JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O GANHADOR DE ALMAS

 

TEXTO CHAVE: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra. Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa” (Jo 4:34,35).

 

O quarto capítulo do Evangelho de João apresenta um comovente quadro de Jesus. Se:

·      No primeiro capítulo encontramos o Filho de Deus, Criador, o Verbo eterno que se faz carne e reflete a glória do Pai;

·      No segundo capítulo deparamo-nos com o Filho do Homem que se confunde com os convidados de uma festa de casamento, embora se destaque pelo sinal da transformação da água em vinho;

·      No terceiro capítulo somos maravilhados com o Divino Mestre, que ensina verdades eternas de modo a confundir os sábios deste mundo;

No capítulo quatro Jesus se apresenta como o compassivo e admirável Ganhador de Almas. Como tal Ele exibe as marcas e características do evangelista bem sucedido, digno se ser imitado por todos os Ceifeiros da Luz.

“Era-lhe necessário passar por Samária” (Jo 4:4). Samária ficava entre a Judéia e a Galiléia. Era o caminho mais direto, todavia os judeus tomavam uma rota mais longa a fim de evitar o contato com os samaritanos. Jesus tomou o caminho mais curto, certamente por motivos mais elevados. Chegando “a uma cidade de Samária, chamada Sicar” (v. 5), “cansado da viagem, sentou-se assim junto do poço” (v.6), enquanto “Seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida” (v.8). Nesse ínterim “veio uma mulher de Samária tirar água” (v. 7). Agindo de forma estranha aos costumes da época, primeiro por ser homem e segundo, por ser judeu, Jesus entabulou uma conversa com aquela estranha samaritana, que já tivera cinco maridos e vivia, então, com um homem que não era seu marido (v. 8). Em adultério, portanto. Ele começa pedindo-lhe: “Dá- me de beber” (v. 7).

Que quadro! O Verbo eterno, santo, puro, perfeito, Criador de todas as coisas, apresenta-se como um homem sedento e cansado do caminho, sentado junto ao poço, dependente de uma samaritana adúltera para dar-lhe um pouco de água do seu balde! É o Criador santo descendo ao nível da criatura pecadora para estender-lhe a mão da graça e trazê-la de volta à posição de santidade e comunhão com o Seu Criador. Era o próprio Deus se identificando com a criação em Suas necessidades para oferecer-lhe o dom de Si mesmo. Para revelar que Deus dá graciosamente e manifestar a glória da Sua presença que estava ali na forma de um humilde judeu.

Que revelação da altura e profundidade do amor Divino, que se doa inteiramente à Sua criação, se encontra nas palavras de Jesus: “Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e Ele te haveria dado água viva. ... Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (v. 10,13,14).

Duas realidades se colocam frente a frente. Por um lado, o ser humano em sua degradação moral, escravo da miséria que o pecado traz, em ostracismo, vazio, falta, culpa e solidão, longe de Deus. Por outro lado, o Salvador compassivo, que toma a iniciativa de buscar o que se perdeu e deixar fluir do Seu coração o amor e a graça que têm o irresistível poder de alcançar o mais vil pecador com a vida eterna.

A samaritana percebe que há algo tão extraordinário nesse Homem desconhecido que, envolvendo-se com Suas palavras e presença que despertam seu espírito, vai sendo conduzida em degraus de revelação acerca de Sua pessoa tão singular:

·      Um homem judeu sem preconceitos, que se dirige a ela como igual (4:9);

·      Alguém maior do que o pai Jacó, que lhes dera o poço (4:12);

·      Alguém que tem a “água viva” que mata a sede e a quem pode suplicar: “Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede” (4:15);

·      Um profeta que desvenda o oculto da sua vida (4:19);

·      O Mestre Divino que traz uma nova revelação da adoração ao Pai (4:20-24);

·      O Cristo que havia de vir ao mundo e anunciar todas as coisas (4:25-29).

Jesus toca tão profundamente a mulher samaritana, que ela se esquece de tudo. As palavras daquele Homem penetraram seu interior como água fresca que cai sobre o sedento. Foi-se o vazio de sua alma. Seu coração está em chamas; não mais sede, não mais vergonha ou dor. Agora todos devem saber que algo de novo lhe aconteceu. Ela quer correr, gritar, anunciar ao mundo inteiro que encontrou Aquele por quem seu próprio ser suspirava, mesmo sem o saber. Portanto, “Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto eu tenho feito; será este, porventura, o Cristo?” (4:28,29). E seu testemunho foi tão convincente que todos “saíram da cidade e vinham ter com Ele” (4:40).

