TEMA: A
BÊNÇÃO DO PROGRESSO NA CARREIRA
A Bênção do
Senhor Enriquece
INTRODUÇÃO
Cada um de nós veio ao mundo com um propósito.
A cada um Deus dotou com talentos através dos quais deverá cumprir tal propósito.
Vivemos em uma sociedade na qual dependemos uns dos
outros para termos todas as nossas necessidades
supridas.
Cada um serve aos demais com as capacitações recebidas
de Deus e é servido por outros que têm outras capacitações.
Um trabalha a terra e produz o alimento, sem o qual
não podemos viver. Outros trabalham a água para que chegue a nossas casas para
toda a limpeza e bebida, sem a qual morreríamos. Outros constroem as casas nas
quais vivemos. Outros cuidam da nossa saúde, como os médicos, enfermeiros e
farmacêuticos. Outros se devotam a construir nossos transportes por terra, céus
e mar, facilitando nossos deslocamentos. Outros criam tecidos que nos cobrem a
nudez. E a lista seria interminável. São tantas as ocupações dos filhos dos
homens, todas igualmente importantes e
necessárias. Com eles servimos uns aos outros.
Todo talento e seu bom uso é honrado e abençoado por
Deus.
De acordo com nossos dons e talentos definimos nossa
carreira profissional. O propósito de cada uma delas é servir à humanidade em
sua área de especialidade e, em troca, receber o sustento financeiro para o
suprimento de suas necessidades materiais.
Ser bem sucedido, portanto, na carreira profissional,
é o sonho de todos. E certamente o propósito de Deus é que cada um alcance o
máximo do seu potencial, desenvolvendo os dons e talentos recebidos para a
glória do Criador, a bênção da humanidade e felicidade pessoal.
Um princípio, contudo, convém salientar: Nada é automático. O Criador, que nos
dotou de dons e talentos, também estabeleceu princípios para que alcancemos o
nosso potencial e sejamos bem sucedidos. Para que se cumpra a promessa: “Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual
dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer
prosperará (Sl 1:3). Quem?
Um dos personagens na Bíblia que pode representar um
padrão de progresso na carreira é Daniel. Ele pertencia à classe de nobres de
Jerusalém, mas foi levado cativo para a Babilônia e escolhido para receber
treinamento na corte de Nabucodonozor. No fim do
treinamento, juntamente com três dos seus companheiros judeus, foi encontrado
10 vezes mais sábio do que os colegas de curso e estabelecido em elevada
posição de governo. Foi proeminente no reinados de vários reis babilônicos e
ainda serviu nos primeiros do Império Persa, que venceu o babilônico. Que
carreira brilhante, e isto em terra estranha!
A CAREIRA DE
DANIEL
Daniel já nasceu na
família real ou nobreza, conforme o relato: “Então
disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que
trouxesse alguns dos filhos de Israel, dentre a linhagem real e dos nobres (Dn 1:3). Ele, juntamente com três companheiros, foi
escolhido par ingressar na escola de preparo para assistir no palácio e
aprender a língua e sabedoria dos caldeus. Era a sua Faculdade. Destaca-se como
aluno e segue uma carreira ascendente, sendo bem sucedido em tudo quanto fazia. Verdadeiramente nele se cumpria a promessa: “O Senhor mandará que a bênção esteja
contigo nos teus celeiros e em tudo a que puseres a tua mão” (Dt 28:8).
O
Profeta
Daniel atuou como profeta vidente do futuro e
intérprete de sinais e sonhos. Este era seu ministério profético, como servo do
Deus vivo. Suas profecias sobre os impérios que viriam, a vinda do Messias e os finais do tempo são
extraordinárias. Mas concentrar-nos-emos na sua carreira como homem público.
O Homem
Público
Finda
a escola de três anos, Daniel deu início à sua carreira como homem público, no
alto serviço governamental, pela competência revelada:
“Então o rei conversou com eles; e entre todos eles não foram achados
outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso ficaram assistindo diante do
rei. E em toda matéria de sabedoria e discernimento, a respeito da qual lhes
perguntou o rei, este os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e
encantadores que havia em todo o seu reino. Assim Daniel continuou até o
primeiro ano do rei Ciro. (Dn.
1:19-21).
Daniel, como homem de governo, teve uma
carreira estável durante pelo menos três reinados: de Nabucodonozor, Belsazar e Dario o Medo, e talvez também de Ciro.
