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TEMA DO DIA 15: DISCIPULADOR
O termo preferido para os seguidores de Jesus é “discípulo.” Enquanto no Antigo Testamento encontramos uma referência a discípulo, no Novo Testamento são mais de 250. O primeiro uso da palavra nos Evangelhos está em Mateus 5, no contexto do Sermão do Monte: “E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava...” (Mt 5:1-2). O Mestre, discípulos, e ensino. Eis o quadro perfeito do ambiente onde o discipulado se processa.
O chamado para seguir a Cristo é sempre um chamado à posição de discípulo. Ele chega ao fim da jornada terrena e transfere aos que Ele mesmo discipulou a missão na qual se envolveu durante todo o Seu ministério: fazer discípulos (Mt. 28:19). Quem se torna discípulo de Jesus é chamado a se converter em um discipulador de vidas para Ele.
O vocábulo discípulo quer dizer simplesmente “aprendiz.” O Dicionário online Workpedia o define como “o que recebe disciplina ou instrução de outro; aluno. Pessoa que adota uma doutrina. O que segue as idéias ou imita os exemplos de outro.” Portanto, o discípulo de Cristo é:
· Quem é por Cristo instruído, adota Sua doutrina, segue suas idéias e O imita.
· Aquele em cuja vida o Mestre se reproduz. É a Sua extensão. Sua reprodução. A expressão de Sua vida.
· Aquele que reflete o caráter de Cristo e anda em Suas pegadas.
· O que abraçou o desafio do Mestre de renunciar a tudo e tomar a cruz: “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo” (Lc 14:26,27).
· Os que, ao crerem em Jesus, tomaram a firme determinação de viver a Sua exigência de discipulado: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos” (Jo. 8:31). PERMANÊNCIA NA PALAVRA DE CRISTO. Ele mesmo é a PALAVRA.
Jesus define o autêntico discípulo ao declarar: “Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre” (Lc 6:40). Ser como o Mestre Jesus é o alvo de cada discípulo. Daí concluímos que o papel do discipulador é tomar pela mão aquele que decidiu ser discípulo de Jesus e conduzi-lo pelo processo de se tornar cada vez mais parecido com Cristo, em Seu caráter e Sua missão. Como? Acima de tudo, pelo exemplo, depois pelo ensino da Palavra de Deus, que é fonte de formação e direção.
Quando Jesus nos comissiona: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” (Mt. 28:19,20), deixa claro que nosso chamado é muito mais do que orar pelos perdidos, amá-los ou levá-los a tomar uma decisão de seguir a Cristo. É empenhar-nos em todo um processo da formação de Cristo (Gl. 4:19) no caráter do discípulo e equipá-lo para cumprir a mesma missão de formar novos discípulos, no espírito de 2 Timóteo 2:2: “Pois você deve ensinar aos outros essas coisas que você e muitos outros me ouviram falar. Ensine estas grandes verdades a homens de confiança que, por seu turno, as transmitirão a outros” (A Bíblia Viva).
O discipulador é aquele que se devota a dar tudo de si para que o discípulo alcance a maturidade em Cristo e a plenitude do seu potencial em Deus. É um pai ou uma mãe espiritual que se empenha para ver na vida do discípulo tudo quanto já experimentou em Cristo e, com ele, como companheiros de jornada, caminha rumo ao alvo do “conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef. 4:13). E isso em temor e tremor, consciente de que é apenas um irmão mais velho do novo discípulo, ainda em processo de formação.
O discipulador é um discípulo de Cristo que, porque já abraçou as exigências do discipulado e as busca viver, pode tomar a mão do novo discípulo e encorajá-lo no processo de aprendizagem. Porque vem percorrendo o caminho, pode conduzi-lo com segurança pela força do exemplo e do ensino paciente e perseverante.
O verdadeiro discipulador aprende a:
· Captar a visão do mundo perdido, vendo o pecador como Deus o vê: Vidas sem Cristo, separadas da Igreja, “estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Ef. 2:12);
· Amar o pedido como Jesus o ama, até as últimas conseqüências;
· Interceder pelo perdido com amor e zelo até que seja salvo;
· Ser o canal nas mãos de Deus para que os homens conheçam a Cristo pela pregação do Evangelho;
· Entrar no mais profundo nível de intercessão, identificando-se com o Espírito Santo em Seus “gemidos inexprimíveis” a fim de gerar filhos verdadeiros para Deus;
· Assumir a paternidade (maternidade) espiritual junto aos discípulos que Deus lhe deu.
