14: REMOVENDO O OBSTÁCULO DA INCREDULIDADE
Chegamos ao fim de uma semana batalhando espiritualmente contra os obstáculos e fortalezas, verdadeiras forças satânicas, que prendem as vidas e as conservam cativas no reino das trevas, sem esperança e sem Deus no mundo. É uma batalha em nível espiritual, com armas espirituais. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10:4-5).
Temos usado como armas:
· O poder do sangue de Cristo, que é o preço da nossa redenção e a base da derrota de Satanás, ao retirar-lhe o direito legal de continuar a escravizar os homens. Podemos exigir-lhe que os solte, ao ouvirem o Evangelho e decidirem seguir o Cordeiro.
· A palavra do nosso testemunho do que o sangue de Cristo representa em nossa vida e na obra da redenção de todo aquele que crê.
· A proclamação das verdades libertadoras da Palavra de Deus que garantem o direito que Jesus Cristo tem de ser o Senhor e o Salvador de todos os homens, e o direito que os homens têm de se rebelarem contra o domínio de Satanás e seu pecado.
· O poder do Espírito Santo que tanto nos guia na intercessão e nos gemidos inexprimíveis, para que filhos de Deus venham à luz, como nos capacita a testemunhar de Cristo. Enquanto fazemos nossa parte, transmitindo a Palavra de Deus, Ele convence o pecador do seu pecado, da justiça de Cristo e do juízo que há de vir, levando-o à salvação.
Com essas mesmas armas enfrentaremos o espírito de incredulidade, contrapondo-nos a ele com a força da nossa contagiante fé em Deus e Sua Palavra. Para derrotar na vida dos incrédulos as forças da:
Partiremos ao encontro dos perdidos revestidos:
A incredulidade é uma condição interior do homem que não conhece a Deus e à sua palavra e teve o entendimento cegado pelo “deus deste século.” É o oposto da fé. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hb 11:6). Mas “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Deus” (Rm 10:17). Portanto, a mais poderosa arma para demolir a fortaleza da incredulidade é a convincente pregação do Evangelho, no poder do Espírito Santo, que tira o véu dos olhos, dá espírito de revelação e abre o caminho para que o homem creia. Porque a Palavra de Deus é a fonte geradora da fé.
A incredulidade ata as mãos de Deus a nosso favor. Em Nazaré Jesus “não fez muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles” (Mt 13:58). Os incrédulos são mencionados entre os estão entre os que se perderão: “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte” (Ap 21:8).
Contra a incredulidade hoje nos levantamos com corações ardendo em fé em nosso Deus, que é fiel, e em Sua Palavra, que não pode falhar, e proclamamos em tom profético que:
· A luz do Evangelho vencerá a cegueira espiritual;
· A adoração a Deus vencerá a idolatria e o ocultismo;
· A obediência vencerá a rebelião;
· A humildade vencerá o orgulho;
· A santidade vencerá a imoralidade e
· A fé vencerá a incredulidade.