O
Livro de Daniel, embora não nos conte muitos detalhes sobre seus deveres civis
e desempenhos, diz, no entanto, que ele foi:
· Dario o fez
um dos três presidentes a quem seus cento e vinte sátrapas
deviam dar conta, e pensou em colocá-lo sobre seu reino inteiro: “Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; e sobre eles
três presidentes, dos quais Daniel era um; a fim de que estes sátrapas lhes dessem conta, e que o rei não sofresse dano. Então o mesmo Daniel
sobrepujava a estes presidentes e aos sátrapas;
porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre
todo o reino” (Dn 6:1-3):
Em
todas estas posições Daniel se conduziu com fidelidade e sabedoria. Sobre sua
atuação no governo Persa, dele se testifica: “Este Daniel, pois, prosperou
no reinado de Dario, e no reinado de Ciro, o persa” (Dn 6:28). Todavia a maior
demonstração de sucesso em sua carreira foi o rei Dario emitir um decreto para
que em todo o seu reino se temesse ao “Deus
de Daniel.” Certamente este homem pode tornar-se um modelo do profissional
abençoado em sua carreira no mais elevado grau. O que estava por trás de seu
sucesso?
MARCAS
QUE ESTÃO POR TRÁS DO SUCESSO
Quando
alguém tem aliança com Deus é fiel na obediência às suas leis a qualquer preço
e diante de quem quer que seja. Não vende suas convicções. Não compromete sua
conduta. É consistente em sua fé. Intransigente em seus princípios. Firme em
seu caráter.
Esta
marca é o que estava por traz de Daniel quando se recusou a
comer as iguarias do rei (Dn 1:8). Aquela
comida talvez consistisse em alimentos proibidos pela lei de Moisés, como a
carne de animais imundos, particularmente porcos, gordura e sangue, o que o
contaminaria num sentido cerimonial. Por outro lado, embora talvez fosse
alimento permitido, parte fosse primeiramente oferecido ao seu ídolo
"Bel", como era normal, e o todo abençoado em seu nome. Isto era
contra sua consciência de aliança com YHWH e ele não se contaminaria com o
proibido ou consagrado a ídolos.
De
partida, coloque isto no coração: Ninguém
pode ser bem sucedido sem o favor de Deus. É ele Quem leva o fiel a
encontrar graça até diante dos olhos dos que não O conhecem.
Todo bom profissional tem certas características que
são comuns a todos. O Rei na Babilônia queria investir em um grupo de jovens
que atendessem às suas necessidades no palácio. Seriam três anos de estudo em
tempo integral. Como um bom executivo, o rei não arriscaria um investimento em
pessoas que não demonstravam as qualificações básicas para um desenvolvimento
profissional satisfatório. Assim alistou: “Jovens em
quem não houvesse defeito algum, de bela aparência, dotados de sabedoria,
inteligência e instrução, e que tivessem capacidade para assistirem no palácio
do rei; e que lhes ensinasse as letras e a língua dos caldeus (Dn
1:4).
·
Boa aparência – Sua aparência é seu
primeiro cartão de visitas. Limpeza do corpo e da roupa, harmonia de cores,
decência no vestir e bom gosto, aliados a um coração alegre, pois este
aformoseia o rosto, gerando uma presença agradável (Pv 15:13).
·
Sabedoria – Sabedoria não é a mesma
coisa que conhecimento. Este é o acúmulo de informações, enquanto aquele é a
capacidade de aplicá-las. Quem revela habilidade para aplicar o que lhe é
ensinado é boa terra para se investir em conhecimento. Onde encontrar a
sabedoria?
o
“O temor de YHWH é o princípio da sabedoria” (Pv 9:10).
o
“Porque YHWH dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e
o entendimento” (Pv 2:6). A quem Ele a dá?
o
Ao
que conhece Sua Palavra, porque “A lei de
YHWH é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho YHWH é fiel, e dá sabedoria aos símplices” (Sl 19:7)
o
Exemplo da sabedoria em operação: “Assim
trabalharam Bezalel e Aoliabe,
e todo o homem sábio de coração, a quem YHWH dera sabedoria e inteligência, para saber como haviam
de fazer toda a obra para o serviço do santuário, conforme a tudo o que YHWH tinha
ordenado” (Ex 36:1).
o
Por
isso Salomão orou: “Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que possa sair e
entrar perante este povo; pois quem poderia julgar a este tão grande povo?” (2 Cr 1:10). “E toda a terra buscava a face de Salomão,
para ouvir a sabedoria
que Deus tinha posto no seu coração” (1 Rs 10:24).
o
Conselho:
“A sabedoria
é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria,
emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento” (Pv.
