem; fiel como um vizinho, amigo, pai, marido, filho. Ele é fiel em seus contratos; fiel às suas promessas. Nenhum homem que não seja assim fiel pode ser um cristão, e todas as pretensões de se estar sob as influências do Espírito quando tal fidelidade não existe, são enganosas e vãs” (Barnes)

 

Dia 27 – A unção da mansidão - (prautēs).

Os dois personagens bíblicos mais famosos pelo fruto da mansidão, são o Senhor Jesus Cristo e Moisés (Números 12:3; 1 Pedro 2:21-23). Ambos eram grande libertadores. Moisés para a nação de Israel, e Jesus para o mundo inteiro. Isto demonstra esse mansidão não é fraqueza, mas a força de ser auto-controlado. A atitude do mundo em relação à força é agressivamente defender se, mas a força real é encontrada num espírito manso e humilde, uma atitude de poder receber uma ofensa sem retaliar ou exigir seus direitos.

 

Dia 28 – A unção do domínio próprio - (egkrateia).

A essência do domínio próprio ou moderação, ou ainda temperança está nas palavras do sábio Salomão: "Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito”  (Provérbios 25:28). Este é o fruto coroador do Espírito porque é a evidência de uma vida cristã madura. Ele aparece no fim da lista de Paulo. 

 

Dia 31 – A unção do amor – (agapē)

Paulo encabeça a lista das características do fruto do Espírito com o Amor. Colocamos em último lugar por se tratar da unção final, no dia 31 de dezembro, antes de entrar o novo ano de 2009, cujo tema será O ANO DO ESPÍRITO SANTO.


É natural que a virtude do "amor" venha em primeiro lugar na lista Paulina:

  • Porque Deus é amor (1 Jo 4:8). O amor é a expressão da Sua própria natureza e quem prova a regeneração do seu espírito só pode ser invadido pela expressão de Sua própria vida, que é AMOR.
  • O amor é a maior de todas as virtudes (1 Co 13:13) e jamais deixará de existir, pois sendo a expressão do próprio Deus, que é eterno, permanecerá para sempre.

D. L. Moody viu no amor a expressão de todas as qualidades do Fruto do Espírito, escrevendo:
“A alegria é o amor exultando.
A paz é o amor em repouso.
A longanimidade é o amor que não se cansa.
A benignidade é o amor que suporta.
A bondade é o amor em ação.
A é o amor no campo de batalha.
A mansidão é o amor sob disciplina.
O domínio próprio é o amor sendo treinado”.