|
|
TEMA DO DIA 14: PATERNIDADE ESPITITUAL
Quando Paulo declara: “Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome” (Ef. 3:14,15), fala do espírito de paternidade que é parte do caráter de Deus e dos mais profundos laços de relacionamento entre os homens: a família.
Deus é Pai. Toda
paternidade e maternidade autênticas são expressão do
Seu ser. Do pai procede a vida, o alimento, o cuidado, a proteção, o amor.
Porque os pais desejam filhos, geram-nos
“Toda verdade é paralela.” Somos chamados a ser pais e mães espirituais, dominados pelo mesmo espírito de amor. Paulo encarnou esse espírito. Com que zelo, intensidade e profundidade de sentimento ele exclama: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl. 4:19)! Que ternura! O modo de dirigir-se aos seus filhos em Cristo revela quão forte era seu senso de paternidade espiritual. Não admira que se doasse sem reservas à missão de trazer à luz filhos para Deus, mesmo ao custo de muito sofrimento. Todavia, com gozo, porque o amor de pai era sua constante motivação, ao ponto de dizer: “Agora me regozijo no meio dos meus sofrimentos por vós, e cumpro na minha carne o que resta das aflições de Cristo, por amor do seu corpo, que é a igreja” (Cl 1:2).
Porque era
um verdadeiro pai, Paulo podia admoestar: “...mas
admoesto-vos como meus filhos amados. Porque ainda que
tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis,
contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei
· De um escravo fugitivo de seu senhor disse: “meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões” (Fm 10).
· A uma Igreja cheia de problemas rasga o coração de pai: “Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos. Ora, em recompensa disto, (falo como a filhos) dilatai-vos também vós” (2 Co 6:12,13).
· Em seu zelo para livrar uma igreja do engano desperta a memória à sua atitude de pai: “Antes fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda as nossas próprias almas; porquanto nos éreis muito queridos. Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga ... Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos” (1 Ts. 2:7-11).
· De um companheiro no ministério, que ele mesmo gerou e formou, diz: “Por esta causa vos mandei Timóteo, que é meu filho amado, e fiel no Senhor...” (1 Co. 4:17).
Vivemos uma crise de paternidade e maternidade, não somente entre as famílias, mas também na Igreja. Por isso faltam filhos legítimos. Por isso os convertidos não são retidos e o caráter de Cristo não é neles formado. Os líderes religiosos querem multidões em seus templos e usam de mecanismos vários para o conseguirem. Mas Deus busca os pais e as mães que pagarão o preço de gerar filhos espirituais e percorrer todo o trabalhoso e exigente caminho de:
· Vê-los nascidos de novo em um encontro marcante com Deus, como resultado de todo um investimento em jejum, oração e ministração;
· Amá-los sempre, mesmo em suas inconstâncias, rebelião e deficiências de caráter, e nunca rejeitá-los;
· Seguir com eles, passo a passo, no decorrer de muitos anos, o caminho da formação do caráter de Cristo para os apresentar “perfeitos em Cristo.”
· Guiá-los com amor e paciência por todo o processo do discipulado, ganhando-os para Cristo, consolidando-os na fé, treinando-os para cumprir a missão e enviando-os como canais do amor de Deus ao mundo;
· Devotar-se a cada filho espiritual com o mesmo zelo expresso por Paulo em sua confissão: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a Ele como virgem pura” (2 Co 11:2).
Hoje queremos clamar: Pai, dá-me um batismo de paternidade (maternidade) espiritual. Que eu deseje filhos espirituais com a intensidade que pais apaixonados geram seus filhos. Que eu os ame com a mesma intensidade do amor incondicional que “tudo sofre, tudo espera, tudo suporta e jamais acaba.” Que eu não meça sacrifício no cuidado devotado e consistente a cada filho espiritual que me dás, mas que eu lhe devote todo o amor e cuidado para que ele se firme na fé e cresça espiritualmente saudável. Que eu seja capaz de dar a minha vida, com alegria, por minha descendência espiritual. Que eu seja um canal livre do Teu próprio amor e da Tua paternidade, no trato com os que, pela Tua graça, gerarei em Cristo.
Valnice Milhomens
PATERNIDADE (MATERNIDADE) ESPIRITUAL
1 Coríntios 4:14-21
Um pai (mãe) espiritual admoesta em amor (1 Co. 4:14; 1 Ts. 2:11,12)
Um pai (mãe) espiritual reproduz vida na vida de outros (1 Co. 4:15). Pai é o que se reproduz.
Um pai (mãe) espiritual é um exemplo (1 Co. 4:16,17a).
Um pai (mãe) espiritual ensina (1 Co. 4:17b).
Um pai (mãe) espiritual disciplina (1 Co. 4:18-21)