4:7). Agindo assim você ouvirá:
o
“No caminho da sabedoria te ensinei, e por veredas de retidão te
fiz andar. Por elas andando, não
se embaraçarão os teus passos; e se correres, não tropeçarás” (Pv 4:11,12).
·
Inteligência – Somos seres
inteligentes, porquanto criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:16). O pecado é que embota a
nossa capacidade dada por Deus. Mas os filhos de Deus, que fizeram uma aliança
com Ele, em Cristo, têm “a mente de
Cristo” como diz Paulo: “Porque,
quem conheceu a mente
do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de
Cristo” (1 Co 2:16). Sabedoria
e inteligência caminham de mãos dadas. Por isso a pergunta:
o
“Donde, pois, vem a sabedoria, e onde
está o lugar da inteligência?” (Jó 28:20). A resposta é óbvia: Em Deus. Quando Ele deu
sabedoria a Bezalel,
Aoliabe e
Salomão, também deu inteligência.
o
Vale
aqui um conselho: “Adquire
sabedoria, adquire inteligência,
e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca” (Pv 4:5).
o
O
resultado: “O que adquire entendimento
ama a sua alma; o que cultiva a inteligência
achará o bem” (Pv 19:8).
·
Instrução - O dicionário
Michaelis define instrução
como “Informações
fornecidas com determinada finalidade.” “Explicação ou esclarecimentos dados
para uso especial.” Ora, desde que nascemos somos submetidos à diversas
instruções com a finalidade de formar o nosso caráter e adquirir habilidades. Salomão
já advertia: “Instrui o menino no caminho em que deve andar,
e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv
22:6). Um coração disposto a ser instruído é indispensável ao sucesso na
carreira profissional, pois não há limite para a instrução.
o
Daí o
princípio: “Instrui
ao sábio, e ele se fará mais, sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em
entendimento” (Pv 9:9). “O coração do sábio instrui
a sua boca, e aumenta o saber nos seus lábios” (Pv.
16:23).
o
Enquanto houver o que aprender, haverá
necessidade de instrução. Portanto, eis o conselho: “Apega-te à instrução
e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida” (Pv
4:13). “Aplica o teu coração à instrução, e os teus ouvidos às palavras do
conhecimento” (Pv. 23:12).
o
O
caminho da instrução é seguro: “O que
atende à instrução está na vereda da vida; mas
o que rejeita a repreensão anda errado” (Pv 10:17).
·
Capacidade de
aprendizagem – Todos temos capacidade de aprender, caso
não haja uma deficiência mental. Habilidade se adquire pela instrução e o
estudo. Para tanto a pessoa tem que se dispor a investir tempo nos estudos. Não
cresce profissionalmente quem não cresce no conhecimento e desenvolve suas
habilidades na área dos seus dons e talentos. Quando Jesus contou a parábola
dos talentos, estava chamando a atenção para algumas coisas:
o
A importância de cada um de nós desenvolver o
que recebeu. Não basta o talento. É preciso desenvolvê-lo. Trabalhá-lo.
o
Temos diferentes talentos, como está escrito: “A um deu cinco talentos, a outro dois,
e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade” (Mt 25:15).
o
Não
importa o que recebemos, Deus espera que o desenvolvamos, aprendendo cada vez
mais e nos tornemos especialistas naquilo que nos foi confiado. Prestaremos
contas do que recebemos (Mt
25:19). Podemos entrar numa carreira como amadores, mas permanecer assim é mediocridade
e esta jamais será premiada.
o
A
diligência em seguir um programa de desenvolvimento contínuo em nossa profissão
terá grande recompensa, pois Jesus estabeleceu um princípio: “Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem,
até aquilo que tem ser-lhe-á tirado” (Mt 25:29)
“Daniel,
porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do
rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe
concedesse não se contaminar” (Dn 1:8).
