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TEMA DO DIA 09: VISÃO DO PERDIDO

O mundo jaz no maligno. Todos nascemos com a natureza corrompida e destituídos da glória de Deus. Ainda que na condição de inocência, chegamos ao mundo com as raízes de orgulho e rebelião, que cedo manifestam seus frutos.

A condição natural do homem é de perdido. Filho das trevas. Filho da ira. Pecador por natureza e propenso ao mal. Como é natural à mangueira produzir mangas e ao gato gerar gatos, ao pecador é natural a prática dos atos pecaminosos.

Fora de Cristo não há salvação. Nenhum conjunto de valores éticos e morais liberta alguém da tirania do pecado. Nenhuma religião elimina a distância entre o homem e Deus. TODOS pecaram; TODOS estão condenados ao inferno; NINGUÉM pode salvar-se a si mesmo. TODOS precisam nascer de novo para saírem da condição de perdidos para a de salvos; de filhos das trevas para filhos de Deus; do poder de Satanás para o Reino de glória do nosso Senhor Jesus Cristo.

Que visão tinha Deus do homem quando decidiu enviar Seu Filho Jesus Cristo para buscá-lo e salvá-lo? Qual o valor de uma alma para que Jesus Cristo fosse submetido a um nível de renúncia que nos parece descomunal? Deixar a glória, adorado por arcanjos, querubins serafins e anjos e submeter-se à encarnação, tornando-se nosso irmão e suportando, como tal, todo tipo de vergonha, sofrimento e morte, revela não somente um amor indescritível, mas também o grandioso valor que Deus atribui ao ser humano.

Será que compreendemos a extensão da experiência de Jesus, descrita por Paulo em Filipenses 2:6-8? “Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” E tudo isso para buscar e salvar o perdido, ingrato, rebelde e mau.

E o que dizer de Isaías 53:3-9? “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. ...pela transgressão do meu povo ele foi atingido.”

Por quê? Para buscar e salvar o perdido.

Certamente a visão que Deus tem do homem pecador perdido move Seu ser da compaixão que não permite descanso até que Seu objeto de amor seja salvo, ainda que à custa do supremo sacrifício: a encarnação, renúncia absoluta, identificação com o homem em sua queda e a própria morte.

Mateus revela o que a visão dos perdidos despertava em Jesus. “E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (9:36).

Grande compaixão! Por isso disse: “A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara.” (9:37)

Movido por essa visão compaixão Ele cria uma solução chamando a Si os doze e investindo-os de autoridade para fazerem o que Ele mesmo viera fazer: buscar e salvar o perdido.

Dois mil anos se passaram desde que Ele veio ao mundo. Vendo as multidões concluímos que sua condição não difere das multidões contempladas por Jesus. Elas estão desgarradas e não têm pastor. O que esse fato desperta no mais profundo do nosso ser? Que tipo de visão do perdido ele gera em nós? Queremos ver como Ele vê.

Certamente a visão de Deus do homem perdido possui três vertentes:

·        Passado: Deus vê homem a partir de Sua criação. Um ser formado à sua semelhança para viver em comunhão de amor com Ele e refletir Sua vida. A despeito da queda, não desiste de Sua visão primeira e toma a iniciativa de salvar Sua obra prima

·        Presente: Deus vê o homem em seu estado de depravação moral, alienado de Sua presença e condenado à destruição. Tal visão desperta Sua compaixão e, em Cristo, Ele convida os homens ao retorno à Sua presença.

·        Futuro: Deus vê uma inumerável multidão de resgatados do pecado pela obra da redenção efetuada por Jesus Cristo, pelo poder de Sua morte, sepultura e ressurreição.

Hoje queremos clamar: Jesus, dá-me um coração igual ao Teu. Abre meus olhos para ver o mundo em trevas caminhando para o inferno sem Deus, sem esperança e sem salvação. Quero estar tão junto ao Teu coração, que seja contagiado pelo Teu nível de compaixão e movido pela Tua visão. Quero o tipo de compaixão que me levará a fazer algo para mudar a situação: ser Teu canal de redenção.

 

Valnice Milhomens