Quem seguiu este caminho certamente possui as marcar de um autêntico discipulador. Hoje, pois, chegando ao término da primeira semana dos 21 dias de jejum e oração, focados na pessoa do ceifeiro, queremos levantar o mais profundo clamor, com toda a intensidade do nosso ser:
Senhor Jesus, sou teu (tua) discípulo (a). Com toda intensidade do meu ser quero ser discípulo(a) verdadeiro(a), isto é, permanecer em Ti e nas Tuas palavras. Ser como Tu. Refletir Tua vida e envolver-me em Tua missão. Ecoam nos meus ouvidos Tua ordem a mim: “Fazei discípulos.” Quero mergulhar em Tua própria vida, sentar-me aos Teus pés em profunda contemplação e aprender de Ti os caminhos do discipulado no modo como formaste os Teus discípulos na Terra. Deixa-se absorver a motivação e o espírito que te moviam na formação dos discípulos até que veja em mim e naqueles que me dás as marcas da Tua própria vida e ministério. Hoje Te digo novamente sim para devotar minha vida em alegre obediência na missão de fazer discípulos para Ti, como um modo de viver.
Valnice Milhomens
P.S. Compartilho uma palavra de Bill Bright ao comentar 2 Timóteo 2:2. No original em inglês o tema é: “Características dos homens idôneos.” Peço permissão para adaptá-la para as características de um discípulo, que se aplicam integralmente às marcas de um discipulador.
CARACTERÍSTICAS DE UM DISCIPULO
1. Um discípulo deve ter a certeza da salvação. Deve saber que é um filho de Deus, que Cristo mora dentro dele.
2. Um discípulo anda na plenitude e poder do Espírito Santo. O Espírito Sagrado é responsável para tudo que acontece na vida de um crente: seu novo nascimento, andar diário, compreensão das Escrituras e orações. Ele produz o fruto do Espírito em nós, que nos capacita a ter vidas santas e a testemunhar de Cristo.
3. Um discípulo demonstra amor a Deus, seu vizinho, seus condiscípulos e seus inimigos. Jesus manda-nos amar a Deus de todo nosso coração, com toda nossa alma, com toda a nossa mente, e Ele também nos manda amar nosso próximo como a nós mesmos.
4. Um discípulo é alguém que sabe como ler, estudar, memorizar e meditar na Palavra de Deus, esconder suas verdades no seu coração. É impossível andar na plenitude de Espírito Santo de Deus sem um entendimento de Sua Palavra. O contrário é também verdadeiro: você não pode compreender a Palavra de Deus sem o Espírito Santo.
5. Um verdadeiro discípulo de Jesus é um homem ou mulher de oração. O Senhor Jesus Cristo, que gastou 40 dias em oração e jejum no deserto, é nosso grande exemplo disto.
6. O discípulo é alguém obediente, que estuda a Palavra de Deus e obedece aos Seus mandamentos num estilo de vida que honra o Senhor Jesus Cristo.
7. Um discípulo é alguém que confia em Deus e leva uma vida de fé. As Escrituras lembram-nos isso: "Sem fé é impossível agradar a Deus".
8. Um discípulo entende a graça de Deus. Deus ama-nos incondicionalmente, se nós o obedecemos ou não. Isto é o contrário do legalismo, a heresia primária da vida cristã, que nos aconselha a tentar obedecer as leis do Deus em nossa própria sabedoria, força, e poder.
9. Um discípulo é alguém que testemunha de Cristo como um modo de vida. Como cristãos devemos dar frutos, de acordo com João 15:8. Isto inclui tanto o fruto de almas levadas ao reino de Cristo como o fruto do Espírito.
10. Um verdadeiro discípulo do Senhor Jesus adora a Deus no companheirismo da Sua igreja. É envolvido em Sua Igreja através do estudo, adoração, oração, testemunho e a mordomia do seu tempo, talento e tesouro.
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TEMA DO DIA 14: PATERNIDADE ESPITITUAL
Quando Paulo declara: “Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome” (Ef. 3:14,15), fala do espírito de paternidade que é parte do caráter de Deus e dos mais profundos laços de relacionamento entre os homens: a família.