A indecisão e inconstância são terríveis
obstáculos no desenvolvimento de uma carreira. O crescimento e o sucesso exigem
constantes decisões firmes. Há muitos acidentes e tentações no caminho e a
pessoa precisa ter consciência de quem é, para que veio a este mundo, qual o
seu propósito e para onde vai. Com isto em mente marchará sem desvios, sem
transigências, rumo ao alvo.
Daniel conhecia sua identidade. Era parte do
povo de Deus e estava ligado a Ele por uma aliança. Não importava que estivesse
na condição de cativo. Por dentro era livre em Deus e não trairia sua própria
consciência. E aqui salientamos alguns princípios:
·
Quem é firme em suas decisões em harmonia com os preceitos da Palavra
de Deus encontrará favor e respeito até mesmo dos que não O conhecem. Foi o que
ocorreu com Daniel: “...portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe
concedesse não se contaminar. Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e
misericórdia diante do chefe dos eunucos”
(Dn 1:8,9).
·
A firmeza de decisão nos leva a ser determinados em tudo o que fazemos
e isto é ingrediente indispensável ao sucesso na carreira profissional. Ao
longo da vida de Daniel essa marca se faz sentir e ele se destaca em tudo dos
demais. O sucesso tem preço. No fim do curso de três anos é dito de Daniel e
seus companheiros: “Então o rei conversou
com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por
isso ficaram assistindo diante do rei. E em toda matéria de sabedoria e
discernimento, a respeito da qual lhes perguntou o rei, este os achou dez vezes
mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino”
(Dn 1:19,20).
A atitude de Daniel em terra estranha, no
palácio do rei, de não se submeter aos costumes da terra, revela que ele era
portador de convicções. Ele incorporara ao seu caráter os valores da fé em YHWH
e estava determino a vivê-los em todas as circunstâncias. Por isso foi
consistente em seu modo de viver, do princípio ao fim. Mudaram o seu nome para
um nome pagão (Beltessazar), mas não puderam mudar
seu caráter. Ele sempre permaneceu Daniel, que quer dizer “Deus é meu Juiz.”
·
No início da carreira mantém os princípios da não contaminação
cerimonial, que era um símbolo da santidade espiritual e recebe o prêmio da sua
fidelidade a Deus (Dn 1:8-20)
·
Já quando velho retém o princípio de uma vida de oração, mesmo quando
esta é proibida. Sujeita-se à cova dos leões com serenidade,
recebendo novamente o prêmio reservado aos fiéis a toda a prova, às convicções
do coração que os aliançados com YHWH conservam.
Todo profissional é desafiado em suas convicções
no ambiente de trabalho. Os valores do mundo, tentarão se impor.
Tais valores incluem:
·
Mentira
·
Sonegação de impostos
·
Ganho fácil
·
Suborno
·
Egoísmo
·
Esperteza
Mas o verdadeiro sucesso na carreira é para
aqueles que conseguem manter a integridade de suas convicções, mesmo em
ambiente contrário, jamais traindo os valores nobres da:
Há sempre uma recompensa para quem pauta sua
vida profissional pelos valores da Palavra de Deus. O favor Divino o
acompanhará sempre, defendendo-o e exaltando-o, como ocorreu na vida de Daniel.
Porque “O homem de bem alcançará o
favor de YHWH, mas ao homem de
intenções perversas Ele condenará” (Pv 12:2).
Quando Nabucodonozor
teve um sonho, esqueceu-se dele e “mandou
chamar os magos, os encantadores, os adivinhadores, e os caldeus, para que
declarassem ao rei os seus sonhos” (Dn 2:2).
Todos disseram: “Não há ninguém sobre a terra que possa
cumprir a palavra do rei; pois nenhum rei, por grande e poderoso que fosse, tem
exigido coisa semelhante de algum mago ou encantador, ou caldeu. A coisa que o
rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar ao rei, senão os
deuses, cuja morada não é com a carne mortal” (Dn
2:10,11). O rei enfureceu-se e mandou matar a todos. Daniel entrou em cena,
falou com o chefe da guarda que deveria matar os sábios, foi à presença do rei
e pediu um prazo, prometendo que lhe revelaria a interpretação (2:16). Reuniu seus companheiros para buscarem a face de YHWH
e Este revelou o mistério, em uma visão, a Daniel que, por sua vez, foi ao rei
e deu-lhe a revelação do sonho. Resultado: Foi promovido. “Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitas e grandes dádivas,
e o pôs por governador sobre toda a província de Babilônia, como também o fez
chefe principal de todos os sábios de Babilônia” (Dn
2:48).