Tudo isto enquanto permanecemos em Deus e vamos aos perdidos levando “a palavra da fé que pregamos,” pois declara Paulo: “A palavra está perto junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, asaber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido (será salvo). (Rm 10:8)
Hoje clamamos:
Pai, Tua Palavra declara que “todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 Jo. 5:4). Eu nasci de novo quando exerci fé em Ti e na tua Palavra e a graça inaudita revelada em Cristo Jesus, pelo poder de Sua morte, sepultura e ressurreição, me alcançou. Esta fé vive e reina em meu coração e quero agora que ela seja cada vez mais profunda e mais abrangente em mim. Uma fé inamovível que crê no Teu poder imensurável para demolir as fortalezas que conservam os cativos do pecado perdidos, longe de ti, em trevas espirituais e condenados à destruição eterna. Novamente me ofereço para ser um leito transparente através do qual as águas cristalinas da Tua palavra correm livremente e os alcançam, gerando a fé salvadora. Quero viver para levar a luz da Tua Palavra. Enquanto eu mesmo vivo nessa luz, como verdadeiro adorador, em humilde obediência e santidade, trilharei o caminho da fé em Ti e na Tua Palavra e com esta fé contagiante influenciarei todos quantos meu testemunho alcançar a crerem em Ti. Amém
Valnice Milhomens
13: REMOVENDO O OBSTÁCULO DA IMORALIDADE
As fortalezas que se colocam diante do caminho do ceifeiro da luz são muitas e diversificadas. Todavia, firmados na convicção de que somos criação de Deus e que Jesus pagou o preço de nossa redenção e conquistou o direito de ser o nosso Senhor e Salvador, batalharemos em oração e na pregação para libertar as vidas. Embora tenhamos nos vendido ao pecado, fomos comprados por preço: o sangue do Cordeiro. Temos autoridade para exigir que todo principado e demônio soltem seus cativos. Não importam as fortalezas, elas são ilegais e não têm direito de escravizar os homens que pertencem a Deus por direito de criação e direito de redenção. As mesmas armas espirituais nos conduzirão à vitória na batalha para remover:
O obstáculo que hoje abordamos - a imoralidade - é uma das maiores e mais degradantes fortalezas. O culto a outros deuses (que engloba idolatria e ocultismo) é colocado ao lado da imoralidade como um dos mais abomináveis atos de rebelião da raça humana contra o Seu Criador. É causa de perdição. É fonte de toda sorte de maldição.
Na esfera do pecado de imoralidade está toda prática do sexo ilícito, de acordo com os padrões do nosso Criador apresentados na Palavra de Deus, nossa última palavra em matéria de fé e prática. A imoralidade é a principal causa da desgraça de vidas, lares e nações.
Vivemos uma sociedade imoral, alienada de Deus, corrupta e pecadora, na qual todos os valores morais têm sido espezinhados. Pior ainda, a imoralidade tem avassalado a própria igreja, sendo tolerada em diversas formas. Os próprios namoros não passam de imoralidade. Os costumes do mundo são trazidos para os arraiais dos que deveriam ser santos. A Palavra de Deus traz sérias advertências aos que se dizem filhos de Deus:
Paulo, apresentando o inconfundível contraste existente entre o fruto do Espírito no crente e as obras da carne, identifica estas como: “adultério, prostituição, impureza, lascívia ...”(Gl 5:19). Falando de suas conseqüências eternas enfatiza: “...como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5:21). Ele é tão contundente e enfático sobre a questão, que afirma: “Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos” (Ef 5:3). O termo “impureza” é genérico, referindo-se a toda sorte de perversão sexual ou sexo desnatural.
Diante da realidade do quadro da sociedade que temos, dominada pelo espírito de imoralidade presente no mundo e na Igreja, temos que nos humilhar perante Deus, em santo temor, e clamar por misericórdia para que não nos atinja a descrição de Paulo: “Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza” (Ef 4:19).
Ao confrontarmos hoje o obstáculo da imoralidade, conscientizemo-nos de que Deus nos deus armas poderosas para vencer cada obstáculo que se interpõe entre os perdidos e a redenção que Cristo oferece, pela pregação do Evangelho:
Posicionemo-nos, pois, diante de Deus e dos homens, trajados de santidade, despojados do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; renovemo-nos no espírito da nossa mente; e revistamo-nos do novo homem, “que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4:22,24). A partir desta posição, confrontemos a imoralidade e, pelo poder do Espírito Santo e a proclamação da Palavra de Deus, libertemos os pecadores de suas garras e tragamo-los para o Reino de Deus, que é de santidade.
