21. GERANDO UMA EXPERIÊNCIA DE ENCONTRO COM DEUS

Somos testemunhas. Testemunhas falam do que vivenciaram, experimentaram. Nada como compartilhar uma experiência. Ela é real, viva, sempre atual. Experiência, segundo o Dicionário de Merriam-Webster, é “uma observação direta de ou participação em eventos como a base de conhecimento; o fato ou estado de ter sido afetado por ou ganho conhecimento através de participação ou observação direta; conhecimento prático... Algo encontrado, acontecido ou vivido pessoalmente.” É isto que desejamos ao compartilhar nossa própria experiência com Deus: que o ouvinte vivencie pessoalmente o encontro transformador com Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

Sem a experiência de um encontro pessoal com Cristo, o homem nunca provará a regeneração que o torna filho de Deus. E aqui reside a diferença entre um mero religioso e um discípulo de Cristo. O religioso conheceu intelectualmente fatos acerca de Jesus e abraçou um corpo de doutrinas ou uma religião. Mas só conhece o Cristo histórico. O regenerado teve um encontro espiritual com a pessoa de Cristo, e foi completamente transformado.

Toda experiência de encontro real com Cristo provoca uma transformação, mudando inteiramente o curso da vida. Um exemplo admirável foi o de Paulo. Ouvindo falar de Cristo, levantou-se contra Ele e perseguiu ferozmente Seus seguidores. Mas Cristo o encontrou no caminho de Damasco. Apenas um vislumbre de Sua pessoa e o ouvir da Sua voz, perguntando-lhe “por que me persegues,” fê-lo cair do cavalo sob a convicção do pecado, e absoluta rendição. Ao ouvir, em resposta à sua pergunta “quem és,” a voz do Mestre: “Eu sou Jesus a quem tu persegues,” depressa mudou de mente e coração e perguntou: “Que queres que eu faça?” Era o peso da experiência do encontro com o Cristo vivo. Nenhuma explicação ou exposição doutrinária seria necessária. Ele viu e ouviu Jesus, como o Cristo vivo, ressurreto. Ali mesmo tornou-se um discípulo radical.

Onde há a experiência de um encontro com Cristo, deixa de haver questionamentos ou hesitações. O motivo de termos tanta gente na Igreja que nunca se firma na fé, é a falta de uma experiência real com Cristo.  Um encontro com Ele, como ocorreu com Paulo (At 9):

Durante os últimos 21 dias estivemos jejuando e orando, preparando-nos para ver vidas experimentando um encontro com Jesus. Colocamos nossas vidas diante de Deus, buscando posicionar-nos de forma correta como Seus canis de redenção. Batalhamos contra os obstáculos que se levantam entre os pecadores e a salvação, procurando removê-los do caminho pela intercessão, confronto e proclamações da Palavra de Deus. Nestes sete últimos dias envolvemo-nos com o resultado que queremos ver: filhos de Deus nascendo no Seu Reino. Hoje trazemos à memória diante do Pai o clamor destes vinte e um dias:

·       Pai, lanço mão da autoridade do nome de Jesus para confrontar a cegueira espiritual, enquanto ando na luz da Tua presença; para opor-me à idolatria, pela proclamação de que  só Tu és Deus, o único a ser adorado; resistir ao ocultismo,  no poder do Espírito Santo; denunciar a rebelião,  conclamando os homens à obediência incondicional a Ti; opor-me ao orgulho, pelo espírito de humildade; denunciar a imoralidade, exaltando a Tua santidade; desafiar a incredulidade, proclamando a fidelidade da Tua Pessoa e da Tua Palavra.

Valnice Milhomens

 

20. GERANDO CONVICÇÃO DE PECADO:

Porque o homem está morto em seus delitos e pecados (Ef 2:1), segue seu caminho, alienado de Deus, como se não houvesse morte, julgamento e o Supremo Juiz a quem ele deve prestar contas.  É pelo poder da pregação do Evangelho, na unção do Espírito Santo, que, repentinamente, ele é despertado pelo confronto das verdades da Palavra de Deus e a obra de convencimento operada pelo Espírito.