Deus é Pai. Toda
paternidade e maternidade autênticas são expressão do Seu ser. Do pai procede a
vida, o alimento, o cuidado, a proteção, o amor. Porque os pais desejam filhos,
geram-nos
“Toda verdade é paralela.” Somos chamados a ser pais e mães espirituais, dominados pelo mesmo espírito de amor. Paulo encarnou esse espírito. Com que zelo, intensidade e profundidade de sentimento ele exclama: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl. 4:19)! Que ternura! O modo de dirigir-se aos seus filhos em Cristo revela quão forte era seu senso de paternidade espiritual. Não admira que se doasse sem reservas à missão de trazer à luz filhos para Deus, mesmo ao custo de muito sofrimento. Todavia, com gozo, porque o amor de pai era sua constante motivação, ao ponto de dizer: “Agora me regozijo no meio dos meus sofrimentos por vós, e cumpro na minha carne o que resta das aflições de Cristo, por amor do seu corpo, que é a igreja” (Cl 1:2).
Porque
era um verdadeiro pai, Paulo podia admoestar: “...mas admoesto-vos como meus
filhos amados. Porque ainda
que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque
eu pelo evangelho vos gerei
· De um escravo fugitivo de seu senhor disse: “meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões” (Fm 10).
· A uma Igreja cheia de problemas rasga o coração de pai: “Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos. Ora, em recompensa disto, (falo como a filhos) dilatai-vos também vós” (2 Co 6:12,13).
· Em seu zelo para livrar uma igreja do engano desperta a memória à sua atitude de pai: “Antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos. Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga ... Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos” (1 Ts. 2:7-11).
· De um companheiro no ministério, que ele mesmo gerou e formou, diz: “Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor...” (1 Co. 4:17).
Vivemos uma crise de paternidade e maternidade, não somente entre as famílias, mas também na Igreja. Por isso faltam filhos legítimos. Por isso os convertidos não são retidos e o caráter de Cristo não é neles formado. Os líderes religiosos querem multidões em seus templos e usam de mecanismos vários para o conseguirem. Mas Deus busca os pais e as mães que pagarão o preço de gerar filhos espirituais e percorrer todo o trabalhoso e exigente caminho de:
· Vê-los nascidos de novo em um encontro marcante com Deus, como resultado de todo um investimento em jejum, oração e ministração;
· Amá-los sempre, mesmo em suas inconstâncias, rebelião e deficiências de caráter, e nunca rejeitá-los;
· Seguir com eles, passo a passo, no decorrer de muitos anos, o caminho da formação do caráter de Cristo para os apresentar “perfeitos em Cristo.”
· Guiá-los com amor e paciência por todo o processo do discipulado, ganhando-os para Cristo, consolidando-os na fé, treinando-os para cumprir a missão e enviando-os como canais do amor de Deus ao mundo;
· Devotar-se a cada filho espiritual com o mesmo zelo expresso por Paulo em sua confissão: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a Ele como virgem pura” (2 Co 11:2).
Hoje queremos clamar: Pai, dá-me um batismo de paternidade (maternidade) espiritual. Que eu deseje filhos espirituais com a intensidade que pais apaixonados geram seus filhos. Que eu os ame com a mesma intensidade do amor incondicional que “tudo sofre, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba.” Que eu não meça sacrifício no cuidado devotado e consistente a cada filho espiritual que me dás, mas que eu lhe devote todo o amor e cuidado para que ele se firme na fé e cresça espiritualmente saudável. Que eu seja capaz de dar a minha vida, com alegria, por minha descendência espiritual. Que eu seja um canal livre do Teu próprio amor e da Tua paternidade, no trato com os que, pela Tua graça, gerarei em Cristo.
Valnice Milhomens
PATERNIDADE (MATERNIDADE) ESPIRITUAL
1 Coríntios 4:14-21
Um pai (mãe) espiritual admoesta em amor (1 Co. 4:14; 1 Ts. 2:11,12)
Um pai (mãe) espiritual reproduz vida na vida de outros (1 Co. 4:15). Pai é o que se reproduz.
Um pai (mãe) espiritual é um exemplo (1 Co. 4:16,17a).
Um pai (mãe) espiritual ensina (1 Co. 4:17b).
