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JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O FILHO DE DEUS
TEXTO CHAVE: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. ... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (João 1:1,14).
Tendo visto como o quarto Evangelho apresenta Jesus como o grande EU SOU, identificando-O com YHWH, tomá-lo-emos como base de nossa meditação diária nos próximos dias, aprofundando nossa comunhão com Ele, enquanto ministramos às pessoas que carecem do toque de Sua bênção. Em cada um dos seus 21 capítulos Jesus é apresentando sob pelo menos um determinado ângulo do Seu caráter como Senhor e Salvador nosso.
No capítulo 1 encontramos JESUS, O FILHO DE DEUS. Este é um título que aponta para a Sua Divindade. Em todo o capítulo há referências que descrevem Sua pessoa como tendo uma origem Divina. Embora em forma de homem, Ele é Deus de Deus. Tão somente pela Sua soberania e graça decidiu tornar-me Filho do Homem (Jo. 1:51), enquanto viveu entre os homens, a fim de identificar-se com eles para os salvar. Mas na realidade Ele é o Deus Criador de todas as coisas, o Soberano, o Senhor. Portanto, o título “Filho de Deus” aponta para o fato de que, mais do que homem, Ele é Deus. Por toda a eternidade Ele é o Verbo vivo, auto-existente. Embora, num determinado tempo da história humana Ele entrasse no planeta na forma de homem, tomando sobre Si a natureza dos homens, nunca deixou de ser Deus.
Destacamos neste capítulo primeiro doze expressões descritivas da Divindade de Jesus:
· Jesus é Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo. 1:1). A expressão Verbo, ou Palavra (Logos no grego) é uma referência à Divindade. “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2:9). A Divindade transpira em Seu Ser, Sua Pessoa e Sua obra.
· Jesus é Eterno: “Ele estava no princípio com Deus” (Jo. 1:2). É auto-existente. Não conhece princípio nem fim de dias. Esta mesma Palavra não era só co-eterna com Deus com respeito ao ser, mas estava eternamente em ativa comunhão com Ele. "Não simplesmente a Palavra com Deus, mas Deus com Deus" (Moulton).
· Jesus é Criador: “Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Jo. 1:3). “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jo. 1:10). E não é apenas Criador, mas também o sustentador do universo, como está escrito: “Sendo Ele o resplendor da Sua glória e a expressa imagem do seu Ser, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder” (Hb 1:3).
· Jesus é a Vida e a Luz: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo. 1:4). “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo” (Jo. 1:9). Ele era a fonte de vida - física, moral e eterna - seu princípio e fonte. Ele tinha vida em Si mesmo, e doravante era uma fonte de onde fluía vida para o homem. A morte não o podia reter, porque nele estava a vida, e Ele se tornou "a Ressurreição e a Vida" para nós. Esta vida era a luz dos homens. A vida que Cristo outorga ilumina os homens. É a Luz do Mundo. Sua luz afugenta a escuridão. Toda a história demonstra que Cristo é a Luz do Mundo; cada alma redimida reconhece o fato. Ele é a própria essência e doador da verdadeira vida de Deus, que projeta Sua luz sobre em todo aquele que nEle crê.
· Jesus é o Caminho para a filiação Divina: “Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no Seu nome” (Jo. 1:12). Crer em seu Nome expressa a aceitação da soma das qualidades que marcam a natureza ou caráter de Sua pessoa. Crer no nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus, é aceitar como verdade a revelação contida nesse título. Estes passarão por uma metamorfose que os converterão de fato em filhos de Deus, marcados pela vida de Cristo.
· Jesus é o Deus encarnado: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo. 1:14). O pré-existente Verbo, por uma decisão de Sua vontade, abdicou por um pouco de Suas prerrogativas de Deus e assumiu a forma e natureza de um homem, nascendo na terra como tal. Mas a vida que manifestou na carne era a do próprio Deus.
· Jesus é o Doador da Graça e da Verdade: “E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo. 1:16,17). Graça por graça significa simplesmente que recebemos por Jesus "abundância" de graça ou favor. Quer dizer "muita" graça; superlativo favor outorgado ao homem; favores superiores aos concedidos sob a lei. Algo superior a todas as outras coisas que Deus pode conferir aos homens. “A graça e a verdade,” isto é, um corpo de doutrinas carregado dos superlativos favores de Deus. Estes favores consistem no perdão, redenção, proteção, santificação, paz aqui, no céu, e doravante.
· Jesus é o Revelador do Pai: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Jo. 1:18). Este verso prova que Jesus tinha um conhecimento de Deus acima de qualquer tipo de revelação que os profetas antigos tiveram. Demonstra ainda que as mais plenas revelações do Seu caráter devem ser esperadas no Evangelho de Cristo. Pela Sua Palavra e pelo Espírito Ele pode nos iluminar e nos dirigir ao conhecimento verdadeiro de Deus. Não há verdade e pleno conhecimento desse Deus que não seja obtido através do Seu Filho.
· Jesus é o Batizador no Espírito Santo: “João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo em água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis. ... E eu não O conhecia, mas o que me mandou a batizar em água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre Ele repousar, esse é o que batiza no Espírito Santo” (Jo. 1:26,33).
· Jesus é Cordeiro de Deus que elimina o pecado: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu” (Jo. 1:29,30). Jesus é aqui identificado com o Cordeiro substituto, anunciando o aspecto vicário da morte do Messias descrita em Isaías 53. João usa o verbo no presente para referir-me a um acontecimento futuro - “tira o pecado” - que se tornaria possível pelo sangue de Jesus vertido no Calvário, e cujos efeitos redentivos seriam extensivos a todos os homens.
· Jesus é o Filho de Deus e Rei: “E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus. ... Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel” (Jo. 1:34,49). Certamente Natanael tem em vista o Salmo 2, quando diz: “Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte. Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei (Sl 2:6,7). Neste Salmo messiânico os caracteres de Filho de Deus e Rei de Sião se encontram na mesma pessoa. Porém, mais do que Rei de Israel, num sentido literal, Seu reino não é deste mundo. Ele é Rei de Israel num sentido espiritual. Também Rei dos santos, quer judeus ou gentios, que Ele conquista pelo Seu poder, e reina em seus corações pelo seu Espírito, e Sua graça, protegendo-os e defendendo-os de todos os seus inimigos.
· Jesus é o Messias: “Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). ... Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo. 1:41,45). Não apenas pelo que ouviram de João, mas pelo contato pessoal com Jesus, foram convencidos de que a Esperança de Israel, o Redentor prometido, o alvo de tantas profecias messiânicas estava no meio deles. Jesus de Narazé era o Messias, o ungido de YHWH.
CONFISSÃO:
Jesus, confesso com a minha boca que creio que és o Deus Eterno, o Criador de todas as coisas, nossa vida e nossa luz: És o Caminho para a filiação Divina, o Deus encarnado, o Doador da graça e da verdade. Tu és o revelador do Pai, o batizador no Espírito Santo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus, és o Filho de Deus, o Rei, o Messias que havia de vir ao mundo para conduzir-nos de volta ao Pai. És digno de meu mais profundo amor e adoração!
Valnice Milhomens