Jesus anunciou essa obra de convicção realizada pelo Espírito Santo, ao declarar: “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais,  e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (Jo 16:8-9).

Esta convicção que se apodera do ouvinte, de que ele é pecador, está perdido e enfrentará o julgamento perante Jesus, o justo Juiz, é vividamente ilustrada em Atos 2:37-39, no Dia de Pentecoste, em resposta à pregação do apóstolo Pedro: E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.”

“Ouvindo isto.” A exposição da Palavra era convincente. Compungiram-se (katenugēsan, em grego) em seus corações.  O termo “compungir” no original quer dizer: “traspassar ou penetrar com uma agulha, lança ou instrumento afiado”; e então “traspassar com pesar ou dor aguda de qualquer espécie". Implica também a idéia de pesar, tanto repentino como agudo. Neste caso significa que os ouvintes em Jerusalém foram repentina e profundamente afetados com angústia e alarme diante do que Pedro acabara de dizer. As causas de seu pesar e angústia poderiam ser identificadas como:

Isto é convicção de pecado. É o que queremos gerar com nossas orações e pregação. Que o pecador seja repentina e profundamente vencido pela convicção de pecado e:

É este o gênero de convicção que produz a experiência de conversão. Dela vem o genuíno arrependimento dos pecados e a fé salvadora. O pecador, sentindo-se culpado e perdido, em desespero clama: “O que farei?” “O que farei para evitar a ira deste Messias crucificado e exaltado?” Este é o ponto quando seu coração se abre para receber as verdades do Evangelho e a oferta de perdão.

Esta é a pergunta que todos os pecadores condenados fazem. Ela é movida por:

·       Uma apreensão diante da consciência do perigo da condenação eterna;

·       Um sentimento de culpa do pecado e

·       Uma prontidão de aceitar as exigências do discipulado.

“O que farei?” foi a pergunta de Paulo, diante da visão de Cristo, que provou a mais devastadora convicção de pecado (At 9:6). O resultado foi sua conversão radical.

“O que farei?” foi a indagação do carcereiro de Filipos, diante do sobrenatural terremoto e a abertura das prisões (At 16:30). O que se seguiu foi uma conversão radical dele e de toda sua casa.

Hoje queremos clamar com grande intensidade para que ganhemos vidas que passem por este nível de experiência, pois menos do que isto é perder tempo com a ilusão de estar formando discípulos de Cristo quando, no máximo, estaremos formando discípulos nossos, decepcionando a eles e a nós mesmos. Clamemos, pois, para que o próprio Espírito Santo:

·         Gere no coração do ouvinte uma profunda consciência de todo o mal que tem praticado; traga à tona o que foi esquecido; desperte uma crescente convicção de que seu coração, suas atitudes e sua vida inteira são maus e por isso ele merece a condenação.

·        Desperte um sentimento de apreensão e temor em relação à justiça de Deus, que não tolera o pecado; provoque um alarme interior ao olhar para cima, para o Deus que julgará o pecado, ou para dentro do seu coração pecador, ou ainda para o futuro, que acena com o julgamento.

·        Gere no ouvinte um desejo sincero e tão ardente que beire à agonia, de ser liberto desse sentimento de condenação e esta apreensão em relação ao futuro.

·        Provoque uma prontidão a renunciar tudo que desagrada a Deus e a render-se inteiramente ao senhorio e vontade de Cristo. Que em tal estado de mente e coração o ouvinte abrace a oferta do perdão e da vida eterna, alcançando a misericórdia de Deus, manifesta no seu novo nascimento como filho de Deus.

Hoje clamamos:

Pai, que o Teu Espírito se apodere de mim de tal maneira que, quando eu abrir os lábios para anunciar Tua Palavra, minha voz seja apenas um eco da Tua voz dentre de mim, liberando palavras que geram a mais profunda convicção de pecado no coração dos pecadores. Não quero iludir-me com a superficialidade de uma mensagem nascida em minha mente. Abomino um testemunho supérfluo que deixa o pecador à vontade em seu pecado. Rejeito as meras adesões ao Cristianismo e às igrejas locais, sem a experiência do tipo de convicção que gera o arrependimento e a fé que, por sua vez, resultam em regeneração do espírito e filiação Divina. Perdoa a frieza, a superficialidade e a mescla da minha pregação com palavras e conceitos humanos. Leva-me à experiência de ser apenas o leito através do qual a mensagem do Espírito corre para alcançar o pecador, e testemunharei conversões radicais. Só assim filhos e filhas para Ti nascerão na terra e me envolverei com a formação de verdadeiros discípulos de Jesus. Amém!

