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GERANDO NO REINO
ESPIRITUAL FILHOS PARA DEUS
Devotamos sete dias orando por nós mesmos a fim de
gerar o espírito apropriado de um ceifeiro,
Conscientes
dos obstáculos espirituais que se interpõem entre Deus e os pecadores para que
não compreendam o Evangelho e seja, salvos, devotamos outros sete dias orando e
batalhando contra os espíritos de
·
Cegueira espiritual, confrontando-o
com a luz do Evangelho;
·
Idolatria, proclamando com só Yahweh é Deus e digno de ser adorado;
·
Ocultismo, denunciando as forças ocultas das trevas, no poder
do Espírito Santo;
·
Rebelião, conclamando
os homens a reconhecerem que Deus é soberanos e devemos-Lhe obediência
incondicional;
·
Orgulho, opondo-nos a toda altivez e revestindo-nos do
espírito de humildade;
·
Imoralidade, exaltando a santidade de Yahweh e a exigência de que sejamos santos como Ele é santo;
·
Incredulidade, proclamando a fidelidade
de Deus e da Sua Palavra, pelo que é o objeto supremo da nossa fé.
Entramos
agora na terceira e última semana destes primeiros 21 dias de jejum e oração,
“construindo os muros da colheita em 52 dias.” Consagremo-nos agora a
interceder, movidos pelo Espírito Santo e respaldados pela Sua Palavra,
buscando gerar filhos para Deus. Não queremos meras decisões ou adesões à
Igreja. Nosso chamado supremo é gerar discípulos de Jesus Cristo, isto é,
reproduções em Seu caráter e missão, no ser e no fazer. E o pecador entra no
caminho do discipulado pelo novo nascimento, quando é gerado pelo Espírito
Santo como filho de Deus. O grito da nossa alma, a intensidade do nosso clamor
a Deus, portanto, é para que filhos Seus venham à luz às multidões. Para tanto
clamemos para que:
Valnice
Milhomens
15. GERANDO FOME ESPIRITUAL
Agostinho, o bispo de Hipona, certa vez orou: “O
homem foi feito por Ti, ó Deus, e só descansará quando descansar em Ti.” Há um
vazio no coração do ser humano que tem a forma de Deus. Muitas vezes ele não
sabe identificar sua origem e busca preenchê-lo de muitas formas sem, contudo,
o conseguir. Há uma fome e sede ocultas no mais profundo do ser, nem sempre
identificada ou compreendida. É o clamor do próprio espírito humano pelo seu
Criador. É a fome e a sede de realidade, de encontrar sua verdadeira origem e
destino. Quando Jesus dialogou com a mulher samaritana e declarou: “Deus é Espírito, e importa que os que o
adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:24), Ele queria dizer:
“Mulher, a fome do teu coração jamais será preenchida pelo homem. O de que
precisas não é de mais um homem, mas de ser adoradora de Deus. A sede
insaciável do teu espírito nunca será satisfeita com o sexo, mas com a adoração
ao Deus único e verdadeiro.”
Quando Jesus é proclamado com paixão, de forma
convincente, na unção do Espírito Santo, os pecadores repentinamente se dão
conta de que Ele é a resposta para a fome e a sede dos seus corações. Algo em
seu espírito os desperta e extravasam a descoberta, à semelhança da samaritana:
“Vinde, vede um homem que me disse tudo
quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?” (Jo 4:29). Tais vidas
serão vencidas pelo irresistível poder de atração de Jesus sobre elas.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de
justiça, porque eles serão fartos” (Mt 5:6). Por esta razão vamos clamar
para que o Espírito Santo desperte, pela pregação da Palavra de Deus, no
coração daqueles a quem formos enviados, fome e sede de:
·
Serem libertos de todo o pecado e mal, reconhecendo
sua condição de pecadores perdidos;
·
Conhecerem o verdadeiro Deus e a Jesus Cristo Seu
Filho, rendendo-se a Ele como Senhor e Salvador;
·
Encontrarem a salvação e a redenção de suas vidas
pelo sacrifício remidor de Cristo;
·
Terem uma profunda experiência com a realidade do
seu Criador através de um encontro verdadeiro;
·
Viverem na
presença de Deus, encontrando sua plenitude e razão de existir como adoradores.
Somos chamados hoje a despertar em nosso próprio
coração a fome e a sede de conhecer a Deus em plenitude e:
Hoje clamamos:
Ó
Deus, “estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede
de Ti, como terra sedenta” (Sl 143:6). Tu és o meu Deus, de madrugada te
buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha
carne te deseja muito...” (Sl 63:1). E,
com a intensidade da fome e sede que domina meu ser pela realidade da Tua vida
e da Tua presença, clamo a Ti pelos perdidos. Que, por Teu amor e graça,
exerças sobre eles Teu irresistível poder de atração, despertando em seus
corações a fome e sede de conhecerem a Ti mesmo como único Deus verdadeiro e a
Jesus Cristo a quem enviaste. Pai, quem virá a Ti se Tu mesmo não despertares
em seu espírito o desejo de Te conhecer? É verdade que colocaste em cada ser
humano um vazio e uma fome do Criador, mas nesta geração corrupta e perversa
muitos disfarces têm sufocado e enganado o coração. Desperta, pois, a cada um,
e usa-me para, pela força e impacto do meu próprio testemunho, fazer renascer a
fome e sede interior que leva os homens a correrem para Teus braços e
encontrarem a resposta para todos os seus anseios, ao nascerem como filhos Teus
e clamarem: “Aba, Pai!” Amém!
Valnice
Milhomens