JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O PRÍNCIPE DA VIDA

 

 

TEXTO CHAVE: Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?” (Jo 11:25,26).

 

Estamos diante do mais extraordinário sinal que Jesus fez para atestar que Ele era quem disse ser: Trazer de volta à vida um morto de quatro dias. Ele é o Príncipe da Vida. João já começa seu Evangelho declarando que Ele é o Deus Criador, que Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:4), e termina seu relato informando que tudo quanto escreveu é “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (20:21).

 

Vida, e vida eterna, são temas centrais neste Evangelho:

 

·        “Todo aquele que nele crê tenha a vida eterna” (3:15,16,36). “Pois, assim como o Pai levanta os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem Ele quer” (5:21).

·        Ele tem vida em Si mesmo (5:26), pelo que “dá vida ao mundo” (6:33), pois Ele ó próprio “pão da vida” (6:35).

·        A vontade do Pai é que que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna” e Jesus, o autor da vida, o ressuscitará “no último dia” (6:40).

·        Suas próprias palavras “são espírito e são vida (6:63).

·        Quem O segue “de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida” (8:12).

·        Enquanto Satanás entrou na Terra como ladrão, “para roubar, matar e destruir” Ele veio “para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância” (10:10).

·        Ele mesmo declara, em oração ao Pai pelos Seus discípulos de todas as eras: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que Tu enviaste” (17:3).

·        Por isso exortou: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo” (6:27).

 

Diante de tudo isto só podemos dizer como Pedro: “Para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna E nós já temos crido e bem sabemos que tu és o Santo de Deus. (Jo 6:68,69).

 

O capítulo 11 do Evangelho de João apresenta de forma magistral o glorioso poder de Jesus para conquistar a própria morte, que entrou no mundo como conseqüência do pecado da raça humana. Seu amigo Lázaro, de Betânia, adoecera gravemente. Suas irmãs, Marta e Maria, enviaram um mensageiro para o notificarem a Jesus, mas Ele se deteve e só chegou a Betânia quatro dias após a morte de Lázaro. Muitos dos que tomaram conhecimento da cura do cego de nascença questionavam porque Jesus não impedira aquela morte, curando sua enfermidade. As irmãs lamentavam a demora de Jesus e diziam: “Se Tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.” (11:21) Jesus, então, faz uma declaração assombrosa: “Teu irmão há de ressurgir” (11:23). Diante da incompreensão de Marta, que julga ser uma referência à “ressurreição do último dia” (11:24), o Príncipe da Vida faz ecoar Sua voz Divina na mais gloriosa proclamação sobre Sua própria identidade, proclamação esta que traz em si o despertar das esperanças de vitória sobre o pior dos inimigos, a morte. Eis a nova:

 

“Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?” (11:25-26).

 

Ato contínuo, Jesus é conduzido ao lugar do sepulcro e ordena: “Tirai a pedra” (11:39).  Diante do argumento de Marta, que o defunto já cheira mal, Ele replica: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” (11:40). Tiraram, então, a pedra e Jesus fez a mais linda oração:

“Pai, graças te dou, porque me ouviste. Eu sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão que está em redor é que assim falei, para que eles creiam que tu me enviaste” (11:41-42). O Autor da Vida, Senhor da vida e da morte, dá um brado que faz a todos estremecer: “Lázaro, vem para fora!” E a morte obedece ao Seu comando e entrega a sua vítima. Um morto em estado de decomposição ressuscita dentre os mortos pela palavra do Príncipe da Vida.

 

“Eu Sou a ressurreição e a vida!” Sou o autor ou a causa da ressurreição. Em Mim está a vida. Tenho poder para dá-la e tenho poder para tornar a tomá-la. Quem crê em mim, ainda que prove a morte física, viverá para sempre. O corpo físico, porquanto instrumento do pecado, tornar-se-á pó. Mas o espírito, que provou a morte espiritual, quando perdeu a vida e a comunhão com o Pai, será vivificado pelo poder da ressurreição que Eu sou. Não há vida fora mim. Vida eterna. Vida de Deus.