Hoje clamamos:
Pai, és a expressão absoluta de perfeição e santidade. Inexiste em Teu caráter santo qualquer mancha. Tua santidade é o padrão pelo qual nossa própria conduta deve ser julgada. Portanto, venho a Ti reconhecendo que sem santificação ninguém Te poderá contemplar e andar em Tua presença. Rejeito e abomino toda sombra de imoralidade nos pensamentos, sentimentos e atitudes. Subjugo os membros do meu corpo ao domínio do Espírito Santo para que sejam instrumentos de justiça e santidade. Conserva em mim o Temor a Ti para que eu jamais ceda à mais leve tentação de entregar-me à qualquer forma de imoralidade visual, mental, sentimental ou física. Com tua graça buscarei andar em Espírito e assim jamais cederei aos desejos da carne. Pelo poder do Teu Espírito, assistido por Tua graça, buscarei viver dentro dos padrões de santidade. Então serei Teu canal para alcançar os escravos da imoralidade, pelo poder convincente da Tua Palavra e a ação do Espírito. Confio em Tua assistência para permanecer no caminho de santidade e influenciar os imorais para que se abram à ação do Espírito Santo, abominem seu pecado, sejam dele convencidos, arrependam-se e rendam inteiramente a Jesus Cristo, sendo regenerados e lavados, tornando-se santos. E Tua, somente, será a glória. Amém.
Valnice Milhomens
12: REMOVENDO O OBSTÁCULO DO ORGULHO
O orgulho é o pai da rebelião e a raiz primeira da revolta de Lúcifer e do homem contra Deus. Enquanto a rebelião é a manifestação externa da rejeição do Senhorio do Criador, o orgulho é a sua primeira fonte, que jorra do interior em atitudes externas de desobediência a Deus. É uma verdadeira afronta ao Criador, uma condenável manifestação de ingratidão, prepotência e insensatez.
A Bíblia usa vários termos para descrever o pecado do orgulho, como altivez, soberba e olhos altivos. O orgulho é o pecado dos pecados, a raiz da qual brotam todos os demais. Ele está na origem da transformação de Lúcifer, um querubim ungido de Deus, "o selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura” (Ez 28:12), em Satã, o diabo, o pai da mentira, aquele para quem o próprio inferno foi criado (Jo 8:44; Mt 25:41). Tão hediondo é o orgulho que somos advertidos a vigiar os nossos corações contra ele para que não caiamos “na mesma condenação do diabo” (1 Tm 3:6).
Agostinho, bispo de Hipona (354-430 A.D.) escreveu: "O orgulho é o início de todo pecado porque foi ele que derrotou o diabo, de quem surgiu a origem do pecado; e depois, quando sua malícia e inveja perseguiram o homem, que ainda permanecia em sua justiça, subverteu-o da mesma maneira em que ele mesmo caiu. Pois a serpente, de fato, procurou apenas a porta do orgulho pela qual entrar quando disse: Sereis como Deus."
O pecado do orgulho manifesta-se:
· Em motivos egoístas, centralizados em seu próprio mundo;
· Um ego exagerado movido pelo sentimento de superioridade;
· Uma opinião baixa a respeito dos outros, considerados inferiores a si mesmo;
· Desrespeito a Deus e aos seus mandamentos por causa de uma atitude de independência dEle. “Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos os seus pensamentos são: Não há Deus” (Sl 10:4);
· Uma tentativa de roubar a glória que só a Deus é devida, o que deturpa sua percepção da realidade.
Deus detesta toda manifestação de orgulho. Numa lista de sete pecados que Ele abomina, o orgulho ocupa o primeiro lugar: “Há seis coisas que o Senhor odeia, sete que a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” (Pv 6: 16-19). Abominação é a YHWH todo o altivo de coração; não ficará impune mesmo de mãos postas (Pv 16:5).
O orgulho gerou não apenas o pecado e a queda do homem, afastando-o de Deus e condenando-o à perdição, mas é também a causa de:
Assim como o antídoto para a rebelião é a obediência, o antídoto para o orgulho é a humildade. As Escrituras contrastam as conseqüências do orgulho com as da humildade de forma dramática:
· Em vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria (Pv 11:2).
· Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg. 4:6).
Confrontamos os espíritos de idolatria e do ocultismo, que são manifestações diretas de demônios que atacam a partir do lado de fora. Agora, porém, confrontar a rebelião e o orgulho requer outras armas. São raízes que nascem conosco. São parte da nossa natureza humana após a queda. Mesmo depois de renunciarmos a idolatria e o ocultismo; após virmos a Deus quebrantados, humildemente arrependidos, determinados a seguir a Cristo como Supremo Senhor, em constante obediência, deparamo-nos com as manifestações dessas raízes de rebelião e orgulho.
Hoje, conscientes:
· Da nossa própria vulnerabilidade ao pecado de orgulho;
· Da necessidade de confrontar o orgulho com a arma da humildade;
· De que precisamos a cada dia deixar que o Espírito Santo sonde os nossos corações e traga à tona as manifestações ostensivas ou camufladas de orgulho, para que delas nos arrependamos, confessemo-las e as abondenemos;
Diante da missão de interceder pelos perdidos a fim de que o orgulho saia do caminho e dê lugar à humildade que leva o homem a render-se incondicionalmente a Deus, em temor e tremor, clamamos:
Precioso Espírito Santo, forma Cristo em mim. Aprofunda a obra do Calvário em meu ser, permitindo-me provar uma profunda metamorfose que transforme o coração orgulhoso em humilde como Jesus.
Pai, dá-me um batismo de humildade. Reconheço que nada sou sem Ti. Tudo que tenho e tudo o que sou procede de Ti e volta para Ti. Sonda-me, ó Deus, e vê se há em mim atitudes de orgulho e liberta-me de mim mesmo. Determino volver o olhar de mim para Ti.
Senhor Jesus, dá-me o Teu coração “manso e humilde.” Quero que sejas sempre o centro da minha vida e minha motivação maior. Confio em Tua graça para não ir adiante de Ti. Quero crescer a cada dia na real experiência de morte do orgulho e da rebelião, dando lugar ao Teu nível de obediência ao Pai e profunda humildade.
Yahweh, Deus triúno, que enquanto eu me revisto da humildade de Cristo, Tu Te movas em mim e através de mim como canal para vencer o orgulho na vida daqueles a quem me envias a proclamar o Evangelho. Que eles reconheçam que não há Deus além de Ti; desistam de seguirem-se a si mesmos e entronizem a Jesus Cristo em seus corações como o único Senhor e Salvador. Amém.
Valnice Milhomens
11: REMOVENDO O OBSTÁCULO DA REBELIÃO
A Bíblia começa descrevendo um quadro sem igual. Em meio ao caos e desordem em que se encontra a Terra Deus começa a projetar as visões do Seu coração através de palavras que transportam poder criador e vida. O Espírito de Deus cobre essas palavras e o grande mistério da união entre a Palavra de Deus e Seu Espírito se desenrola: vida é gerada e o caos se transforma em beleza, ordem e harmonia. Para culminar a execução do Seu projeto criador Ele forma o homem conforme “Sua imagem e semelhança.” Abençoa-o e o dota dos poderes de frutificação, multiplicação e governo na Terra (Gn 1:26-26).
O homem era a extensão do Seu Criador e deveria viver em comunhão com Ele, refletindo a Sua glória. Era filho de Deus por direito de criação (Lc 3:38). Saído de Suas mãos, era santo e perfeito e andava à luz de Sua presença. Sua residência era visitada a cada dia pelo Criador. Todavia Deus estabelece um princípio: o homem teria a oportunidade de confirmar ou rejeitar o estado de santidade no qual fora criado e a condição de filho de Deus sujeito ao Seu senhorio.