Valnice Milhomens

 

 

 

19. GERANDO O NOVO NASCIMENTO

Jesus definiu a experiência sine qua non de entrada no Reino de Deus como “novo nascimento,” na conversa com Nicodemos, um mestre em Israel (João 3). Diante da sua não compreensão do significado de um novo nascimento, Jesus explicou: “aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (Jo 3:5-8). Fica estabelecido que a entrada no Reino de Deus exige uma experiência tão radical que se assemelha a uma nova gestação e um novo nascimento, não no físico, mas no espírito.

 

Nascer “da água e do Espírito” equivale a dizer da Palavra, que é uma Pessoa - Jesus - e do Espírito Santo. Pedro descreve a mesma experiência nestes termos: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre (1 Pe 1:23). Assim como a semente do nosso pai foi plantada no útero de nossa mãe e fomos ali concebidos, vindo à luz como seus filhos, trazendo suas marcas que dão testemunho de que nossa origem humana está neles, ocorre no plano espiritual. A semente de Jesus, que é a Palavra de Deus (Jesus), é plantada em nosso espírito humano pecador, morto em seus delitos e pecados (Ef 2:1). O Espírito Santo incuba esta semente em nós e faz com que a vida que nela reside se manifeste. Assim, da união entre a Palavra de Deus e o Espírito Santo, em nós, nascemos espiritualmente como filhos de Deus, manifestando as marcas dessa filiação em nosso caráter, por uma completa mudança de natureza.

Onde não há transformação, não há novo nascimento. Sem mudança de natureza temos apenas membros de Igreja e não filhos de Deus e discípulos de Jesus Cristo. O novo nascimento é uma autêntica recriação do espírito. Somos “criados em Cristo Jesus” (Ef. 2:10). Paulo descreve essa realidade dizendo que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17).

 

Somos chamados a gerar filhos de Deus e não membros de Igreja. Não queremos encher o templo de pecadores não regenerados com rótulos de cristãos, pois o homem natural está morto em seus delitos e pecados (Ef. 2:1). Por isso não pode receber nem conhecer as coisas do Espírito Santo (1 Co. 2:14) e nem mesmo ver o Reino de Deus ou entrar nele (Jo 3:3,5). Portanto, sem novo nascimento ou regeneração não há discípulos de Cristo, nem filhos de Deus.

Ofereçamo-nos ao Espírito para gerar, pela intercessão, o novo nascimento no coração daqueles a quem somos enviados, porque pelo novo nascimento entramos numa vida inteiramente nova (2 Co 5:17; Gl. 6:15). Em conseqüência,  

Do mais profundo no nosso coração clamamos pelo mover do Espírito Santo produzindo convicção nos corações para que se abram à obra da regeneração. Não descansaremos na intercessão e na proclamação da Palavra até que vejamos vidas provando o maior de todos os milagres: o novo nascimento. Em outras palavras, a regeneração de sua natureza humana. Este é um milagre que só o Espírito pode realizar.

Hoje clamamos:

Pai, compreendo que quem não nascer de novo jamais entrará em Teu Reino, convertendo-se em um filho Teu, gerado da Tua vida. Livra-me de banalizar a mensagem do Evangelho e buscar meros aderentes a um corpo de doutrinas. Livra-me de fazer simples religiosos, que cumprem certas obrigações e realizam ritos religiosos externos sem, contudo, passarem pelo novo nascimento. Envia Teu Espírito, em nome de Jesus, a operar nos pecadores a regeneração do seu espírito. Clamo pelo milagre do novo nascimento no coração dos que forem alcançados com o Evangelho de Jesus Cristo. Que enquanto transmito as verdades do Evangelho, Teu Espírito opere a regeneração naquele que crê, e teremos autênticos filhos Teus, isto é, discípulos de Jesus Cristo, que refletirão Seu caráter e Sua missão. Amém!