 

A morte entrou no mundo como conseqüência direta do pecado e passou a todos os homens, visto que todos pecaram. Mas Jesus, o Pastor das Ovelhas, entrou na Terra como Filho do Homem e tomou sobre Si tudo quanto ao homem pertencia. Voluntariamente Ele, “que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5:21). Porquanto se fez pecado, provou a morte em lugar de todos os homens. Mas a morte não o pôde reter. Ele quebrou os grilhões do último inimigo, a morte, e ressurgiu em poder e glória. Na linguagem de Paulo, “tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Co 15:54,55).

 

Quando Jesus se fez pecado por nós e provou a morte em nosso lugar, Ele estava garantindo ao que crê o poder da Sua própria ressurreição. Todos quantos nEle crêem provam Sua vida ressurreta. O escritor da carta aos Hebreus nos informa que “Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também Ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão” (Hb 2:14,15). Aleluia! O estigma da morte for quebrado. Ela não mais nos causa terror. Ainda que nosso corpo baixe à sepultura, porque é pó, nosso espírito crente e redimido se levantará pelo poder da ressurreição de Cristo e desfrutará da vida eterna, com Ele, por toda a eternidade. Mais ainda: por toda nossa existência terrena desfrutaremos o gozo reservado a quem já tem a o Príncipe da Vida como seu Senhor, vivendo Sua vida no poder da Sua ressurreição, em comunhão com o Deus triúno.

 

 

Valnice Milhomens

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O BOM PASTOR

 

 

TEXTO CHAVE: O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10:10,11).

No capítulo 10 do Evangelho de João Jesus contrasta Sua Pessoa com os que pretendiam ser pastores de

 

 

Israel. Três idéias estão presentes:

 

·         Ele entrou no “aprisco das ovelhas” pela porta.

·         Jesus é a porta.

·         Ele é o pastor das ovelhas – o Bom Pastor.

 

Jesus fala por figuras. O aprisco é a Terra. As ovelhas são os homens. A porta é o nascimento físico. O porteiro é o Espírito Santo (Jo 1:1-3). Ele entrou no mundo pela porta. Deus deu a terra aos filhos dos homens (Sl 115:16). Portanto, somente os filhos dos homens, que nasceram na terra como tais, têm direito legal de operar aqui. Satanás agiu como “ladrão e salteador” (Jo 1:1) pulando a cerca e usando o corpo de uma serpente. Mas Jesus nasceu na terra como Filho do Homem, tendo sido gerado no ventre de Maria pelo Espírito Santo. Assim Ele entrou pela porta do nascimento físico, tendo direito legal de operar no planeta. Deus é um Deus de legalidade e tudo quando Jesus fez foi dentro dos princípios de legalidade. O que lhe dava legalidade de operar na terra era sua condição de Filho do Homem, “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4).

 

As ovelhas (raça humana) podem segui-lo porque conhecem a Sua voz. Há muitas vozes no mundo, mas o próprio coração discerne que são vozes de estranhos. Somente a voz de Jesus encontra eco no coração, trazendo esperança e certeza de vida.

 

Jesus é a porta das ovelhas. Ele disse: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.” (10:9). Se o nascimento físico é a porta de entrada na Terra, o nascimento espiritual é a porta de entrada no Reino de Deus. Jesus queria dizer: “Como bom Pastor, agindo dentro da legalidade Divina, entrei na Terra dos homens pelo nascimento físico a fim de Me tornar a porta de entrada dos homens no Reino de Deus, pelo nascimento espiritual.” (10:9). Quem entrar por essa porta será salvo e encontrará “pastagens,” isto é, toda a provisão de que precisa.