Nada mais trágico do que o relato da queda do homem em Gênesis, capítulo 3. Na harmonia e beleza da santidade do homem Satanás, na forma da serpente, lança uma palavra de rebelião contra Deus. Era a semente venenosa do mal, da independência de Deus, do pecado, da mesma rebelião que levara Lúcifer à queda. O homem agasalhou tal semente em seu coração, duvidando de Deus e rejeitando Seu senhorio. Rebelou-se contra o Criador e Senhor. Voltou as costas às Suas palavras e, por livre escolha, seguiu seu próprio caminho. Da união entre a semente da rebelião e do consentimento do homem nasceu o pecado e a morte, isto é, a degeneração da natureza humana, a perda da santidade, da glória de Deus, e a ausência de Sua presença.
A rebelião levou o homem à queda, como ocorrera com Satanás. Os dois se tornaram aliados e a natureza do homem foi degenerada, passando este a gerar filhos igualmente rebeldes, alienados de Deus. Assim cada ser humano já nasce com as raízes da rebelião entranhadas em seu ser, pelo que cedo se manifestam.
O dicionário define rebelião como “resistência aberta à autoridade.” Autoridade é “o poder ou o direito de dar ordens e levar outros a obedecerem-nos ou agir.” A suprema autoridade no universo pertence a Yahweh. Sendo o criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, é o detentor da mais elevada e poderosa autoridade. É o Soberano absoluto a quem cabe o direito de determinar o que é certo e o que é errado e estabelecer as leis imutáveis, normas, valores e princípios - pelas quais o homem deve viver - emanadas do Seu caráter perfeito, puro e santo.
A rebelião é o “ato ou efeito de insurreição, uma oposição ou resistência por qualquer meio moral. Denota um comportamento de revolta interior,” e esta tem sido a atitude dos homens em relação a Deus. “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia” (1 Jo 3:4).
Onde a rebelião começou? A rebelião começou na mente de Lúcifer, também chamado Satanás. É o primeiro - e pior – rebelde. Isaías capítulo 14 e Ezequiel capítulo 28 relatam a ambição de Satanás ao desejar ser como o Todo-Poderoso, rebelando-se contra o senhorio do seu Criador. O pecado de Lúcifer:
· Começou com o orgulho,
· foi alimentado pela inveja,
· floresceu em avareza e então
· estourou em engano, provocando
· rebelião aberta contra Deus.
A rebelião é a recusa de fazer o que Yahweh ordena. Ela começa na mente. É a rejeição da autoridade divina. A iniqüidade da rebelião é uma doença espiritual que primeiramente começou na mente de Lúcifer e espalhou-se por todas as áreas do universo. Toda a terra está infectada com o vírus da rebelião inerente à natureza humana. É uma doença espiritual crônica que somente o Deus Onipotente pode curar. A maioria das pessoas ignora completamente o fato de que são rebeldes espirituais e terão que ser confrontadas com a verdade. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr 17:9)
A rebelião é o maior obstáculo à aceitação de Cristo como Senhor e Salvador. O homem tem uma vontade que ninguém pode violar. Ainda quando esteja no pecado, servindo a Satanás, no momento em que se levanta, toma uma decisão, e decide rebelar-se contra o domínio de Satanás, este não o pode impedir. Mas se ele decide também andar longe de Deus, será respeitado em sua decisão.
Se a rebelião começou na mente, com pensamentos de independência de Deus, este é o campo que deve ser atacado em oração e onde a Palavra de Deus deve chegar para demolir as fortalezas de uma mente entenebrecida. Pelo poder da pregação os homens serão convencidos de que:
Proclamamos que:
· A rebelião será vencida pelo poder do Espírito Santo, através da convincente e ungida proclamação das verdades da Palavra de Deus;
· Os rebeldes se renderão, arrependidos e contritos, ao seu Criador, vencidos pelo amor de Cristo que pagou o preço da sua regeneração;
· Diante da pregação do Evangelho os pecadores desistirão de ser seus próprios senhores e reconhecerão a Cristo como soberano Senhor de suas vidas, encontrando, assim, o caminho de volta para Deus.