Valnice Milhomens

 

 

18. GERANDO CONTATOS DIVINOS

Apesar de que a vontade de Deus é que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2:4), lamentavelmente muitos se perderão,porque a não é de todos” (2 Ts 3:2). Quando o Evangelho chegou aos gentios em Antioquia da Pisídia, Lucas relata: “E creram todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna” (At 13:48). Por esta razão, centremos hoje nossas orações para que o Espírito Santo nos conduza aos que “estão destinados para a vida eterna.” Ele conhece aqueles cujos corações são terra fértil onde a Palavra de Deus brotará e produzirá seu fruto.

Todo contato dirigido pelo Espírito de Deus produzirá resultados. Temos um mandamento de “pregar o Evangelho a cada criatura” (Mc. 16:15), porque todas as pessoas têm o direito de ouvir uma exposição clara do Evangelho.  Contudo, umas crerão e outras não. A salvação será estendida aos que crerem. Os que não receberem a mensagem serão indesculpáveis porque rejeitaram a graça que lhes foi oferecida. Portanto, há uma pregação para dar conhecimento do Evangelho a todos os homens. Mas há um grupo que, ao ouvir, receberá a mensagens e poderá ser discipulado. Em todas as nações nascerão discípulos.

Em nossa terra o Evangelho tem sido pregado por todos os meios. O povo tem conhecimento de que é pecador e que Cristo veio. Mas o propósito de Deus e o nosso é fazer discípulos de Cristo. Por isso temos de orar para que o Espírito Santo nos envie aos que se abrirão para recebê-lo. Há muitos exemplos no Novo Testamento de verdadeiros encontros Divinos:

Vemos nestes exemplos como os encontros Divinos resultam em conversões marcantes. Devemos desenvolver uma profunda sensibilidade espiritual a fim de estarmos atentos à liderança do Espírito Santo dirigindo-nos na busca daqueles que receberão a Palavra. O segredo do sucesso é seguir esta liderança interior.

Recebi um e-mail de um dos nossos pastores, no qual há um testemunho que ilustra um encontro Divino. Como há indicação de não querer compartilhar, omito o nome, mas gostaria de compartilhar a experiência em si, pois sendo atual (21.05), fala por si mesma.

Esta é a hora…"Os campos estão brancos" de fato…Existem mais corações famintos que possamos imaginar e, quando nosso espírito queima por falar do evangelho, enxergando as multidões no vale da decisão, verdadeiramente não podemos nos calar.

Dia 21, no início da noite tive uma experiência abençoada na qual o Senhor YHWH, pela Sua infinita graça, quis solidificar em mim a realidade de que a verdadeira adoração, fluindo também em nossas vidas, quando somos capazes de deixar de lado tudo que diz respeito a nós e nos dispomos a servir até mesmo àqueles que não conhecemos. Estava no salão quando a manicure começou a ficar aflita por ter que ir a uma delegacia socorrer uma amiga que havia sido chamada pelo resgate, pois o esposo dela havia sido atropelado, o boletim de ocorrência deveria ser feito e o homem estava no hospital sem que soubessem seu verdadeiro estado. Naquele momento, senti no espírito: - Disponha-se, não importa a distância, ofereça-se para levá-la.

Esqueci as compras de supermercado que estavam por ser feitas, esqueci que era véspera de feriado e por isso o trânsito estava pior que em dias normais…  e fui… O que YHWH fez naquele carro, do salão até a porta da delegacia, foi simplesmente lindo, pois mesmo sabendo que estava ali para ser sal (colocar limite na iniqüidade) na vida daquela jovem mulher, o que tive diante dos meus olhos foi o retrato de um mundo clamando para ser salvo. Ao compartilhar a Palavra, ela começou a chorar copiosamente e a dizer: “Estou vendo Deus, eu não acredito, só pode ser Ele.  Foi Ele quem lhe colocou em meu caminho… Rapidinho ela se esqueceu da amiga aflita, abriu seu coração em prantos e eu sabia que aquela era a oportunidade de falar do verdadeiro amor, a razão da nossa existência – JESUS. Falei-lhe dos 100M e me comprometi em ORAÇÃO. Ao sair daquele encontro ela implorava para que eu não a deixasse sem assistência.  Voltei com tanta paz que nem senti o trânsito. Voltei ao supermercado com alegria no coração entendendo a mensagem do Senhor. Neste tempo de colheita, Ele mesmo, YHWH, colocará em nossos caminhos pessoas sedentas e nós, como Seus filhos amados, não perderemos as oportunidades, pois serão muitas.  Este é o TEMPO DE COLHER!