 

Jesus é o Bom Pastor. O verdadeiro Pastor que veio para dar vida, vida em abundância (10:10). O Pastor que, sendo prometido, foi enviado às ovelhas perdidas. No caráter de Pastor, morreu pelas ovelhas, resuscitou e dispensa cuidado a cada uma delas. Como Bom Pastor, provê os bons pastos da Sua Palavra e um bom aprisco, a Igreja, para Suas ovelhas. Ele as protege dos seus inimigos, cura suas feridas, restaura suas almas, cuida delas dia e noite para que não se percam, busca-as quando se perdem e vive para elas. 

 

Como Bom Pastor:

 

·      Jesus deu-se a Si mesmo em sacrifício para salvar Suas ovelhas: “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a Sua vida pelas ovelhas” (Jo 10:11). Haverá maior expressão de amor e graça? Quem deu a vida, deu tudo. E se Ele nos deu a própria vida, bem algum nos negará.

·      Jesus concede vida eterna às suas ovelhas, com a garantia de que nada nem ninguém tem poder de roubar-nos dEle: “Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (Jo 10:28,29).

 

Por tudo isso podemos dizer como Davi: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” Ele é a Esperança para o desesperado; Cura para o ferido; Encorajamento para o desanimado; Força para fraco e desalentado; Refrigério para o cansado; Companhia para o solitário; Fé para o descrente e Vitória par o derrotado.

 

“O Senhor é meu pastor.” Em toda a Bíblia encontramos Deus usando essa analogia do Pastor e das ovelhas para falar de Seu relacionamento com Seu povo: “Como pastor Ele apascentará o Seu rebanho; entre os Seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no Seu regaço; as que amamentam, Ele as guiará mansamente” (Is 40:11). Quando você diz “meu pastor”, Ele diz “minha ovelha”. Quando você diz “meu pastor” é um supremo ato de fé; quando Deus diz “minha ovelha”, é um supremo ato da graça.

 

Antes que o Senhor seja o seu pastor, Ele tem que ser o seu Senhor.

 

Você pode ter um relacionamento pessoal com esse Pastor.

 

Se Jesus não é seu Senhor, não é seu Pastor.

 

Ele é o incomparável Pastor. Ele provê às ovelhas tudo que elas necessitam.

 

Cada pastor terreno dá tudo que é necessário para a ovelha. Mas O Grande Pastor não apenas dá o que precisamos, é tudo de que você precisa:

 

 

 

Valnice Milhomens

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É A LUZ DO MUNDO

 

TEXTO CHAVE: Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo (Jo 9:4,5).

 

 

O capítulo nove de João apresenta Jesus como “a Luz do Mundo” que tem poder para abrir os olhos dos cegos, até mesmo de nascença. No capítulo oito Ele já havia declarado ser a Luz do mundo. Ele dissera isto logo após o incidente da mulher apanhada em adultério e levada a Jesus para saber qual seria sua posição em relação à lei de Moisés nesses casos: que fosse apedrejada. Diante do farisaísmo dos acusadores e da vergonha da pecadora, Jesus libera Sua palavra de misericórdia: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem Eu te condeno; vai-te, e não peques mais” (Jo 8:10,11).

 

Este é o momento preciso em que Jesus se apresenta como Luz, declarando: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8:12). A que trevas se referia? Do pecado, da religiosade vã, da distância de Deus. O pecado lançou o homem em trevas espirituais, mas ali estava “a verdadeira Luz que alumia todo homem” (Jo 1:9). Na bela figura usada por Mateus, o povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a luz raiou” (Mt 4:16).

 

Agora Jesus vai pelo caminho e depara-se com um cego de nascença, que nunca tivera o privilégio de ver a luz do dia. Aquela era uma condição meramente física, mas que pode bem retratar o estado espiritual do homem em seu pecado, sem jamais ter provado o gozo de andar na Luz da revelação Divina, do conhecimento e da comunhão com o Seu Criador.