A experiência da samaritana foi tão radical que ela se tornou a evangelista mais bem sucedida dos dias de Jesus. Foi a ela que Ele primeiro revelou claramente ser o Cristo (4:26). Ela creu em Suas palavras e proclamou sua fé, de modo que João testifica: “muitos samaritanos daquela cidade creram nele, por causa da palavra da mulher, que testificava: Ele me disse tudo quanto tenho feito. Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. E muitos mais creram por causa da palavra dele; e diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (4:39-42).

Enquanto os discípulos foram à cidade e trouxeram comida para Jesus, a samaritana, recém convertida, foi à cidade e a trouxe a Jesus. Pelo testemunho de uma só mulher uma cidade inteira confessou que Jesus era o Cristo, o Salvador do mundo.

Para Jesus a experiência de evangelizar aquela samaritana equivalia a alimentar-se de uma comida desconhecida aos discípulos. Ele a descreve: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra. Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.” (4:34,35).

Da experiência de Jesus, como ganhador de almas, entre outras lições, podemos aprender:

Hoje podemos também dizer: A TERRA ESTÁ PRONTA PARA A COLHEITA. É hora de ceifar. Somos filhos de Deus e alimentar-nos-emos da maravilhosa comida que o Pai nos reservou: fazer a Sua vontade realizando a Sua obra de buscar e salvar o perdido pelo testemunho de Cristo como Senhor e Salvador. Amém!

 

Valnice Milhomens

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O MESTRE DIVINO

 

TEXTO CHAVE: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo 3:2).

 

Ao lado do título “Filho do Homem,” “Mestre” é um termo usado com freqüência nos Evangelhos para Jesus, destacando o caráter de formação e ensino da Sua mensagem. Há pelo menos 53 referências nos Evangelhos a Ele como Mestre. Em Seu último encontro com os discípulos, antes de ser preso e morto, à mesa da última ceia, Ele afirmou ser Mestre, e que o método predominante do Seu ensino é, sobretudo, o exemplo. Ele declarou:

“Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se Eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (Jo 13:13-17).

Embora o ministério de ensino de Cristo durasse só três anos e meio, durante esse tempo Ele mostrou que era o Mestre dos mestres do mundo. Realizou grandes milagres e ensinou uma nova maneira de vida. Seu ensino era simples. Usou palavras que as pessoas comuns podiam entender, e tomou Suas ilustrações das coisas com as quais Seus ouvintes eram familiares. Muitos dos Seus princípios foram expostos em parábolas. Uma parábola é uma história verdadeira sobre a vida com um significado especial. Mas as coisas que Jesus ensinou são mais importantes que Seus métodos. Deu-nos uma maneira completa de vida, que Ele resumiu em uma sentença: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7:12).

O capítulo três do Evangelho de João apresenta Jesus como “Mestre vindo de Deus,” nas palavras de Nicodemos: “Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que Tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo 3:2). Neste capítulo encontramos o grandioso ensino sobre o novo nascimento como condição para alguém entrar no Reino de Deus. Nicodemos, sendo mestre em Israel, não conseguia compreender o significado profundo do ensino de Jesus, porque Ele trazia uma sabedoria não convencional.

O ensino de sabedoria de Jesus toma duas formas: Aforismos e parábolas. Um aforismo é uma sentença concisa que expressa uma verdade ou princípio moral em poucas palavras. Exemplo: “Se um cego guiar outro cego, ambos cairão no buraco.” Tanto os aforismos como as parábolas são formas evocativas e provocativas do discurso. Mais importante ainda, são formas convidativas de discurso. Convite a ver algo que você não veria de outro modo; um convite a ver de forma diferente.

Jesus, como Mestre, nos convida a ver tudo por outro ângulo, o Seu. Ver é central ao ensino de sabedoria de Jesus. Como você vê, faz toda a diferença. O que Jesus convida as pessoas a verem? Como é esta maneira diferente de ver? Qual é a visão diferente da vida para a qual Jesus aponta e para a qual Ele convida Seus ouvintes?

O ensino da sabedoria de Jesus mina e subverte os limites sociais gerados pela sabedoria convencional dos seus dias e dos nossos. O ensino de Jesus aponta para o mundo de sabedoria convencional como um mundo de cegueira. Seus aforismos e parábolas nos convidam a ver de forma diferente. Exemplo:

Sabedoria Convencional

Sabedoria de Jesus

Deus é punitivo, legislador e juiz

Deus é gracioso e salvador

O valor da uma pessoa é determinado pela medida dos padrões sociais

Todas as pessoas têm valor infinito como filhas de Deus

Os pecadores e párias devem ser evitados e rejeitados

Todo o mundo é bem-vindo à mesa no Reino de Deus

A identidade de alguém vem das tradições sociais

A identidade de alguém vem de centrar-se no sagrado do relacionamento com Deus

Esforce-se por ser o primeiro

O primeiro será o último...; os que se exaltam serão esvaziados...