O que Daniel revela neste incidente?
“Daniel se apresentou ao rei e pediu que lhe designasse o prazo, para
que desse ao rei a interpretação” (Dn 2:16).
“Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias,
Misael e Azarias, seus
companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este
mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente
com o resto dos sábios de Babilônia” (Dn 2:17,18).
Daniel era um profissional que tinha a coragem
de declarar toda a verdade ao seu chefe, ainda que isto representasse um risco
de morte, pois os reis eram déspotas e não respeitavam a vida.
Quando Nabucodonozor
teve o sonho que revelava o terrível juízo de Deus, Daniel corajosamente
revelou-lhe toda a sua interpretação. Demandava coragem e risco declarar ao rei
sua própria sentença:
“Esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Altíssimo, que
virá sobre o rei, meu senhor: Serás tirado dentre os homens, e a tua morada
será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás
molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; até que
conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem
quer”
(Dn 4:24-25) .
Para além da interpretação do sonho, Daniel coloca
seu temor a Deus acima do temor ao rei, não perde a oportunidade, e revela seu
caráter verdadeiro e corajoso, confrontando-o com uma palavra de autoridade
Divina:
“Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados,
praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia para com os
pobres, e talvez se prolongue a tua tranqüilidade (Dn
4:27) .
Anos mais tarde, no reino de Belsazar, enquanto este dava um banquete, surgiu uma mão na
parede e escreveu um mistério. Daniel foi chamado para interpretá-lo e o rei
lhe disse:
“Ouvi dizer, porém, a teu respeito que podes
dar interpretações e resolver dúvidas. Agora, pois, se puderes ler esta
escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e
terás cadeia de ouro ao pescoço, e no reino serás o
terceiro governante” (Dn 5:16).
Que momento propício para os bajuladores e
inseguros que buscam promoção à custa de favores e agradar o chefe à custa de
valores sagrados! Daniel, contudo, mais uma vez, revela a constância e
consistência das marcas do seu caráter verdadeiro e corajoso e, sem temor,
declara diante do rei e seus convivas:
“Os teus presentes fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; todavia
vou ler ao rei o escrito, e lhe farei saber a interpretação” (Dn 5:17).
Daniel passa a lembrar o juízo que viera sobre
o pai de Belsazar, e denuncia:
“E tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração,
ainda que soubeste tudo isso; porém te elevaste contra
o Senhor do céu; pois foram trazidos a tua presença os vasos da casa dele, e
tu, os teus grandes, as tua mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho
neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de
ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus,
em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não
glorificaste” (Dn 5:22-23).
Então, com coragem, declara a
verdade do que foi escrito na parede: “MENE, MENE, TEQUEL, UFARSlM”: “Contou Deus o teu reino, e o acabou. Pesado foste na balança, e foste
achado em falta. Dividido está o teu reino, e entregue aos medos e persas” (Dn 5:24-28).
A fidelidade de Daniel a Deus foi uma marca
que o acompanhou do princípio ao fim. Ele se levantou acima de sua geração,
acima das circunstâncias, acima do ambiente contrário à sua fé e manteve sua
integridade e fidelidade a Deus em todas as ocasiões. Este foi o segredo dele,
ao vencer cada prova, ser colocado em posição cada vez mais proeminente, sendo
respeitado e reconhecido por todos os reis a quem serviu.
Daniel estava chegando ao fim de sua longa e
bem sucedida carreira de homem público. Servira dois reis babilônicos e agora
servia sob o rei persa, Dario, que o estabelecera como um dos três presidentes
sobre 120 dirigentes de todo o seu reino. Logo se destacou e dele é escrito: “Então o mesmo Daniel sobrepujava a estes
presidentes e aos sátrapas; porque nele havia um
espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino” (Dn 6:3).
Estando agora em posição de maior destaque, é
alvo de inveja e enfrenta a maior prova à sua fidelidade.
Um plano é projetado contra ele: “Os presidentes e os sátrapas
procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino
mas não podiam achar ocasião ou falta alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem falta” (Dn 6:4).
O que se pode dizer acerca de um profissional,
cuja vida é escrutinada pelos adversários e estes dão semelhante testemunho?
Porventura não está aqui o segredo do seu progresso na carreira profissional?