O Mestre pára e decide, movido por Seu amor e graça, mudar o destino daquele cego, realizando em seus olhos que nunca viram a luz do dia um milagre criador. Jó pergunta: Por que se dá luz ao miserável, e vida aos amargurados de ânimo? Por que se dá luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu?” (Jó 3:20,23). Talvez aqui caiba a pergunta: “Por que dar luz ao cego que nem sequer sabia quem era Jesus?” Os olhos são uma parte do corpo da mais elevada relevância. O que não dará alguém por seus olhos? Jesus curara muitos cegos, mas aqui realiza um extraordinário milagre. Não se trata da cura de uma enfermidade, mas de um milagre. O homem nascera cego. Havia uma deformidade na formação do seu corpo no ventre materno. Mas Jesus realiza o milagre:

 

 

Jesus conversa com Seus discípulos sobre o que o motiva a fazer algo por aquele cego, dizendo: “Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (Jo 9:4,5).

 

·       Era a vontade do Pai que Ele fosse ao encontro dos homens em suas necessidades;

·       As obras que Jesus fazia eram as obras do próprio Pai;

·       Ele tinha prazer em devotar-se àquela obra. “Importa.” Ele engajou seu coração na obra da redenção, criando oportunidades para levar Sua luz, tanto aos cegos físicos, quanto aos espirituais.

 

Analisando a história deste cego de nascença, é fácil descobrir que, não apenas seus olhos físicos se abriram para contemplar as obras da criação, mas também seus olhos espirituais foram iluminados e ele foi discernindo a identidade de Jesus. Como a descrição do justo que é “como a luz da aurora, que vai brilhando cada vez mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18), aquele ex-cego foi sendo conduzido pela luz interior a ver Jesus de forma cada vez mais nítida até que O reconheceu como Deus e caiu aos Seus pés em adoração.

 

·         Sua primeira visão de Jesus foi superficial. Apenas um homem: O homem que se chama Jesus fez lodo, untou-me os olhos, e disse-me: Vai a Siloé e lava-te. Fui, pois, lavei-me, e fiquei vendo” (9:11).

·         Com um pouco mais de reflexão, diante da pergunta: “Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? E ele respondeu: É profeta” (9:17). No momento era o máximo que poderia ver: Um profeta, certamente. Embora homem, detentor de uma habilidade sobrenatural.

·         Em meio à discussão acerca da identidade de Jesus e a acusação de que Ele estava pecando por o ter curado em um sábado, o ex-cego tem dificuldade de ver nEle um pecador, e declara: “Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego, e agora vejo” (9:25). Falava a voz da experiência.

·         Confrontado pelos inimigos de Jesus que diziam não saber de onde Jesus era, esse homem revela quanto seu coração estava iluminado pela revelação Divina e declara enfaticamente que Jesus procedia do Pai: “Nisto, pois, está a maravilha: não sabeis donde Ele é, e entretanto Ele me abriu os olhos; sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a Deus, e fizer a sua vontade, a esse Ele ouve. Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer” (9:30-33).

 

Encontrando-se novamente com Jesus, podendo agora contemplá-lo com seus olhos, diante da pergunta da Luz do Mundo: “Crês tu no Filho do homem?” (9:35), ele não tem dúvidas. Não somente confessa em Jesus a sua fé, mas também O adorou (9:38). Jesus era o cumprimento de tudo quanto os profetas disseram. Mais ainda: Era a resposta para todos os anseios do seu coração. Mesmo não podendo compreender com sua mente humana quem esse extraordinário homem; Não sabendo argumentar teologicamente com os fariseus, seu coração é invadido pela Luz de Cristo e responde de forma adequada Àquele que está diante dos seus olhos e é a própria Vida “e a Vida era a Luz dos homens” (Jo 1:4).

 

 

 

Valnice Milhomens

 

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É A VERDADE QUE LIBERTA

 

TEXTO CHAVE: “Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:31,32).