Preserve a própria vida acima de tudo

O caminho da morte para o eu e do renascimento leva à vida abundante

A fonte de sabedoria alternativa à sabedoria convencional vem de Jesus. Perguntas se levantam: De onde vem essa sabedoria? Por que Ele vê da maneira que Ele vê? Por que Ele fala da sabedoria convencional como cegueira? Como Ele conhece a sabedoria alternativa?

Jesus mesmo é a fonte de toda sabedoria. A razão porque Ele vê de forma diferente é porque conhece de forma diferente. A mudança radical na perspectiva que caracteriza o ensino de sabedoria de Jesus vem de uma experiência radicalmente diferente da realidade; é a experiência que procede do Espírito de Deus. O caminho palmilhado por Jesus, e ao qual convida Seus ouvintes a trilhar, é um caminho radicalmente centrado em Deus e não na sabedoria deste mundo. Seus próprios adversários tiveram que confessar:

“Mestre, sabemos que és verdadeiro, e que ensinas segundo a verdade o caminho de Deus, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens” (Mt 22:16). Portanto, hoje podemos ouvir e aceitar o convite de Jesus: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mt 11:29).

Hoje escolhemos o caminho do discípulo que anda nas pegadas do MESTRE DIVINO, e que a cada dia afina os ouvidos à Sua voz para aprender dEle; assim nossa alma viverá o descanso da fé, manifestando em nós Sua própria vida e caráter, porque o discípulo é aquele em cuja vida o Mestre se reproduz.

 

Valnice Milhomens

 

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O FILHO DO HOMEM

 

TEXTO CHAVE: “Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele” (Jo 2:11). “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19:10).

 

Jesus amava apresentar-se como “Filho do Homem.” Este título o identifica com a humanidade. A primeira referência à expressão na Bíblia apresenta um contraste entre Deus e o homem, dizendo: Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo Ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá? (Nm 23:19). Para Jó “o filho do homem é um vermezinho!” (Jó 25:6). Davi o considera insignificante ao ponto de dizer a Deus: “Que é o homem, para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites” (Sl 8:4)? No Antigo Testamento “filho do homem” é o título que mais identifica Ezequiel. Aparece em 94 versículos. É um título messiânico, isto é, a ser aplicado ao Messias, que é Jesus, pela sua identificação com a humanidade, vindo à terra como “Filho no Homem,” através do nascimento físico.

Deus é um Deus de legalidade. Tudo quanto faz é observando princípios que Ele mesmo, em Sua soberania e sabedoria, estabeleceu. O Salmista declara que “os céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a Ele aos filhos dos homens” (Sl 115:16). Deus entregou a terra aos filhos dos homens para que a administrem e a governem. Legalmente a Terra pertence aos filhos dos homens. Jesus, valendo-se deste princípio, executando o plano de salvação, nasceu como Filho do homem, entrando legalmente na Terra. Ele, não apenas se identificava com o homem em Sua humanidade, mas também se valia de um princípio de legalidade. Porque era Filho do homem tinha direito legal de operar na Terra.

Manifestando Sua humanidade, Jesus se misturava com os homens comuns em suas atividades. Ele foi recebido em várias casas:

·        De Mateus, onde fala do seu papel junto aos necessitados: “E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos ... “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes.  Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” (Mt 9:10,12-13).

·        De Simão o leproso, onde é ungido por uma mulher: “E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. (Mc 14:3).

·        De um fariseu, onde mostra Sua compaixão para com uma pecadora e a aceitação de sua oferta: “E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa ... Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.  E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados” (Lucas 7:36,47-48).

·        De Marta: “E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa” (Lucas 10:38).

·        De Zaqueu: “E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente.  E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. ... E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:5-7,9,10).

O segundo capítulo do Evangelho de João apresenta Jesus como humano, envolvido em relações sociais. Enquanto no capítulo um Ele é o Deus Criador, no capítulo dois Ele aparece como o Filho do Homem abençoador da família. É o convidado para uma festa de casamento.

João centrou Seu Evangelho em milagres que chamou de “sinais” que demonstravam quem era Jesus. O primeiro sinal foi a transformação da água em vinho, em Caná da Galiléia, nessa festa de casamento, um evento humano. Provavelmente ninguém ali conhecia a essência do Seu ser. Apresentando-se como homem, parecia um Filho do Homem. Todavia, como tal, Ele conhecia a necessidade humana e com ela se identificava.

