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GERANDO CONVICÇÃO DE PECADO:
Porque o homem está morto em seus delitos e pecados (Ef 2:1), segue seu caminho, alienado de Deus, como se não houvesse morte, julgamento e o Supremo Juiz a quem ele deve prestar contas. É pelo poder da pregação do Evangelho, na unção do Espírito Santo, que, repentinamente, ele é despertado pelo confronto das verdades da Palavra de Deus e a obra de convencimento operada pelo Espírito.
Jesus anunciou essa obra de convicção realizada pelo Espírito Santo, ao declarar: “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais, e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (Jo 16:8-9).
Esta convicção que se apodera do ouvinte, de que ele é pecador, está perdido e enfrentará o julgamento perante Jesus, o justo Juiz, é vividamente ilustrada em Atos 2:37-39, no Dia de Pentecoste, em resposta à pregação do apóstolo Pedro: “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.”
“Ouvindo isto.” A exposição da Palavra era convincente. Compungiram-se (katenugēsan, em grego) em seus corações. O termo “compungir” no original quer dizer: “traspassar ou penetrar com uma agulha, lança ou instrumento afiado”; e então “traspassar com pesar ou dor aguda de qualquer espécie". Implica também a idéia de pesar, tanto repentino como agudo. Neste caso significa que os ouvintes em Jerusalém foram repentina e profundamente afetados com angústia e alarme diante do que Pedro acabara de dizer. As causas de seu pesar e angústia poderiam ser identificadas como:
Isto é convicção de pecado. É o que queremos gerar com nossas orações e pregação. Que o pecador seja repentina e profundamente vencido pela convicção de pecado e:
É este o gênero de convicção que produz a experiência de conversão. Dela vem o genuíno arrependimento dos pecados e a fé salvadora. O pecador, sentindo-se culpado e perdido, em desespero clama: “O que farei?” “O que farei para evitar a ira deste Messias crucificado e exaltado?” Este é o ponto quando seu coração se abre para receber as verdades do Evangelho e a oferta de perdão.
Esta é a pergunta que todos os pecadores condenados fazem. Ela é movida por:
· Uma apreensão diante da consciência do perigo da condenação eterna;
· Um sentimento de culpa do pecado e
· Uma prontidão de aceitar as exigências do discipulado.
“O que farei?” foi a pergunta de Paulo, diante da visão de Cristo, que provou a mais devastadora convicção de pecado (At 9:6). O resultado foi sua conversão radical.
“O que farei?” foi a indagação do carcereiro de Filipos, diante do sobrenatural terremoto e a abertura das prisões (At 16:30). O que se seguiu foi uma conversão radical dele e de toda sua casa.
Hoje queremos clamar com grande intensidade para que ganhemos vidas que passem por este nível de experiência, pois menos do que isto é perder tempo com a ilusão de estar formando discípulos de Cristo quando, no máximo, estaremos formando discípulos nossos, decepcionando a eles e a nós mesmos. Clamemos, pois, para que o próprio Espírito Santo:
· Gere no coração do ouvinte uma profunda consciência de todo o mal que tem praticado; traga à tona o que foi esquecido; desperte uma crescente convicção de que seu coração, suas atitudes e sua vida inteira são maus e por isso ele merece a condenação.
· Desperte um sentimento de apreensão e temor em relação à justiça de Deus, que não tolera o pecado; provoque um alarme interior ao olhar para cima, para o Deus que julgará o pecado, ou para dentro do seu coração pecador, ou ainda para o futuro, que acena com o julgamento.
· Gere no ouvinte um desejo sincero e tão ardente que beire à agonia, de ser liberto desse sentimento de condenação e esta apreensão em relação ao futuro.
· Provoque uma prontidão a renunciar tudo que desagrada a Deus e a render-se inteiramente ao senhorio e vontade de Cristo. Que em tal estado de mente e coração o ouvinte abrace a oferta do perdão e da vida eterna, alcançando a misericórdia de Deus, manifesta no seu novo nascimento como filho de Deus.
Hoje clamamos:
Pai, que o Teu Espírito se apodere de mim de tal maneira que, quando eu abrir os lábios para anunciar Tua Palavra, minha voz seja apenas um eco da Tua voz dentre de mim, liberando palavras que geram a mais profunda convicção de pecado no coração dos pecadores. Não quero iludir-me com a superficialidade de uma mensagem nascida em minha mente. Abomino um testemunho supérfluo que deixa o pecador à vontade em seu pecado. Rejeito as meras adesões ao Cristianismo e às igrejas locais, sem a experiência do tipo de convicção que gera o arrependimento e a fé que, por sua vez, resultam em regeneração do espírito e filiação Divina. Perdoa a frieza, a superficialidade e a mescla da minha pregação com palavras e conceitos humanos. Leva-me à experiência de ser apenas o leito através do qual a mensagem do Espírito corre para alcançar o pecador, e testemunharei conversões radicais. Só assim filhos e filhas para Ti nascerão na terra e me envolverei com a formação de verdadeiros discípulos de Jesus. Amém!
Valnice Milhomens