 

A verdade é uma das marcas de Cristo (Jo 1:14) e Ele declarou enfaticamente ser a personificação da verdade (Jo 14:6). Ele é a verdadeira expressão de Deus (Jo 1:1). “A verdade é a realidade em relação aos interesses vitais da alma. É primariamente algo a ser realizado e feito, em vez de algo a ser aprendido ou conhecido. Num sentido mais amplo, é a natureza de Deus encontrando expressão em Sua criação, na revelação, em Jesus Cristo em quem a ‘graça e a verdade vieram’ (Jo 1:17), e finalmente apreendida no homem, aceitando e discernindo de forma prática os valores essenciais da vida, que são a vontade de Deus” (Jo 1:14; 8:32; 17:19; 18:37; 1Jo 2:21; 3:19) (ISBE). A verdade é apresentada na Bíblia como um elemento proeminente na natureza de Deus.

 

Na oração de Jesus em João capítulo 7 Ele identificou a Verdade com a Palavra de Deus: “Santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade” (17:17). Ora Cristo é a Palavra (Jo 1:1). Ele é a Verdade e a vida (14:6). Neste capítulo oito do Evangelho de João é colocado diante de nós o que Ele é em Si mesmo e o que Ele é para os homens.

 

QUEM É JESUS?

 

Jesus é o Defensor do Fraco. Deparamo-nos logo com o incidente da mulher apanhada em adultério e levada a Jesus, com o intuito de O encontrarem em alguma contradição: “Disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?” (8:4,5). Ora, se ela fora apanhada em flagrante, onde estava o homem com quem ela adulterava? Por que não o trouxeram também? Ali estava uma indefesa pecadora nas mãos dos seus acusadores hipócritas. Mas Jesus simplesmente “inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo” (8:6). Diante da insistência deles por uma resposta, “ergueu-se e disse- lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé. Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais” (8:7b-11).

 

Jesus definiu Sua vinda ao mundo como para buscar e salvar o perdido, sarar os doentes, libertar os oprimidos, salvar e não condenar. E aqui de forma magistral Ele se apresenta não como Juiz, mas como o Salvador compassivo que se coloca em defesa do fraco e condenado, para salvá-lo.

Jesus é a Luz do Mundo. “Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8:12). A luz que traz direção à vida. Em meio às trevas da incerteza, da insegurança, do futuro desconhecido, Ele é a luz que dissipa nossas trevas e nos indica o caminho a seguir. Isto traz segurança certeza e convicção de que seremos conduzidos a porto seguro.

 

Eis a verdade: Quem segue a Cristo não andará nas trevas de um espírito não regenerado, perdido, cego à realidade de Deus, de Seu Filho Jesus Cristo e de si mesmo, não sabendo quem é, onde está e para onde vai. As trevas da ignorância darão lugar à luz do conhecimento de Deus e dos Seus maravilhosos planos de redenção.

 

Terá a luz da vida:” A graça de Deus habitando agora no coração. Como a fonte de água viva jorrando para a vida eterna, assim é a luz que brilha, com crescente intensidade, até atingir o dia perfeito. Assim como as trevas e a morte, a vida e a luz caminham de mãos dadas. A graça que ilumina, também conforta com a luz e vida eternas. Uma luz que jamais será extinta, e uma vida que durará para sempre, com prazeres e gozo que nunca desvanecerão.

 

Jesus é Deus. “Disse-lhes Ele: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo” (8:23). Jesus contrasta a origem dos seus ouvintes com a Sua própria. “Sois de baixo,” isto é, nascidos de natureza terrena, corrompida pelo pecado e inclinados aos baixos instintos da carne, capazes das mais terríveis distorções do caráter, ao ponto de quererem matá-lo. Filhos do Diabo por natureza, inclinados à satisfação dos seus desejos, da mentira e do próprio homicídio (8:44).