Um pai (mãe) espiritual disciplina (1 Co. 4:18-21)
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TEMA DO DIA 13: DORES DE PARTO ESPIRITUAL
Quando o apóstolo Paulo diz ternamente aos Gálatas: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl. 4:19), sugere que as sofreu para que eles nascessem de novo. Como as sofreu? Na labuta da intercessão com “gemidos inexprimíveis” gerados em seu ser pelo próprio Espírito Santo.
Ninguém fabrica as dores de parto, nem decide quando elas chegam. Elas são o resultado de um processo de gestação e maturação. Assim no reino espiritual. Devotamo-nos a olhar para o perdido e começamos um processo de gerar filhos pela intercessão e pregação da Palavra de Deus. Num determinado momento o Espírito de Deus nos toma em “dores de parto” de intercessão. A compaixão de Deus se apodera do nosso ser e agonizamos a favor das almas até que sejam geradas em Cristo.
A verdadeira intercessão tem dois lados: um de confronto e outro de encontro. Confrontamos as trevas e encontramo-nos com Deus a favor de quem é alvo de nossa intercessão. Há forças espirituais que cegam e prendem os perdidos porque “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co. 4:4). Portanto, o intercessor guerreia contra o inimigo e exerce a autoridade do Nome de Jesus para ordená-lo a soltar as vidas. Mas as forças que prendem o perdido operam também através da resistência natural da natureza pecadora. Por esta razão precisamos gerar, pela intercessão que se identifica com a situação do perdido, sua redenção incondicional a Cristo. E isso demanda “dores de parto.”
Paulo, ao usar a figura “dores de parto,” ressalta a intensa e profunda batalha de intercessão brotada de um coração que
Só filhos vindos
à luz pelas “dores de parto” são legítimos. Paulo usa uma alegoria interessante
para dizer que “Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre.
Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre,
por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças;
uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar” (Gl. 4:22,23).
Talvez gostássemos de ter muitos filhos espirituais, mas sem pagar o preço de gerá-los e sofrer as “dores de parto” para que de fato Cristo seja formado neles. Ocorre que não somos chamados a fazer membros de Igreja, mas autênticos discípulos de Cristo, que passam por real novo nascimento. Isto quer dizer, uma transformação de natureza. Sem a concepção da vida de Cristo e o novo nascimento não há filhos, e sim escravos.
Vale a pena participar dos sofrimentos de Cristo para gerar filhos legítimos. Filhos por quem sofremos as dores de parto da intercessão
Certamente
não queremos gastar nossa vida juntando pessoas à nossa volta e com elas
formando uma caricatura de Igreja. Queremos ser canais de Deus para trazer
filhos verdadeiros à luz, que refletirão o caráter de Cristo e se envolverão
com Sua missão de buscar e salvar o perdido. Portanto, buscaremos encarnar o espírito
paulino de intercessão em alto nível, oferecendo-nos ao Espírito Santo para ser
seus canais intercessórios diante do Pai, dispostos a sofrer as “dores de
parto” para que se levante uma geração de discípulos em cujo caráter Cristo
seja formado.
Hoje queremos clamar: Jesus, quem poderá medir o grau do Teu sofrimento para arrancar-nos do inferno e transformar-nos em filhos de Deus que buscam refletir o Teu caráter? Penoso foi o trabalho da Tua alma e ainda assim o enfrentaste com amor e alegria. Consideraste o fruto do Teu sacrifício e bebeste até a última gota do cálice de sofrimento por minha redenção. Hoje pertenço a Ti. Estás sendo formado em mim. Ofereço-me agora para gerar vidas em Ti e sofrer as dores de parto da intercessão para que os perdidos sejam arrebatados do inferno e transportados para o Teu Reino de amor. Quero seguir os Teus passos na doação de mim mesmo para trazer filhos de Deus à luz.
Valnice Milhomens
P.S. Já havia escrito esta medição, quando recebi uma mensagem do Pr. Alexandre Peruchi. Compartilho a oportuna citação para o dia.
David Shibley no seu livro "O que os cristãos devem saber sobre a Colheita dos últimos dias," diz: “Na verdade, nós continuamente falamos sobre visão, mas raramente falamos sobre carga. Ouvimos muito sobre destino, mas não ouvimos quase nada sobre morrer para o próprio eu. Exultamos na alegria do Senhor, mas sofrer dores de parto pelas almas é algo a que não estamos acostumados. Tal desespero pelos perdidos seria até visto por alguém como "fanatismo". Esta geração de cristãos fala sobre auto-realização. A geração de cristãos de Hudson Taylor compreendia o que era auto-sacrifício. Ironicamente, aqueles que praticaram o auto-sacrifício no final foram muito mais realizados do que muitos cristãos hoje!