Mais um exemplo:

Ontem tive a graça e o privilégio de alcançar outro coração aflito por causa do desaparecimento de um filho. Novamente o Espírito operou. Aleluia! Como o Senhor é lindo!!! Havia um cartaz no posto de gasolina sobre um jovem desaparecido. Perguntei ao frentista quem era, e ele me respondeu: “É o filho de um colega nosso aqui no posto, ele está muito mal com o desaparecimento do filho.” Não perdi a oportunidade e perguntei: - “Onde ele está?” Fui até ao homem, perguntei a situação, falei de Jesus, ele chorou desesperadamente e me disse: “Quando bem jovem passei um tempo indo a uma igreja batista, mas depois fui me afastando...” Aproveitei e disse-lhe: “Sabe, como filho de Deus, você sumiu da presença dEle e Ele chorou profundamente pelo seu desaparecimento; hoje, como pai que tem um filho desaparecido e saber a dor que sente, volte-se ao Pai; Ele também está sofrendo por você...” Oramos ali mesmo... 

O Espírito Santo é o mais interessado na obra da redenção dos pecadores e quer encontrar corações disponíveis para enviá-los ao encontro dos que só precisam de uma palavra de esperança em Jesus. Agucemos os sentidos espirituais e sigamos Sua direção.

Hoje clamamos:

Doce Espírito de YHWH, inclino meus ouvidos espirituais à Tua voz e meu coração ao Teu mover a fim de discernir a quem ir levar a mensagem de salvação. Sei que devo pregar em todas as oportunidades, a todas as pessoas, mas clamo para que eu saiba onde se encontram os que se tornarão discípulos de Jesus, precisando apenas ouvir o Evangelho. Quero ser teu canal para levar-lhes a salvação.

Pai, clamo para que provoques encontros sobrenaturais, fazendo com que o caminho dos que serão salvos cruzem com o meu e eu possa falar-lhes de Jesus e levá-los a uma experiência de entrega de suas vidas a Ele, como Senhor e Salvador. Minha vida não tem sentido, senão para cumprir a missão de “buscar e salvar o perdido,” em nome de Jesus, meu Senhor. Usa-me, pois, dirigindo os meus passos, pelo Teu Espírito, aos que “estão destinados para a vida eterna.” Amém!

Valnice Milhomens

17. GERANDO A FÉ SALVADORA

Arrependimento e fé são gêmeos e não podem andar separados. Arrependei-vos, e crede no evangelho” (Mc 1:15) é a diminuta e portentosa pregação de Jesus, que exibe as exigências a serem cumpridas pelo pecador, a fim de que se converta em filho de Deus. Sem arrependimento e fé não existe novo nascimento; onde não há novo nascimento, não há redenção; onde não há redenção, não há filhos de Deus; onde não há filhos de Deus, não há Igreja de Jesus Cristo. Pode haver uma organização, mas de outra natureza. 

A fé é o mais natural resultado do arrependimento e sua verdadeira manifestação. É a resposta adequada de todo coração convicto. É o braço que se estende ao Céu para apropriar-se da graça salvadora, como disse Paulo: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2:8).

A fé produz resultados de conseqüências eternas:

·       Por ela os pecadores arrependidos “se tornam filhos de Deus” (João 1:12);

·       Têm “vida eterna” (João 3:36);

·       “Não perecerão” (João 3:16);

·       “Verão a glória de Deus" (João 11:40);

·       “Recebem o perdão de seus pecados” (Atos 10:43);

·        “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho (1 João 5:10), a garantia da “vida eterna” (1 João 5:13), o zoe Divino.