 

Quando Jesus declara “Eu sou de cima”, refere-se à Sua pessoa e natureza divina. Ele era Deus, o Filho de Deus, o unigênito do Pai, que estava temporariamente no mundo por causa de uma missão salvadora. Suas palavras de verdade, atitudes de amor e graça e obras de misericórdia, davam testemunho de Sua origem Divina. Por isso também declarou: “antes que Abraão existisse, eu sou” (8:58). “De eternidade a eternidade Tu és Deus” (Sl 90:2). “Eu sou” aplica-se a uma existência contínua, passada, presente e futura. Fala da Sua pré-existência. De acordo com as notas do comentarista Calmet, “Eu sou por toda a eternidade. Eu existo antes de todas as eras. Considerais que sou apenas a pessoa que vos fala, e que apareceu a vós dentro de um tempo particular. Mas para além dessa natureza humana, que julgais conhecer, há em Mim uma natureza Divina e eterna. Ambas, unidas, subsistem juntas em minha pessoa. Abraão sabia como distingui-las. Ele me adorou como seu Deus e desejou-me como seu Salvador. Ele me contemplou em minha eternidade, e predisse minha vinda ao mundo.” (8:56)

 

Jesus é a Verdade que Liberta. “Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:31,32). Jesus está falando da libertação da escravidão do pecado. Esta libertação é conquistada somente por Cristo. Liberdade (intelectual, moral, espiritual) só é alcançada quando somos libertos das trevas, do pecado, da ignorância, da superstição, e deixamos que a Luz da Palavra brilhe sobre nós e em nós. O pecado não apenas nos trouxe todo tipo de escravidão, mas nós mesmos nos tornamos escravos por natureza. “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (8:34). Vendidos, portanto, à escravidão do pecado, temos uma única esperança: Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, a Palavra Criadora, que tem o poder de quebrar nossas cadeias, arrancar –nos da escravidão e fazer-nos de novo, gerando em nós um novo homem, uma nova mulher, livres do Diabo, do pecado, da condenação e da morte. E quando Jesus nos liberta somos verdadeiramente livres e permaneceremos em Sua Palavra (8:36).

 

 

 

Valnice Milhomens

 

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É A ÁGUA DA VIDA

 

 

TEXTO CHAVE: “Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7:37,38). 

 

A sede é um dos apetites naturais mais fortes no ser humano. Podemos viver muitos dias sem alimento, mas não sem água. Além do seu significado natural, a sede é usada figurativamente para descrever um forte, ardente desejo espiritual. O Salmista expressa a intensidade da sede de Deus, dizendo: “Como a corça anseia pelas correntes das águas, assim a minha alma anseia por Ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sl 42:2). “Ó Deus, Tu és o meu Deus; ansiosamente Te busco. A minha alma tem sede de Ti; a minha carne Te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água” (Sl 63:1).

 

Jesus convida o sedento a beber dEle. O texto de hoje fala do último dia da Festa de Tabernáculos, que tem um grande significado e era celebrada com vários rituais simbólicos, todos cumpridos em Jesus. “O grande dia da festa” era assim chamado por várias razões:

 

·        Por causa da assembléia solene e da cena de encerramento;

·        Porque nos dias anteriores ofereciam sacrifícios por si e pelas nações pagãs, mas neste dia somente por eles;

·        Porque era para eles um dia santo, quando se abstinham de todo trabalho;

·        Neste dia encerravam a leitura da Torah (Bíblia);

·        Neste dia oravam para que Deus enviasse as chuvas do ano. Começava a estação das chuvas, que “descia pelo poder de Deus;”

·        Por causa da cerimônia da tirada da água do poço de Siloé, que era derramada sobre o altar, diante de Deus, “para que as chuvas do ano sejam abençoadas para vós. ” Esse derramar da água era também interpretado como o derramar do Espírito Santo.