A Ti, o Deus, clamamos:
Livra-se de toda raiz de rebelião e ensina-me a andar em Teus caminhos. Não quero fazer parte dos que Te levam a lamentar: “Estendi as minhas mãos o dia todo a um povo rebelde, que anda por um caminho que não é bom, após os seus próprios pensamentos” (Is 65:2). Antes que possa confrontar a rebelião no coração dos pecadores, rogo-te que sondes o mais profundo do meu ser e tragas à tona todo resquício dessa raiz maligna dentro de mim. Reconheço-Te como Soberano a quem devo total obediência. Amo a Tua Palavra e tenho prazer nos Teus mandamentos. Quero crescer, portanto, a cada dia, no caminho da mais completa obediência e submissão. Somente assim serei Teu canal efetivo para arrancar as vidas da rebelião em que se encontram, não apenas pela proclamação da Tua Palavra, mas também pela força do meu exemplo. Senhor Jesus, quero andar no Teu nível de obediência ao Pai e aqueles a quem eu testemunhar saberão que lhes fui envido com uma palavra do Céu.
Valnice Milhomens
10: REMOVENDO O OBSTÁCULO DO OCULTISMO
O ocultismo é uma vertente da idolatria. Enquanto a idolatria se concentra na adoração de objetos, de esculturas, o ocultismo se envolve com o mundo espiritual invisível, que está por trás da própria idolatria. Ele busca o contato com o sobrenatural das trevas.
O reino espiritual é uma realidade. A Bíblia fala das hostes organizadas da maldade com seus principados, poderes, governantes e demônios. São todos seres espirituais que trabalham contra os homens. Elas buscam usar os homens e influenciar seu destino e habitar em seus próprios corpos. As manifestações do ocultismo vão deste as mais simples e sutis às mais ostensivas e horripilantes. Quem busca envolvimento com elas opõe-se a Deus.
O ocultismo é uma prisão que tem impedido milhões de chegarem a Cristo. Ele opera com mentira, engano, trevas, escondendo suas verdadeiras motivações. Pelas forças do oculto Satanás destrói o ser humano e o conserva cativo em vida e condenado à eterna perdição. Temos que denunciar o seu engano. Temos que confrontá-lo. Como? Pelo convincente poder da Palavra de Deus e pelas legítimas manifestações do Espírito Santo de Deus. O conhecimento da verdade tem um irresistível poder de convicção que liberta de todo o engano e das prisões de Satanás.
Temos que nos levantar como um exército poderoso, posto em ordem de batalha, para libertar os milhões de cativos do ocultismo em nossa terra. Abramos os lábios ungidos, cheios do amor de Deus e da ousadia de quem é enviado com o respaldo do Trono e proclamemos que:
A Ti, ó Deus, clamamos:
Exerce Teu irresistível poder de atração no coração de cada pecador escravizo ao ocultismo. Tira o véu dos seus olhos e mostra-lhes o engano e laço em que caíram. Que uma profunda decepção com as trevas gere em cada um uma profunda fome de Ti. Faz nascer no espírito uma fome tão grande de provar o Teu amor, que o mova a buscar conhecer-Te e a abrir-se para a pregação do Teu Evangelho. Renovo a oferta de mim mesmo para amar essas vidas e segurar nas pontas do altar até que as cadeias do oculto sejam quebradas e elas corram para os Teus braços de amor. Ofereço-me ao Teu Espírito para ser canal das Suas manifestações sobrenaturais de modo o revelar que és um Deus presente, que se comunica conosco e age soberanamente a nosso favor. Dá-me a graça de ser um canal cheio do Teu Espírito, de modo que “a minha linguagem e a minha pregação não consistam em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder” (1 Co 2:4). Torna-me Tua voz convencendo os cativos do oculto “pelo poder de sinais e prodígios, no poder do Espírito Santo” (Rm 15:9) “para que reconheçam que ninguém há como TU, YHWH Todo Poderoso, o Deus Redentor.