Os resultados da fé são tão indizíveis, que se tornaram uma forte motivação para a pregação de Paulo. Ele testemunha: Porque não me envergonho do Evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque no Evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Romanos 1:16,17).  Paulo também argumenta que não existe salvação sem fé em Jesus Cristo:

“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada... Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:16,20).

Creiamos em Deus para despertar o coração dos pecadores, gerando neles a verdadeira fé salvadora. Se eles precisam dessa fé salvadora, nós que já somos salvos carecemos da fé de Deus para crer:

·       Numa grande colheita de almas para Cristo, que trará multidões de novos filhos para Deus;

·       Na unção de Deus em nossas vidas para pregar aos perdidos com fervor e paixão, de forma convincente;

·       Na obra do Espírito Santo no coração de cada ouvinte, gerando o arrependimento verdadeiro e a fé em Jesus Cristo como único Senhor e Salvador;

·       Na resposta positiva daqueles a quem iremos, porque as forças das trevas foram paralisadas sobre eles e seus corações estão famintos e sedentos de Deus.

Ouçamos novamente a palavra do nosso Senhor Jesus Cristo, indicando-nos o caminho da fé que Ele usa a fim de sermos instrumentos de grandes realizações em Seu Reino para a redenção dos pecadores e a glória do Seu nome: “Tende fé em Deus (a fé de Deus); porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis” (Mc 11:22-24).

Continuamos a usar a palavra de autoridade para ordenar que o monte da incredulidade saia dos ouvintes da Palavra de Deus, deixando o caminho livre para a fé. Cremos que os obstáculos em suas vidas estão sendo removidos pela operação do Santo Espírito de Deus em seus corações. Cremos que uma onda de fé estará inundando milhares de vidas nos próximos dias, à medida que saímos das quatro paredes e nos movemos ao encontro dos necessitados, levando a palavra da fé. Propusemo-nos a levantar os muros da colheita em 52 dias. Colocamos diante de nós o alvo de tocar pelo menos 100.000 corações, comprometendo-nos a levá-los ao Trono da graça pelas nossas intercessões. Queremos vê-los nascendo de novo como filhos de Deus. Nisso cremos, por isso proclamamos que já é uma realidade, e que esta nação “se encherá do CONHECIMENTO DA GLÓRIA DE YHWH como as águas cobrem o mar” (Hc 2:14).

No espírito da promessa de Jesus (Mc 11:24), sabendo que é a vontade de Deus que os pecadores sejam salvos, devotamo-nos a orar por eles, crendo numa poderosa onda de salvação. Por isso clamamos hoje:

Pai, tua vontade é que nenhum pecador pereça, mas “que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2:4). Uno-me, portanto, ao Teu Espírito e a Jesus Cristo na intercessão pelos pecadores perdidos, clamando para que seja neles gerada a fé salvadora.  Remove o véu dos seus olhos e que eles contemplem a Jesus na cruz e creiam que Tu o enviaste e que Ele morreu em nosso lugar, pagando o preço da nossa redenção para que sejamos salvos e nasçamos como Teus filhos, “pois todos somos filhos de Deus pela em Cristo Jesus (Gl 3:26). Que a “medida da fé” (Rm 12:3) que repartes a cada um seja por eles recebida e creiam em Ti como único Deus verdadeiro e em Jesus Cristo, Teu bendito Filho, como único Senhor e Salvador pessoal. Renovo a entrega de mim mesmo, tanto para interceder pela sua conversão, quando ser Teu canal, para que a palavra da fé alcance seus ouvidos e seus corações e creiam no Evangelho de Jesus Cristo e sejam salvos. Amém!

Valnice Milhomens

 

 

16. GERANDO O ARREPENDIMENTO

“Se não vos arrependerdes, todos, de igual modo, perecereis!” (Lc 13:3,5).  Esta foi a advertência de Jesus. Ele começou Seu ministério anunciando e exigindo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no Evangelho” (Marcos 1:15). Do que ele falava?

O arrependimento é o ponto de virada do reino de Satanás - de trevas e rebelião - para o reino de Deus, de luz e obediência. É uma dor profunda por haver ofendido a santidade de Deus, seguida da determinação de voltar-se do caminho pecaminoso para Ele. Flui do pesar Divino: Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar” (2 Co. 7:10a). Este arrependimento é obra do Espírito Santo, porque é a benignidade de Deus” que conduz as pessoas ao arrependimento (Rm 2:4).