Meditando no relato dessa identificação de Jesus com os homens e suas necessidades (Jo. 2:1-11), há três coisas que podem ser ressaltadas:

Qual o resultado? As necessidades foram satisfeitas. A bênção da abundante provisão de Jesus coroou a festa de satisfação, ao ponto do mestre sala dizer ao noivo: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho” (Jo 2:10). É Jesus Quem traz, não apenas o melhor vinho, alegria, mas O MELHOR. Quando Ele veio como Filho do Homem, era Deus nos dando Seu melhor – O FILHO DE DEUS.

Hoje podemos chegar ao Cristo que se identificou conosco e nos conhece como ninguém. O escritor da Carta aos Hebreus apresenta um belo quadro dessa identificação e o seu porquê, ao dizer: Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão. Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, mas sim à descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo (Hb 2:14-17).

É por tudo isto que podemos vir a Jesus hoje como a Fonte de toda a bênção que jorra do Trono da graça e:

 

Valnice Milhomens

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O FILHO DE DEUS

 

TEXTO CHAVE: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. ... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (João 1:1,14).

Tendo visto como o quarto Evangelho apresenta Jesus como o grande EU SOU, identificando-O com YHWH, tomá-lo-emos como base de nossa meditação diária nos próximos dias, aprofundando nossa comunhão com Ele, enquanto ministramos às pessoas que carecem do toque de Sua bênção. Em cada um dos seus 21 capítulos Jesus é apresentando sob pelo menos um determinado ângulo do Seu caráter como Senhor e Salvador nosso.

No capítulo 1 encontramos JESUS, O FILHO DE DEUS. Este é um título que aponta para a Sua Divindade. Em todo o capítulo há referências que descrevem Sua pessoa como tendo uma origem Divina. Embora em forma de homem, Ele é Deus de Deus. Tão somente pela Sua soberania e graça decidiu tornar-me Filho do Homem (Jo. 1:51), enquanto viveu entre os homens, a fim de identificar-se com eles para os salvar. Mas na realidade Ele é o Deus Criador de todas as coisas, o Soberano, o Senhor. Portanto, o título “Filho de Deus” aponta para o fato de que, mais do que homem, Ele é Deus. Por toda a eternidade Ele é o Verbo vivo, auto-existente. Embora, num determinado tempo da história humana Ele entrasse no planeta na forma de homem, tomando sobre Si a natureza dos homens, nunca deixou de ser Deus.

Destacamos neste capítulo primeiro doze expressões descritivas da Divindade de Jesus:

·        Jesus é Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo. 1:1). A expressão Verbo, ou Palavra (Logos no grego) é uma referência à Divindade. “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2:9). A Divindade transpira em Seu Ser, Sua Pessoa e Sua obra.

·        Jesus é Eterno: “Ele estava no princípio com Deus” (Jo. 1:2). É auto-existente. Não conhece princípio nem fim de dias. Esta mesma Palavra não era só co-eterna com Deus com respeito ao ser, mas estava eternamente em ativa comunhão com Ele. "Não simplesmente a Palavra com Deus, mas Deus com Deus" (Moulton).

·        Jesus é Criador: “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo. 1:3).Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jo. 1:10). E não é apenas Criador, mas também o sustentador do universo, como está escrito: “Sendo Ele o resplendor da Sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder” (Hb 1:3).

·        Jesus é a Vida e a Luz: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo. 1:4).Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo” (Jo. 1:9). Ele era a fonte de vida - física, moral e eterna - seu princípio e fonte. Ele tinha vida em Si mesmo, e doravante era uma fonte de onde fluía vida para o homem. A morte não o podia reter, porque nele estava a vida, e Ele se tornou "a Ressurreição e a Vida" para nós. Esta vida era a luz dos homens. A vida que Cristo outorga ilumina os homens. É a Luz do Mundo. Sua luz afugenta a escuridão. Toda a história demonstra que Cristo é a Luz do Mundo; cada alma redimida reconhece o fato. Ele é a própria essência e doador da verdadeira vida de Deus, que projeta Sua luz sobre em todo aquele que nEle crê.

·        Jesus é o Caminho para a filiação Divina: “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no Seu nome” (Jo. 1:12). Crer em seu Nome expressa a aceitação da soma das qualidades que marcam a natureza ou caráter de Sua pessoa. Crer no nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus, é aceitar como verdade a revelação contida nesse título. Estes passarão por uma metamorfose que os converterão de fato em filhos de Deus, marcados pela vida de Cristo.