Valnice Milhomens
TEMA 9: REMOVENDO O OBSTÁCULO DA IDOLATRIA
O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus para viver em comunhão com Ele, como um adorador. Depois da queda que corrompeu a natureza humana, tornando-a pecadora, a idolatria representa a primeira e grande estratégia de Satanás de roubar a adoração que é devida exclusivamente ao Deus Criador. Em suas setas de pensamentos contrários a Deus, ele não negou Sua existência. Sutilmente buscou desviar a adoração do Criador para a criação.
Naturalmente o pecado está na origem de um entendimento entenebrecido. Ninguém foge à verdade Bíblica: “Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concedeu minha mãe” (Is. 51:5). Nascido no pecado o homem manifesta naturalmente a natureza rebelde que, para Deus, equivale à idolatria “porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria” (1 Sm 15:23).
A idolatria é a porta de entrada da maldição que se estende pelas próximas gerações do idólatra. É um grave pecado contra as primeiras cláusulas da aliança que Deus fez com o homem. Ele não deixa sombra de dúvidas quanto às suas conseqüências e o quanto Ele a abomina: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o YHWH teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Ex 20:3-5).
A idolatria foi a causa da rejeição e destruição de povos. Foi a causa da desgraça e cativeiros do povo da aliança, Israel. Deus não tolera a idolatria e considera o homem indesculpável por praticá-la. Paulo revela isso ao declarar: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Rm 1:19-23).
As conseqüências de tal atitude por parte dos homens são descritas em termos fortes e amedrontadores:
O pecado da idolatria, que está na raiz e tem sua mais vil expressão no homossexualismo, desencadeia uma série de manifestações de rebelião do ser humano, descritas como: “Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem (Rm 1:29-32).
Esta lista até nos faz perder o fôlego e deve despertar em nós uma repulsa a todo cheiro de idolatria. Um objeto de idolatria é tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus em nossa vida, começando pelo próprio eu e passando por coisas, objetos, espíritos e pessoas. Temos que resistir a todo espírito de rebelião contra Deus que se esconde por trás dela. Urge levantarmo-nos contra a infiltração sutil dentro do próprio Cristianismo da desse espírito infame que desvia o foco de Deus para imagens, personagens bíblicos, históricos, ou mesmo líderes atuais e organizações. Não queremos encher as igrejas locais de pessoas que apenas aderem a uma organização ou seguem um líder humano, mas não se converteram em verdadeiros adoradores de YHWH; pessoas que não nasceram de novo e, portanto, não foram regeneradas em seu espírito.
Levantemo-nos hoje e confrontemos o espírito de idolatria que domina tantas vidas, ordenando que, em nome de Jesus, pelo poder do Seu sangue, solte seus cativos. Proclamamos que:
A Ti, ó Deus, clamamos:
Sonda o meu próprio coração, como ceifeiro da luz, e revela se há em mim alguma raiz de idolatria. Arrependo-me até ao pó de todo e qualquer resquício das raízes desse espírito imundo em mim e rendo-me a Ti como o supremo foco da minha adoração. Antes que entre em guerra renhida contra o espírito de idolatria que escravizou meus irmãos, exponho-me à devassadora luz do Teu Espírito, clamando para que penetre os recônditos mais profundos do meu ser e traga à luz o escondido, para que eu o confesse e disso me arrependa e ande como adorador que não conhece Deus além de Ti. Então, faz de mim um instrumento poderoso para arrancar os idólatras do inferno e trazê-los à Tua presença rendidos a Ti, em sincera adoração.
Valnice Milhomens
8. REMOVENDO O OBSTÁCULO CEGUEIRA ESPIRITUAL
A mente é o principal campo de batalha e lá são construídas terríveis fortalezas espirituais que cegam o entendimento. Paulo revela que Satanás está por traz dessa situação, ao declarar: “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (2 Co. 4:4). Ele influencia toda uma estrutura de raciocínio de modo que o entendimento se torna obscuro e as trevas da incredulidade e rebelião o aprisionam, impedindo a luz da compreensão do Evangelho.