O arrependimento envolve a idéia de mudança de pensamento, sentimento e vontade. Sem mudança profunda, não existe arrependimento verdadeiro, e sem arrependimento não existe conversão genuína e, sem esta, não existem filhos de Deus. Por isso João, o Batista, adverte: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento(Lc 3:8).

Salientamos:

·         O arrependimento foi central no ministério de Jesus. Mateus testifica: “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mt 4:17). Ele não deixou qualquer sombra de dúvida que o arrependimento é a condição sine qua non para a salvação.  Jesus até definiu Sua missão na Terra em termos de arrependimento: Eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento” (Lc 5:32).

·         O arrependimento de pecados é tão vital para a igreja que provoca uma festa no céu: Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15:7).

·         O arrependimento deve ser central em nossa pregação, como ocorreu com os  discípulos que saíram e pregaram que todos se arrependessem” (Mc 6:12). Temos que bradar como Pedro: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor” (At 3:19).

·         O arrependimento é uma exigência de Deus, conforme Paulo pregou aos atenienses: “Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, ordena agora que todos os homens em todo lugar se arrependam; porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos (At 17:30,31)

·         O arrependimento tem um lugar especial no coração de Deus: O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe 3:9).

Quando o Espírito de Deus desperta no homem a fome e a sede espirituais e ele corre para a Fonte, todo o seu ser é mergulhado no genuíno arrependimento. O contato com essa Fonte inesgotável gera o pesar:

·         Do tempo perdido longe de Sua verdadeira origem e destino;

·         Da ingratidão de um coração alienado do seu Criador;

·         Da rebeldia que o fez seguir seu próprio caminho, independente de Deus;

·         Do pecado que o dominou por tanto tempo e o fez ofender de contínuo a santidade do Deus santo.

Por causa desse arrependimento o Espírito de Yahweh pode operar a metamorfose, transformando radicalmente sua natureza, levando-o a provar o novo nascimento, pelo qual o homem se torna filho de Deus e, conseqüentemente, passa a usufruir de tudo quanto esta filiação representa.

Hoje clamamos:

Pai, leva-me a ter uma consciência tão elevada e profunda do Teu amor e santidade, que o meu coração seja sensível a toda forma de pecado, levando-me a prontamente entrar em arrependimento profundo diante de cada falha. Quero viver em obediência, momento após momento. Anseio ser dominado pela consciência de tudo quanto Te desagrada, para que eu evite o pecado a todo custo. Pai, hoje clamo também por um batismo de arrependimento vindo sobre todos quantos eu alcançar com a proclamação da Tua Palavra. Reconheço que sem a experiência do arrependimento jamais haverá recriação do espírito e conseqüente nascimento como filho Teu. Minhas entranham se movem e se comovem pelos pecadores, para que caiam em si, vencidos pela convicção de que têm pecado contra Ti, estão condenados ao inferno, mas que há esperança de perdão, pelo arrependimento e confissão de pecados. Amém!

Valnice Milhomens

 

 

 

15. GERANDO FOME ESPIRITUAL

Agostinho, o bispo de Hipona, certa vez orou: “O homem foi feito por Ti, ó Deus, e só descansará quando descansar em Ti.” Há um vazio no coração do ser humano que tem a forma de Deus. Muitas vezes ele não sabe identificar sua origem e busca preenchê-lo de muitas formas sem, contudo, o conseguir. Há uma fome e sede ocultas no mais profundo do ser, nem sempre identificada ou compreendida. É o clamor do próprio espírito humano pelo seu Criador. É a fome e a sede de realidade, de encontrar sua verdadeira origem e destino. Quando Jesus dialogou com a mulher samaritana e declarou: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24), Ele queria dizer: “Mulher, a fome do teu coração jamais será preenchida pelo homem. O de que precisas não é de mais um homem, mas de ser adoradora de Deus. A sede insaciável do teu espírito nunca será satisfeita com o sexo, mas com a adoração ao Deus único e verdadeiro.”