·        Jesus é o Deus encarnado:E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo. 1:14). O pré-existente Verbo, por uma decisão de Sua vontade, abdicou por um pouco de Suas prerrogativas de Deus e assumiu a forma e natureza de um homem, nascendo na terra como tal. Mas a vida que manifestou na carne era a do próprio Deus.

·        Jesus é o Doador da Graça e da Verdade: “E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo. 1:16,17). Graça por graça significa simplesmente que recebemos por Jesus "abundância" de graça ou favor. Quer dizer "muita" graça; superlativo favor outorgado ao homem; favores superiores aos concedidos sob a lei. Algo superior a todas as outras coisas que Deus pode conferir aos homens. “A graça e a verdade,” isto é, um corpo de doutrinas carregado dos superlativos favores de Deus. Estes favores consistem no perdão, redenção, proteção, santificação, paz aqui, no céu, e doravante.

·        Jesus é o Revelador do Pai: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Jo. 1:18). Este verso prova que Jesus tinha um conhecimento de Deus acima de qualquer tipo de revelação que os profetas antigos tiveram. Demonstra ainda que as mais plenas revelações do Seu caráter devem ser esperadas no Evangelho de Cristo. Pela Sua Palavra e pelo Espírito Ele pode nos iluminar e nos dirigir ao conhecimento verdadeiro de Deus. Não há verdade e pleno conhecimento desse Deus que não seja obtido através do Seu Filho.

·        Jesus é o Batizador no Espírito Santo: “João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo em água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis. ... E eu não O conhecia, mas o que me mandou a batizar em água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre Ele repousar, esse é o que batiza no Espírito Santo(Jo. 1:26,33).

·        Jesus é Cordeiro de Deus que elimina o pecado: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu” (Jo. 1:29,30). Jesus é aqui identificado com o Cordeiro substituto, anunciando o aspecto vicário da morte do Messias descrita em Isaías 53. João usa o verbo no presente para referir-me a um acontecimento futuro - “tira o pecado” - que se tornaria possível pelo sangue de Jesus vertido no Calvário, e cujos efeitos redentivos seriam extensivos a todos os homens.

·        Jesus é o Filho de Deus e Rei: “E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus. ... Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel” (Jo. 1:34,49). Certamente Natanael tem em vista o Salmo 2, quando diz: “Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte. Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei (Sl 2:6,7). Neste Salmo messiânico os caracteres de Filho de Deus e Rei de Sião se encontram na mesma pessoa. Porém, mais do que Rei de Israel, num sentido literal, Seu reino não é deste mundo. Ele é Rei de Israel num sentido espiritual. Também Rei dos santos, quer judeus ou gentios, que Ele conquista pelo Seu poder, e reina em seus corações pelo seu Espírito, e Sua graça, protegendo-os e defendendo-os de todos os seus inimigos.

·        Jesus é o Messias: “Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). ... Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo. 1:41,45). Não apenas pelo que ouviram de João, mas pelo contato pessoal com Jesus, foram convencidos de que a Esperança de Israel, o Redentor prometido, o alvo de tantas profecias messiânicas estava no meio deles. Jesus de Narazé era o Messias, o ungido de YHWH.

CONFISSÃO:

Jesus, confesso com a minha boca que creio que és o Deus Eterno, o Criador de todas as coisas, nossa vida e nossa luz: És o Caminho para a filiação Divina, o Deus encarnado, o Doador da graça e da verdade. Tu és o revelador do Pai, o batizador no Espírito Santo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus, és o Filho de Deus, o Rei, o Messias que havia de vir ao mundo para conduzir-nos de volta ao Pai. És digno de meu mais profundo amor e adoração!

Valnice Milhomens

 

 

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO

JESUS NO EVANGELHO DE JOÃO

 

TEXTO CHAVE: “Jesus, na verdade, operou na presença de Seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome (João 20:31).

 

Dentre os quatros Evangelhos o de João é o que apresenta uma revelação mais completa de Cristo e de Deus Pai. É o livro onde Seus atributos são expostos e a expressão “Eu sou” é mais freqüente, revelando áreas do Seu caráter. João dá o motivo para escrever seu Evangelho. Depois de focá-lo em sinais realizados por Jesus, e informar que se ele fosse dizer tudo quanto Jesus fez e ensinou os livros do mundo inteiro não caberiam, declara: “Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31).

Duas grandes correntes de pensamento fluem através do livro do Evangelho de João.

·        A primeira é a fé em Jesus Cristo. Portanto, é o livro ideal a ser usado na evangelização dos perdidos, pois apresenta Jesus como objeto da fé salvadora: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas já passou da morte para a vida” (Jo 5:24).