Por quê? Porque acolheram a verdade do claro ensino bíblico que o indivíduo verdadeiro "encontra" sua vida somente quando abre mão dela em favor de Cristo e do evangelho.
Preste atenção na mudança. O foco não é mais Deus ou o próximo. O novo centro da atenção cristã é o "eu"! Será que perdemos nosso senso de responsabilidade pela condição perdida da humanidade?”
Ele então faz uma declaração que nos obriga a rever nossos valores:
“Qualquer igreja que não esteja seriamente envolvida na evangelização mundial perdeu seu direito bíblico de existir! Todo cristão que não se importa se as pessoas passarão a eternidade sem Deus comete violência contra o coração do evangelho e contra o coração de Jesus. Tal cristão é um paradoxo ambulante, não importa o quanto sua Teologia seja ortodoxa.”
TEMA DO DIA 12: CANAL DE SALVAÇÃO
Jesus veio ao mundo “para buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc. 19:10). Manifestou-se na terra para “destruir as obras do diabo” (1 Jo. 3:8). Pelo poder de Sua encarnação, morte, sepultura e ressurreição abriu o caminho de redenção para todos os homens. Ressurreto, retornou ao Pai, assentando-se à Sua direita. Antes, porém, revelou como a busca e salvação do perdido se tornaria uma realidade e como as obras do diabo seriam destruídas na vida dos homens: pela pregação do Evangelho.
Jesus proveu a salvação. Mas só é salvo quem nEle crê. “Pela graça sois salvos, por meio da fé” (Ef. 2:8,9). Como, porém, alguém crerá no desconhecido? “A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Cristo” (Rm. 10:17). Por isso Ele comissionou os Seus discípulos a:
· PREGAR O EVANGELHO: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc. 16:15,16).
· FAZER DISCÍPULOS: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” (Mt. 28:19,20).
· PREGAR O ARREPENDIMENTO: “E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. (At. 24:27).
· SER TESTEMUNHAS NO PODER DO ESPÍRITO SANTO: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra” (At. 1:8).
O plano de redenção obedece ao modo de Deus trabalhar em parceria com os Seus. Cristo abriu o caminho de volta a Deus. Mas para que os homens o encontrem Ele precisa dos canais que tornarão conhecida a boa nova de que Deus, em Cristo, salva os pecadores. Os discípulos de Cristo, que um dia provaram o Seu amor e foram salvos, são constituídos em CANAIS do amor, da graça, do perdão, da misericórdia, da redenção de que um dia foram alvo. Uma vez salvos, canais de salvação para sempre.
· Se captamos a visão de Deus do perdido e podemos vê-lo como Ele o vê;
· Se recebemos o amor de Deus pelos que perecem, e fomos inundados pela Sua compaixão que se move para mudar a situação,
· Se nos convertemos em intercessores que se identificam com a realidade daqueles por quem oramos,
· Oferecer-nos-emos como canais de redenção.
Somos a boca de Deus na terra. Somos a resposta à nossa própria oração. Somos a resposta ao clamor de Jesus quando, “vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor. Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara” (Mt. 9:36-38).
Diante do clamor do mundo perdido e da confiança que Jesus depositou em nós, só há um caminho:
· Responder como Isaías a Deus: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is. 6:8).
· Seguir o exemplo de Paulo: “Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho... Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm. 1:14-16).
Hoje, que Deus faça arder nosso coração com essa chama e conheçamos o que Jeremias provou: “Se eu disser: Não farei menção dele, e não falarei mais no seu nome, então há no meu coração um como fogo ardente, encerrado nos meus ossos, e estou fatigado de contê-lo, e não posso mais” (Jr. 20:9). Esse fogo em nós impedir-nos-á de cometer o crime do silêncio diante de vidas preciosas que caminham para a perdição. Conservar-nos-á sob a compelidora convicção de que “não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (At. 4:20).
Hoje queremos clamar: Pai, assim como a água da fonte corre
pelo leito levando vida por onde passa, faz-me canal da Tua vida e da redenção
que há
P.S. Terminando de escrever esta meditação ouvi o toque da entrada
de um e-mail. Li a mensagem enviada e chorei copiosamente. Ela ilustra o
espírito do canal de Deus sensível ao Seu Espírito em todo o tempo.