 

É interessante ter em mente o contexto no qual Jesus, “pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.” Possivelmente era o fim da cerimônia das águas, uma tradição de origem desconhecida. Em meio à grande alegria e solenidade era tirada água da fonte de Siloé e levada ao templo ao clangor de trombetas (shofar) e explosão de dança e alegria, ligando o fato a Isaías 12. É dito que quem nunca vira o regozijo naquele lugar quando aquela água era tirada, “nunca viu qualquer regozijo em sua vida.” Era o espírito da profecia cantada:

 

Portanto com alegria tirareis águas das fontes da salvação. E direis naquele dia: Dai graças a YHWH, invocai o Seu nome, fazei notórios os Seus feitos entre os povos, proclamai quão excelso é o Seu nome. Cantai a YHWH; porque fez coisas grandiosas; saiba-se isso em toda a terra (Is 12:3-5).

 

Nessa atmosfera a água entrava no templo em uma jarra de ouro. Ouvia-se o toque do shofar, os gritos de júbilo e um sacerdote levava a água ao altar. Tomava duas bacias, uma com água e outra com vinho e misturava os dois elementos. A água e o vinho misturados eram derramados sobre o sacrifício. Sons de júbilo enchiam o templo!

 

Naquele ano algo novo entrou em cena. Jesus se pronunciou a respeito dessa efusão dos dons e das graças do Espírito de Deus. Ele se levantou e falou em alta voz, com fervor e intensidade, para que todos O ouvissem: Quem tem sede, venha a mim e beba.” Não a sede física, mas a espiritual. Diante de todos estava o cumprimento de tudo quando a Festa dos Tabernáculos representava. Ali estava Deus mesmo, em forma de homem, tabernaculando entre os homens (Jo 1:14). Ele tomara o tabernáculo (morada temporária) de um corpo humano, mas era a própria fonte da água da vida. Era a fonte da salvação de onde todos, com alegria, poderiam beber. Ali estava o que dá as chuvas do Espírito Santo. “Aquele dia” de Isaías 12:3 tornara-se “o grande dia.” Estavam vivendo o dia da salvação. Estavam diante da fonte da salvação. A água da vida jorrava do próprio Cristo que estendia e continua a estender um convite gracioso a todo sedento para que beba dEle mesmo e experimente o verdadeiro gozo que brota de um coração que encontrou sua razão de existir em seu Deus, Criador e Redentor.

 

Hoje Jesus continua se dirigindo a cada coração sedento, disposto a ser a resposta para todos os anseios da alma. Seu convite ecoa hoje por toda a terra:

 

·        “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Is 51:1).

·        Vinde a Mim, não a Moisés e suas leis cerimoniais que eram apenas sombras e ilustrações do que Eu sou. Não às meras práticas religiosas, que são cisternas rotas, sem água, onde não há verdadeira alegria, paz, justiça, perdão e redenção a serem oferecidos.

·        Vinde a Mim, que sou a fonte de águas vivas, pois “aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (Jo 4:14).

·        Vinde a Mim, que sou como rios em terra seca invadindo vosso ser com o refrigério que faz reviver a alma sedenta.

·        Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7:37,38). Meu próprio Espírito transbordará em vossas vidas. Fará de vosso coração Sua morada na terra e vos trará a plenitude do próprio Deus. Conhecereis a minha salvação que gerará em vós o supremo gozo que nada nem ninguém poderá tirar.

·        Vinde a Mim, sedentos, e bebei da Fonte da Água da Vida que Eu mesmo sou e encontrareis a vossa própria razão de existir.

 

 

Valnice Milhomens

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O PÃO DA VIDA

 

TEXTO CHAVE: Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (Jo 6:51). 

 

O Deus indefinível revela a natureza do Seu Ser através do Seu Nome YHWH (Yahweh): “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3:14). Aqui está uma expressão difícil de ser definida. A Septuaginta a coloca como “Eu sou o que existe.” Ela refere-se ao real ser de Deus, Sua auto-existência e que Ele é o Ser dos seres. Denota também Sua eternidade, imutabilidade e fidelidade cumprindo Suas promessas no passado, presente e futuro. “Eu sou o que sou, no presente: Eu sou o que tenho sido no passado; e sou o que serei o que Eu sou, no futuro.”