·        A segunda grande corrente de pensamento no Evangelho é a vida eterna oferecida em Jesus: “Para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:15,16).

No Evangelho de João Jesus apresenta uma revelação mais completa de Si mesmo e de Deus Pai. Ele fala de Sua pessoa e Seus atributos. É o livro onde mais aparece a expressão “Eu sou,” apresentando um quadro dos Seus atributos e da Sua Pessoa em relação aos homens. Ele declara:

·        Eu sou o Messias (Jo 4:26).

·        Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome (Jo 6:35).

·        Eu sou o pão que desceu do céu (Jo 6:41).

·        Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne (Jo 6:51).

·        Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8:12). Eu, que sou a luz, vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas (Jo 12:46).

·        Eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo (Jo 8:23).

·                    Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, Eu sou (Jo 8:58).

·        Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. (Jo 10:7,9).

·        Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem (Jo 10:11,14)

·        Eu sou o Filho de Deus (Jo 10:36).

·        Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá (Jo 11:25).

·                    Eu sou Senhor e Mestre (Jo 13:13).

·        Eu sou O caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14:6).

·        Eu sou a videira verdadeira. Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (Jo 15:1,5).

·        Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo (Jo 7:14).

·        Eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz (Jo 18:37).

Interessante é acrescentar o que João registra sobre o “Eu sou” em Apocalipse, o último livro da Bíblia:

·        “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso (1:8,11,17; 21:6; 22:13).

·        Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã (22:16).

No Evangelho de João Jesus ainda fala sobre Sua própria comissão Divina. Por mais de 50 vezes o verbo enviar é usado. Só no capítulo quinto Ele declara seis vezes consecutivas que foi enviado por Deus (vs. 23,24, 30, 36, 37, 38). Ele declara:

·      O motivo porque Deus O enviou ao mundo: salvá-lo. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (3:17).

·      Seu empenho em cumprir a missão: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra (4:34).

·      Sua fidelidade como enviado do Pai: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (5:30).

·      Ao terminar seu ministério Ele envia aqueles a quem primeiro foi enviado, transferindo-lhes Sua missão e habilidade para cumpri-la: “Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós (Jo 20:21).

Conscientes de quem Jesus é e por Ele enviados ao mundo, proclamemo-lO como o supremo Senhor e Salvador, nossa única esperança e caminho para Deus!

Valnice Milhomens

 

 

 

QUEM É JESUS

Nossos olhos estão voltados para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé (Hb 12:2). Queremos conhecer cada vez mais Aquele que é a Fonte de toda bênção. Mais que receber Suas bênçãos, queremos Sua Pessoa, acima de tudo. Quem chega à Fonte tem tudo quanto dela procede.

Compartilhados aqui uma parte do dialogo entre Jesus e Pedro, extraída de nossa dissertação sobre “A Igreja de Jesus Cristo: Uma abordagem de sua natureza, missão, estrutura e liderança” (pg. 33- 37):

Ao ouvir a confissão de Pedro, de que Ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16:16), é como se Jesus dissesse:

“Como Eu só posso ser para ti o que és capaz de ver em Mim, vieste ao lugar onde serás transformado naquilo que és capaz de ver: um filho do Deus vivo. Eu vim a este mundo como Filho do Homem a fim de abrir o caminho para os seres humanos nasceram como filhos de Deus, manifestando, portanto, uma nova natureza, de acordo com a nova semente (1 Jo 3:9), a Semente do Pai, que Eu sou. Por causa disto pertencerão à mesma família, como co-herdeiros(Hb 20:10-12). Estás certo ao dizer que ‘cada semente reproduz de acordo com a sua espécie.’ Este um é um princípio imutável. Eu vim para gerar uma nova espécie humana, a raça chamada de filhos do Deus vivo.

Neste momento, imagino Jesus tomando uma pequena pedra desprendida do Monte e dizendo:

“Aqui está uma pedra (petros), Simão, solta da montanha, mas contendo os mesmos elementos encontrados em sua origem, embora uma ínfima fração dela. Tu és como uma pedra. Eis porque te chamo Pedro (Petros). Contempla agora o imponente monte acima de nós. Observa a imensa, inamovível rocha (petra) que forma o Monte Hermom, de onde esta pequena pedra (petros) em minha mão surgiu.

Pedro, Eu sou a Petra, a Rocha dos Séculos, a Rocha onde o Pai comungou com Moisés no Monte Sinai quando este Lhe pediu para ver Sua glória. Convido-te a vires comigo àquele lugar, somente por um momento, a fim de ver aquela experiência com os olhos da revelação (Ex 33:13-20).  Ouve o diálogo entre Yahweh e Moisés.