Compartilho-a.
Valnice Milhomens
O ÚLTIMO FOLHETO!!!
Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja, o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos. Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse:
-'Ok, papai, estou pronto. ' E seu pai perguntou: -'Pronto para quê?' -'Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. ' Seu pai respondeu: -'Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. ' O menino olhou para o pai surpreso e perguntou: -'Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?' Seu pai respondeu: -'Filho, eu não vou sair nesse frio. ' Triste, o menino perguntou: -'Pai, eu posso ir? Por favor!' Seu pai hesitou por um momento e depois disse: -'Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho. ' -'Obrigado, pai!' Então ele saiu no meio daquela chuva.
Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto. Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas. Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha. Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta. Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda. Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar. De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente: -'O que eu posso fazer por você, meu filho?' Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este
pequeno menino disse: -'Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR. ' Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse: -'Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!'
Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito. Quando o culto começou ele perguntou: - 'Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?' Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto. - 'Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver. Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou. Eu pensei: -'Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. ' Eu esperei e esperei, mas a campainha parecia tocar cada vez mais alta e era mais insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei: -'Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. ' Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta. Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim: -'Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. ' Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas. Vocês vêem - eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!! Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. '
Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado. Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente.
Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho... Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho Jesus viesse a um mundo frio e tenebroso. Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei, o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome. J E S U S.
TEMA DO DIA 11: INTERCESSÃO
Todo propósito, palavra, visão, projeto de Deus, antes que se materialize na terra tem que ser primeiro gerado, pelas intercessões dos aliançados com Ele, movidos pelo Seu Espírito e respaldados pela Sua Palavra. “Os céus são os céus de YHWH; mas a terra a deu aos filhos dos homens” (Sl. 115:16). Ele escolheu trabalhar na terra através dos filhos dos homens. Há um princípio na intercessão dos homens junto a Deus. Interceder é pleitear a causa de outro como se fora sua. Há revelação tão impressionante sobre o assunto quanto Ezequiel 22:3? “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.” Ele quis dizer: busquei um modo de executar o juízo e não encontrei. Um só homem na posição de intercessor impediria a destruição.
Um dos mais vivos exemplos de intercessão é Moisés diante de Deus depois do pecado de idolatria do povo e a ameaça de sua destruição: “Assim tornou-se Moisés a YHWH, e disse: Ora, este povo cometeu grande pecado fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito” (Ex. 32:31,32). Em outras palavras, “trata este povo com a graça com que me tens tratado; do contrário, castiga-me com a sua sentença, pois não poderei suportar sua destruição.”
A intercessão real é fruto da identificação. Deus busca os intercessores para impedir que a destruição do pecado seja aplicada. Samuel considerou pecado não permanecer na brecha da intercessão, ao declarar: “E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra YHWH, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito. (1 Sm. 12:23).
O intercessor é a expressão do ministério de Jesus e do Espírito Santo como intercessores. Do Espírito é dito: “o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos” (Rm. 8:26,27). Quanto a Jesus, “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles” (Hb. 7:25).
Jesus ocupa hoje o ofício de intercessor, junto ao Pai. O Espírito Santo é intercessor em nós. Se chegarmos à presença do Pai, conduzidos pelo Espírito Santo, certamente os pesos das intercessões de Jesus e do Espírito virão sobre nós e, movidos pela Palavra que revela que a vontade do Pai é que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade, seremos na terra o eco das intercessões feitas no céu. Pelo ministério do Espírito Santo em nós, Céu e Terra se unirão diante do Pai: Jesus, o Espírito e nós, orando a mesma coisa. Esse tipo de intercessão mudará o quadro.
Hoje nosso clamor é para que o espírito de “graça e súplica” venha sobre nós e nos convertamos em intercessores por este mundo perdido.
· Se captamos a visão de Deus do perdido e podemos vê-lo que Ele o vê;
· Se recebemos o amor de Deus pelos que perecem, e fomos inundados pela Sua compaixão que se move para mudar a situação,
· Mergulhar–nos-emos no espírito da intercessão que se identifica com a realidade daquele por quem oramos, como fez Moisés, Samuel, Daniel, Esdras e Paulo.