A cegueira espiritual é também chamada “vaidade da mente” e “entendimento entenebrecido.” Isto gera a dureza de coração e a alienação de Deus com sua conseqüente insensibilidade ao pecado, que, por sua vez, leva o homem à prática desenfreada do pecado. Paulo explica: “E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza” (Ef 4:17-19).
O nível de cegueira produzida no entendimento dos incrédulos é de tal sorte que até religiosos são suas vítimas, mesmo diante da exposição às Sagradas Escrituras. Isto é demonstrado por Paulo ao referir-se aos israelitas: “O entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido” (2 Co. 3:14). Por isso há muitos que são religiosos, mas poucos nascidos de novo.
Deus, porém, nos confiou armas espirituais que têm o poder de penetrar a mente e demolir toda fortaleza inimiga para que a cegueira dê lugar ao brilho da revelação da Palavra de Deus. “Porque as armas da nossa luta não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10:4-5).
Levantemo-nos, pois, para batalhar em oração a fim de que aqueles a quem levamos a Palavra de Deus passem pela real experiência de:
· Ter o entendimento aberto pelo próprio Cristo “para compreenderem as Escrituras” (Lc 24:5) e seu pensamento rendido a Jesus Cristo.
· Provar a nova aliança que não somente ilumina a mente, mas registra nela a Palavra viva, como está escrito: “...Porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo” (Hb 8:10).
· Conhecer o verdadeiro Deus e a Jesus Cristo, em quem está a vida eterna, até à plenitude de Deus. “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5:20). “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus” (Ef 3:19).
Hoje nos posicionamos, trazendo nos lábios a Palavra de Deus, que é a espada do Espírito, “porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12). Com esta palavra fazemos guerra contra as hostes do inferno, atando e encadeando todo espírito de cegueira espiritual com seus pensamentos contrários ao Evangelho de Cristo. Resistimos ao “deus deste século” que “cega o entendimento dos incrédulos” e proclamamos o fim de seu domínio sobre cada vida exposta à luz de Deus pela pregação do Evangelho.
Nós, ceifeiros da luz, abrimos nossos lábios proféticos e, na autoridade do Nome de Jesus, diante de quem todo joelho tem que se dobrar, proclamamos que:
· Pelo poder do sangue do Cordeiro, que garantiu a salvação de todos os homens pelo preço da redenção pago através da Sua morte, sepultura e ressurreição, Satanás é agora vencido na vida de todos aqueles que estarão sendo expostos à pregação do Evangelho;
· As mentes dos ouvintes são agora liberadas de toda a prisão, em nome de Jesus, sendo iluminados os olhos dos seus corações, para que compreendam e aceitem a esperança do seu chamamento, para conhecerem as riquezas da glória da sua herança em Cristo Jesus (Ef. 1:18);
· Pelo poder do amor de Cristo que nos constrange, cada vida exposta à luz do Evangelho é despertada a amar ao Senhor seu Deus de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, e de todo o seu entendimento (Lc. 10:27), porque O reconhece como seu único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.
A Ti, ó Deus, clamamos:
Que hoje, a revelação do Teu amor na cruz do Calvário, onde Cristo Jesus nos garantiu a redenção, brilhe na mente e no coração de todas as vítimas da infame cegueira produzida pelo deus deste século. Seja ele agora detido, paralisado e expulso de cada coração pela rendição do pecador a Ti. Enquanto obedecemos ao Teu chamado para pregar o Evangelho a cada criatura, que Tua luz, que é Cristo mesmo, entre e se torne residente em cada ouvinte e Tua paz (JESUS), que excede todo o entendimento, guarde os seus corações e os seus pensamentos em Cristo Jesus (Fp 4:7). Amém.
Valnice Milhomens