- Moisés: Se eu, pois, tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que agora me mostres os Teus caminhos, para que eu Te conheça, a fim de que ache graça aos Teus olhos; e considera que esta nação é Teu povo’ (v. 13).

- Yahweh: Eu mesmo irei contigo, e Eu te darei descanso.

- Moisés: Se Tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui.

“Pedro, Eu sou o caminho que Moisés queria conhecer. Eu sou a presença de Yahweh, habitando no meio do povo de Deus hoje, revelado ao mundo. Tu és parte do Meu povo, um povo que Eu formarei contigo e os teus companheiros. Tu estás correto; Eu sou o Cristo, Deus em carne, caminhando em vosso meio para formar, a partir de vós, um povo peculiar, cuja natureza será transformada pelo Meu poder redentor. Eu sou Aquele a Quem o Pai queria revelar a Moisés. Relembra seu pedido e a resposta do Pai.”

“Moisés clamou: ‘Rogo-te que me mostres a Tua glória.’ Então o Pai disse:Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o meu nome Yahweh ... Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver. Disse mais Yahweh: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha, te porás. E quando a minha glória passar, Eu te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com a Minha mão, até que Eu haja passado. Depois, quando Eu tirar a mão, me verás pelas costas; porém a minha face não se verá’ (Ex 33:19-23).

“Petros, olha-Me nos olhos e contempla o meu rosto! Eu sou a glória de Deus que Moisés ansiava ver. A glória está diante dos teus próprios olhos. Eu sou ‘a expressão única da glória de Deus [o ser de luz, a resplendente ou radiante expressão do Divino], e a perfeita impressão e real imagem da natureza de [Deus], sustentando e mantendo e guiando e impulsionando o universo pela (minha) poderosa palavra de poder’ (Hb 1:3, Amp.). Eu me tornei Filho do homem, mas de fato ‘[Eu sou] a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois por [Mim] todas as coisas foram criadas: no Céu e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos ou principados ou governos ou autoridades; todas as coisas foram criadas por [Mim] e para [Mim]. [Eu sou] antes de todas as coisas, e em [Mim] todas as coisas subsistem’ (parêntesis acrescentados como paráfrase).” (Cl 1:15-17, Amp.)

“Escuta, Eu sou a bondade de Yahweh passando diante de ti. Ainda que Eu tenha me apresentado como Filho do Homem, tu me viste como ‘Filho do Deus vivo.’ Eu sou de fato ambos. Como Filho do Homem Eu me identifiquei com o homem. Como Filho de Deus Eu sou identificado com Deus. Ao me tornar Filho do Homem, Eu abrirei o caminho para ti e para cada um que vier a crer em Mim, a fim de que se tornem filhos do Deus vivo.

“Pedro, Moisés não poderia ver a face de Yahweh e viver. No entanto, Tu a estás vendo porque ‘aquele que Me vê a Mim vê o Pai’‘Eu estou no Pai, e o Pai está em Mim.’ (Jo 14:9a, 10a). Sim, tu podes ver a face do Pai, através de Mim e viver, simplesmente porque Eu desci ao teu nível - filho do homem - a fim de elevar-te ao meu nível: Filho de Deus.”

“Eu sou a Rocha. Como Yahweh disse a Moisés, agora o digo a ti: ‘coloca-te na Rocha,’ que Eu sou. Em pouco tempo esta Rocha será fendida. Eu te colocarei na fenda da Rocha e nascerás como Petros, uma pedra viva gerada das minhas feridas. Então de fato nascerás como uma pedra viva, um filho de Deus, brotado da fenda da grande Petra, da Rocha que Eu sou.”

A partir da Rocha fendida (petra) que serei, Eu causarei o nascimento de incontáveis outras pedras (petros), verdadeiras pedras vivas. Elas se tornarão os materiais para construir Minha Igreja. És apenas uma daquelas pedras. Gerada da essência do Meu ser, embora pequena comparada com Minha imensidão, cada uma transportará Minha própria vida e será Minha extensão. O número de pedras vivas de Minha espécie - filhos de Deus - muito se multiplicará sobre a Terra. Com elas, Eu Mesmo estarei construindo um corpo poderoso, uma habitação para Deus no mundo, chamada Minha Igreja. Ela será participante de Meu caráter e realizará Minha missão. Como tal, ela invadirá as portas do inferno e libertará os prisioneiros de Satanás. Absolutamente nada resistirá seu vitorioso poder invasor.”