Paulo testifica: “Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne... (Rm. 9:1-3). Em outras palavras: “Se a minha perdição pudesse ajudar na salvação do meu povo, eu preferiria ser perdido para que ele fosse salvo.” Somente quem conheceu o coração de Jesus e do Espírito Santo a favor dos pecadores pode provar tal grau de identificação na batalha intercessória pela salvação dos perdidos.
Hoje queremos clamar novamente: Jesus, dá-me o Teu coração pelo perdido! Quero mergulhar tão profundamente em Tua presença que consiga captar em meu espírito teu sentimento e clamor pelo mundo que perece. Quero ser na terra o intercessor que se coloca na brecha diante do Pai a favor do meu povo condenado à perdição. Perdoa-me por olhar para os pecadores com os olhos enxutos. Batiza-me agora com o espírito da intercessão que te domina. Movam-se minhas entranhas com as dores de parto a favor dos perdidos e seja eu o eco dos gemidos inexprimíveis do Espírito em intercessão pela redenção dos meus irmãos em trevas.
Valnice Milhomens
TEMA DO DIA 10: AMOR AO PERDIDO
“Deus é amor.” Amor é a essência do Seu Ser. Logo, é o amor a força motora por trás de todos os atos Divinos. Se Deus é amor, o amor é a expressão do próprio Deus. Em Seu relacionamento com os homens Ele manifesta o amor perfeito, que independe do ser amado.
Quão imensurável o amor Divino expresso em Oséias: “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas, e lhes dei mantimento (Oséias 11:4). E esta é Sua atitude diante de um povo em sua infidelidade. O estado dos homens jamais maculará ou mudará Seu Ser. Ele amará sempre, em qualquer circunstância, a despeito da atitude negativa do homem, porque sendo amor, não pode deixar de amar. Ele não desiste de Sua criação, pelo que a buscará sempre a qualquer preço, movido eternamente pelo Seu próprio AMOR, e O ouviremos dizer: “Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jr. 31:3).
Haverá maior demonstração de amor do que a obra da Redenção em Cristo? “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Isto é, em nossa condição de rebeldia. É por isso que “o amor de Cristo nos constrange” (2 Co. 5:14), nos atrai, nos conquista e nos maravilha. É a força deste amor irresistível que convence o perdido a rejeitar o pecado e voltar-se para os braços do Seu legítimo Pai e Senhor.
Que revelação da grandeza deste amor nas palavras do próprio Cristo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16)! Aqui está a expressão do amor que tudo dá para encontrar de volta, em íntima comunhão, o ser amado. É a experiência com esse amor que nos levará à plenitude e à descoberta de nossa origem e destino.
Por esta razão Paulo expressa o desejo de “que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef. 3:18,19).
O amor de Deus nos encontrou em estado de perdição. Fomos alvo do Seu amor que nos alcançou e nos redimiu. Amor que nos perdoou e nos sarou. Amor que quebrou nossas cadeias e nos fez viver. Amor que deu sentido à nossa vida e acendeu em nós a esperança e certeza da vida eterna. Amor que nos tornou parte do Cristo, Sua noiva, a extensão da Sua vida. Amor que nos adotou como filhos de pleno direito. Por isso João declara:“VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus.... Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 Jo. 3:1,2).
Hoje, como sendo a reprodução de Jesus, em Seu caráter e em Sua missão, que força deverá mover-nos rumo ao nosso destino eterno, senão o amor de Cristo residente em nosso ser, derramado em nós pelo Seu Espírito? Como parte dele mesmo nossa atitude para com os homens nossos irmãos, tem necessariamente se Ser a Sua: AMOR. Se vemos o pecador como Deus o vê, amá-lo-emos com a qualidade do amor que nos salvou. Por causa desse amor cumpriremos a missão de buscá-lo a qualquer preço, arrebatando-o das cadeias do pecado. Nosso amor ao perdido por-nos-á em movimento, envidando todos os esforços para alcançar o maior número possível, esvaziando o inferno e enchendo o céu.
Uma vez alvos do amor de Deus, sempre canais deste amor! “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele” (1 Jo. 4:16). Pelo que atentaremos para o conselho de Paulo: E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” Cl. 3:14).
Hoje queremos clamar: Pai, inunda meu ser e conhecerei o AMOR. Amarei o que Tu amas. Sei que amas o perdido e tudo fizeste para resgatá-lo. Quero amá-lo como Tu, dando minha vida para alcançá-lo como a mais viva expressão de amor a Ti e àqueles por quem Cristo pagou o preço da redenção. Vem amor Divino transbordar em mim para que eu me doe sem reservas na missão de ser canal do Teu próprio amor a cada pessoa que me deres a graça de alcançar. Dá-me um batismo do Teu amor aos perdidos e viverei para alcançá-los.