Os inimigos, deparando-se com a fidelidade
absoluta, intocável nas leis do reino, concluíram: “Nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, a menos que a
procuremos no que diz respeito a lei do seu Deus”
(Dn 6:5). Sabendo, pois, que Daniel era fiel a Deus,
orando de forma consistente três vezes ao dia, criaram um decreto para que, por
30 dias ninguém fizesse petição a qualquer deus, senão ao rei, sob pena de ser
lançado na cova dos leões. Assim se fez. Qual a reação de Daniel? Como fora
fiel nas leis do reino terreno, ele permaneceu fiel ao seu Deus.
“Quando Daniel soube
que o edital estava assinado, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde
estavam abertas as janelas que davam para o lado de Jerusalém; e três vezes no
dia se punha de joelhos e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também
antes costumava fazer” (Dn 6:11).
Conseqüência? O rei, mesmo
lamentando e sofrendo insônia por causa do fato, teve que se sujeitar ao seu
próprio decreto e, instigado pelos inimigos, lançou Daniel na cova dos leões.
Daniel, assim, dispusera-se a abraçar terrível morte como o último preço da sua
fidelidade a Deus. Ser fiel a Deus era mais importante que viver.
Resultado? Deus premiou a sua
fidelidade. Quando o rei, na manhã seguinte “chegando-se à cova,
chamou por Daniel com voz triste; e disse o rei a Daniel: ó Daniel, servo do
Deus vivo, dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu
continuamente serves, tenha podido livrar- te dos leões? Então Daniel falou ao
rei: ó rei, vive para sempre. O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos
leões, e eles não me fizeram mal algum; porque foi achada em mim inocência
diante dele; e também diante de ti, ó rei, não tenho cometido delito algum.
Então o rei muito se alegrou, e mandou tirar a Daniel da cova. Assim foi tirado
Daniel da cova, e não se achou nele lesão alguma, porque ele havia confiado em
seu Deus”
(Dn 6:20-23).
Que história de sucesso! Todavia o coroar
dessa carreira não está descrito nas palavras: “Este Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario, e no reinado de
Ciro, o persa” (Dn 6:28).
A glória dessa carreira, o prêmio das marcas do caráter de Daniel está nos seus
resultados em termos de influência espiritual, expressos nas palavras do
próprio rei do maior e mais poderoso Império até então:
“Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas que
moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada. Com isto faço um decreto,
pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o
Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo, e permanece para sempre; e o seu
reino nunca será destruído; o seu domínio durará até o fim. Ele livra e salva,
e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; foi ele quem livrou Daniel do
poder dos leões” (Dn 6:25-27).
Que brilhantismo! Daniel começou sua carreira
como um simples jovem cativo, e termina levando um poderoso
Imperador e todo o seu reino a confessar que só YHWH é o Deus vivo,
eterno e salvador. Segredo?
VOCÊ
QUER ENCONTRAR O CAMINHO DO SUCESSO EM SUA CARREIRA?
(1)
Seja uma pessoa
de aliança com Deus
(2) Cultive as Marcas Reconhecidas como Fundamentais
ü
Boa aparência
ü Inteligência
ü Instrução
ü Capacidade de
aprendizagem
(3)
Um Homem Firme em
suas Decisões
(4)
Um Homem de Convicções Inamovíveis
(5)
Um Homem Consciente de sua Identidade e Possibilidades em Deus
(6)
Um Homem Corajoso e Verdadeiro
(7)
Um Homem Fiel ao seu Deus até Morte
Venha à cruz onde Jesus abriu o caminho para
fazer uma aliança de sangue com você. Pela aliança tudo o que é seu tornar-se-á
legalmente dele: Seu pecado, sua condenação, seu fracasso e todas as maléficas
conseqüências do pecado. Em troca, tudo o que é dEle tornar-se-á legalmente seu: Sua vida, sua saúde,
sua vitória, prosperidade e redenção.
(1)
Jesus se fez-se filho
do homem, para que eu fosse feito filho de Deus (João 1:12). “Mas, a todos quantos o
receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no
seu nome.”
(2)
Jesus se fez pecado para que
eu me tornasse justiça de Deus (II Coríntios 5:21). “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele
fôssemos feitos justiça de Deus.”
(3)
Jesus se fez maldição, para
que eu desfrutasse de Suas bênçãos (Gálatas 3:13). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós;
porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.”