Valnice Milhomens

 

CONFISSÃO PESSOAL DE QUEM É JESUS CRISTO

Quando Jesus estava prestes a subir a Jerusalém, onde seria morto, sepultado e ressurreto, levou os Seus discípulos a um retiro em Cesaréia de Filipe (Mt 16:13), junto ao Monte Hermon. Ali interrogou os Seus discípulos a respeito de Sua identidade:

“Quem dizem os homens ser o Filho do homem?

Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas.

Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou?

Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16:13-16).

Por que Jesus fez tal pergunta e que significado se esconde atrás da confissão de Pedro? Respondemos estas perguntas com uma transcrição extraída de nossa dissertação sobre “A Igreja de Jesus Cristo: Uma abordagem de sua natureza, missão, estrutura e liderança” (pg. 30, 31):

“Quem dizeis [vós mesmos] que Eu sou?”(Mt 16:5) Por trás das palavras de Jesus está um significado espiritual de conseqüências eternas. É como se Ele diz:

            “Amados discípulos, deveis ter uma visão clara e convicção acerca de Minha identidade, porque Eu só posso ser para vós o que fordes capazes de ver em Mim. O nível do nosso relacionamento é proporcional ao nível da revelação que tendes sobre Quem Eu sou. Olhai em meus olhos, examinai as profundezas dos vossos corações, e confessai-Me: Quem sou Eu para vós? Mais tarde sereis confrontados; não por Mim, mas pelo mundo. O próprio inferno buscará negar minha real identidade diante dos vossos olhos. Portanto, precisais hoje adquirir uma inamovível convicção que vos susterá quando não mais vereis meu rosto aqui na Terra, dele guardando apenas a lembrança.”

 A resposta de Pedro tem atrás de si a certeza do cumprimento de muitas profecias. É como se dissesse:

“Jesus, Tu és o Renovo cheio da beleza e da glória de Yahweh (Is 4:2) decantado pelos profetas Isaías e Jeremias.

“Tu és o ‘Justo Renovo, e reinarás como Rei e procederás sabiamente, executando a justiça e retidão na terra’(Jr 23:5).

“Tu és o Profeta proclamado por Moisés em cuja boca estão as palavras de Yahweh (Dt 18:18).

“Tu és a Pedra Angular anunciada pelo Salmista (Sl 118:22), rejeitada pelos edificadores, mas a única que pode dar fundamento sólido.

“Tu és a Estrela procedente de Jacó; o Cetro que se levantou (Nm 24:17), vista e anunciada por Balaão; és o desejado de todas as nações em Quem ‘tanto as ilhas como regiões costeiras esperançosamente aguardarão (Is 42:4).’

“Tu és ‘a Raiz de Jessé que repentinamente surgirá, Aquele que se levantará para reinar sobre as nações; os Gentios em Ti esperarão’ (Rm 15:12).

“Yehoshua, como Teu nome proclama, Tu és a salvação de Yahweh, Deus mesmo caminhando em nosso meio como Filho do Homem. Como tal, Tu és a porta para o Pai, a Ressurreição e a Vida, o Alfa e o Ômega, o Apóstolo da nossa confissão, o Autor da nossa Salvação, o Leão da Tribo de Judá, nossa única Esperança. Acima de tudo, Tu és o Filho do Deus vivo, Sua verdadeira expressão feita carne, Emanuel, Deus conosco, tudo por que nosso ser suspira!"

Quem é Jesus para você? Você só terá dEle o que for capaz de ver nEle.

Valnice Milhomens

 

 

 

LEVANTANDO OS MUROS DA COLHEITA EM 52 DIAS – 9 DE MAIO A 29 DE JUNHO DE 2008

Mantivemos 21 dias de jejum e oração (9 a 29 de maio) preparando o caminho para a segunda fase dos 52 dias devotamos a levantar os muros da colheita de almas. Agora entramos na Campanha dos 100M – 30 de maio a 29 de junho. Serão 31 dias tocando corações. Todos os ceifeiros da luz em movimento ao encontro das vidas preciosas pelas quais Jesus pagou um preço de redenção. A INSEJEC estará abençoando 100.000 vidas, pelo contato pessoal, levando o amor de Jesus, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO.

 

TEMA DO MÊS DE JUNHO: JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO

DIVISA: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo” (Efésios 1:3).

 

Enquanto os ceifeiros da luz tocam milhares de corações, nos próximos 31 dias, levando-lhes a bênção de Cristo, faremos dEle o tema de nossa meditação diária. Começamos hoje com uma confissão de Sua identidade, como Filho de Deus.

 

Valnice Milhomens