Valnice Milhomens
TEMA DO DIA 09: VISÃO DO PERDIDO
O mundo jaz no maligno. Todos nascemos com a natureza corrompida e destituídos da glória de Deus. Ainda que na condição de inocência, chegamos ao mundo com as raízes de orgulho e rebelião, que cedo manifestam seus frutos.
A condição natural do homem é de perdido. Filho das trevas. Filho da ira. Pecador por natureza e propenso ao mal. Como é natural à mangueira produzir mangas e ao gato gerar gatos, ao pecador é natural a prática dos atos pecaminosos.
Fora de Cristo não há salvação. Nenhum conjunto de valores éticos e morais liberta alguém da tirania do pecado. Nenhuma religião elimina a distância entre o homem e Deus. TODOS pecaram; TODOS estão condenados ao inferno; NINGUÉM pode salvar-se a si mesmo. TODOS precisam nascer de novo para saírem da condição de perdidos para a de salvos; de filhos das trevas para filhos de Deus; do poder de Satanás para o Reino de glória do nosso Senhor Jesus Cristo.
Que visão tinha Deus do homem quando decidiu enviar Seu Filho Jesus Cristo para buscá-lo e salvá-lo? Qual o valor de uma alma para que Jesus Cristo fosse submetido a um nível de renúncia que nos parece descomunal? Deixar a glória, adorado por arcanjos, querubins serafins e anjos e submeter-se à encarnação, tornando-se nosso irmão e suportando, como tal, todo tipo de vergonha, sofrimento e morte, revela não somente um amor indescritível, mas também o grandioso valor que Deus atribui ao ser humano.
Será que compreendemos a extensão da experiência de Jesus, descrita por Paulo em Filipenses 2:6-8? “Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” E tudo isso para buscar e salvar o perdido, ingrato, rebelde e mau.
E o que dizer de Isaías 53:3-9? “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. ...pela transgressão do meu povo ele foi atingido.”
Por quê? Para buscar e salvar o perdido.
Certamente a visão que Deus tem do homem pecador perdido move Seu ser da compaixão que não permite descanso até que Seu objeto de amor seja salvo, ainda que à custa do supremo sacrifício: a encarnação, renúncia absoluta, identificação com o homem em sua queda e a própria morte.
Mateus revela o que a visão dos perdidos despertava em Jesus. “E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (9:36).
Grande compaixão! Por isso disse: “A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara.” (9:37)
Movido por essa visão compaixão Ele cria uma solução chamando a Si os doze e investindo-os de autoridade para fazerem o que Ele mesmo viera fazer: buscar e salvar o perdido.
Dois mil anos se passaram desde que Ele veio ao mundo. Vendo as multidões concluímos que sua condição não difere das multidões contempladas por Jesus. Elas estão desgarradas e não têm pastor. O que esse fato desperta no mais profundo do nosso ser? Que tipo de visão do perdido ele gera em nós? Queremos ver como Ele vê.
Certamente a visão de Deus do homem perdido possui três vertentes:
· Passado: Deus vê homem a partir de Sua criação. Um ser formado à sua semelhança para viver em comunhão de amor com Ele e refletir Sua vida. A despeito da queda, não desiste de Sua visão primeira e toma a iniciativa de salvar Sua obra prima
· Presente: Deus vê o homem em seu estado de depravação moral, alienado de Sua presença e condenado à destruição. Tal visão desperta Sua compaixão e, em Cristo, Ele convida os homens ao retorno à Sua presença.
· Futuro: Deus vê uma inumerável multidão de resgatados do pecado pela obra da redenção efetuada por Jesus Cristo, pelo poder de Sua morte, sepultura e ressurreição.
Hoje queremos clamar: Jesus, dá-me um coração igual ao Teu. Abre meus olhos para ver o mundo em trevas caminhando para o inferno sem Deus, sem esperança e sem salvação. Quero estar tão junto ao Teu coração, que seja contagiado pelo Teu nível de compaixão e movido pela Tua visão. Quero o tipo de compaixão que me levará a fazer algo para mudar a situação: ser Teu canal de redenção.
Valnice Milhomens