Quando Jesus é proclamado com paixão, de forma convincente, na unção do Espírito Santo, os pecadores repentinamente se dão conta de que Ele é a resposta para a fome e a sede dos seus corações. Algo em seu espírito os desperta e extravasam a descoberta, à semelhança da samaritana: “Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?” (Jo 4:29). Tais vidas serão vencidas pelo irresistível poder de atração de Jesus sobre elas.

 “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mt 5:6). Por esta razão vamos clamar para que o Espírito Santo desperte, pela pregação da Palavra de Deus, no coração daqueles a quem formos enviados, fome e sede de:

·      Serem libertos de todo o pecado e mal, reconhecendo sua condição de pecadores perdidos;

·      Conhecerem o verdadeiro Deus e a Jesus Cristo Seu Filho, rendendo-se a Ele como Senhor e Salvador;

·      Encontrarem a salvação e a redenção de suas vidas pelo sacrifício remidor de Cristo;

·      Terem uma profunda experiência com a realidade do seu Criador através de um encontro verdadeiro;

·       Viverem na presença de Deus, encontrando sua plenitude e razão de existir como adoradores.

Somos chamados hoje a despertar em nosso próprio coração a fome e a sede de conhecer a Deus em plenitude e:

Hoje clamamos:

Ó Deus, “estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de Ti, como terra sedenta” (Sl 143:6). Tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito...”  (Sl 63:1). E, com a intensidade da fome e sede que domina meu ser pela realidade da Tua vida e da Tua presença, clamo a Ti pelos perdidos. Que, por Teu amor e graça, exerças sobre eles Teu irresistível poder de atração, despertando em seus corações a fome e sede de conhecerem a Ti mesmo como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste. Pai, quem virá a Ti se Tu mesmo não despertares em seu espírito o desejo de Te conhecer? É verdade que colocaste em cada ser humano um vazio e uma fome do Criador, mas nesta geração corrupta e perversa muitos disfarces têm sufocado e enganado o coração. Desperta, pois, a cada um, e usa-me para, pela força e impacto do meu próprio testemunho, fazer renascer a fome e sede interior que leva os homens a correrem para Teus braços e encontrarem a resposta para todos os seus anseios, ao nascerem como filhos Teus e clamarem: “Aba, Pai!” Amém!

Valnice Milhomens

 

GERANDO NO REINO ESPIRITUAL FILHOS PARA DEUS

Devotamos sete dias orando por nós mesmos a fim de gerar o espírito apropriado de um ceifeiro,

Conscientes dos obstáculos espirituais que se interpõem entre Deus e os pecadores para que não compreendam o Evangelho e seja, salvos, devotamos outros sete dias orando e batalhando contra os espíritos de

·       Cegueira espiritual, confrontando-o com a luz do Evangelho;

·       Idolatria, proclamando com só Yahweh é Deus e digno de ser adorado;

·       Ocultismo, denunciando as forças ocultas das trevas, no poder do Espírito Santo;

·       Rebelião,  conclamando os homens a reconhecerem que Deus é soberanos e devemos-Lhe obediência incondicional;

·       Orgulho, opondo-nos a toda altivez e revestindo-nos do espírito de humildade;

·       Imoralidade, exaltando a santidade de Yahweh e a exigência de que sejamos santos como Ele é santo;

·       Incredulidade, proclamando a fidelidade de Deus e da Sua Palavra, pelo que é o objeto supremo da nossa fé.

Entramos agora na terceira e última semana destes primeiros 21 dias de jejum e oração, “construindo os muros da colheita em 52 dias.” Consagremo-nos agora a interceder, movidos pelo Espírito Santo e respaldados pela Sua Palavra, buscando gerar filhos para Deus. Não queremos meras decisões ou adesões à Igreja. Nosso chamado supremo é gerar discípulos de Jesus Cristo, isto é, reproduções em Seu caráter e missão, no ser e no fazer. E o pecador entra no caminho do discipulado pelo novo nascimento, quando é gerado pelo Espírito Santo como filho de Deus. O grito da nossa alma, a intensidade do nosso clamor a Deus, portanto, é para que filhos Seus venham à luz às multidões. Para tanto clamemos para que:

Valnice Milhomens