 

Ao nome YHWH Deus acrescentou vários outros nomes, formando compostos, como: Yahweh Shalom (Paz), Yahweh Rafa (Cura), Yahweh Nissi (Bandeira), etc. Cada nome expressando um aspecto da Sua natureza em seu relacionamento redentivo com o homem. Todos os nomes revelados, juntos, ainda não expressam tudo que Ele é. O mesmo ocorre em relação a Jesus Cristo. Os diversos nomes que Ele atribui a Si mesmo expressam aspectos da Sua natureza em seu relacionamento com a humanidade como o Deus encarnado (Jo 1:14). Ele é o Filho de Deus vivendo entre nós como Filho do Homem.

 

No capítulo seis do Evangelho de João Ele se apresenta como o “Pão da Vida.” Depois de alimentar a multidão através do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes o povo maravilhou-se e dizia: “Este é verdadeiramente o profeta que havia de vir ao mundo. Percebendo, pois, Jesus, que estavam prestes a vir e levá-lo à força para o fazerem rei, tornou a retirar-se para o monte, Ele sozinho (Jo 6:14,15). Os discípulos atravessaram o lago de barco. Jesus foi mais tarde, andando sobre as águas e os encontrou em meio a uma tempestade, mas juntou-se a eles no barco e seguiram viagem juntos, em meio à bonança. A multidão foi a pé, circundando o lago, a procura de Jesus.

 

O Mestre aproveitou a oportunidade para levar a multidão a tirar os olhos do pão que perece e buscar o Pão que desceu do céu. Ele declarou: “Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo” (Jo 6:26,27).

 

Jesus chamou a atenção dos seus ouvintes para outro tipo de pão. Apresentou-se, então, explicitamente como este Pão. Deus nos criou e colocou dentro de nós um vazio que tem a forma de Deus. Uma fome dEle mesmo. Nem sempre sabemos decifrar o suspiro do nosso ser. É o grito indefinível da criação com saudades do seu Criador. Só Ele pode preencher o vazio, saciar a fome, responder ao clamor. Quando Jesus se apresenta como o “Pão da Vida” está revelando que é nEle que encontramos o alimento e a verdadeira vida eterna, o zoe divino, isto é, a qualidade da vida de Deus que foi revelada nEle, Seu Filho.

 

“Pão” é uma figura para destacar um aspecto da obra redentora de Jesus. Buscamos o alimento material para conservar nossos corpos vivos. Fazemo-lo todos os dias. É um ato de auto-preservação. Mas o que comemos hoje não serve para amanhã. E a despeito de comermos todos os dias, várias vezes por dia, alimentando nossos corpos, chega a hora em que eles não mais terão capacidade de receber o alimento e morrerão. Todavia o nosso ser é mais que um corpo físico. Somos um ser espiritual. Temos um espírito que teve princípio de dias, mas jamais deixará de existir. E a qualidade dessa existência depende do alimento que receber enquanto estiver no corpo físico na Terra.

 

Jesus mesmo é o alimento, o Pão espiritual que Ele descreve no sexto capítulo do Evangelho de João:

 

·       Jesus é Presente de Deus: “O verdadeiro pão do céu (6:32).”

·       Ele desceu do céu como “o pão de Deus” para dar vida ao mundo (6:33). 

·       Jesus é “o Pão da vida” que alimenta o faminto espiritual e dessedenta o que tem sede interior: “Aquele que vem a mim de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede” (6:35)

·       Jesus é “o Pão Vivo que desceu do céu.” Ele disse: “se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que Eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (6:50), quer dizer, a própria vida, o corpo partido e o sangue derramado.

 

Alimentar-se do Pão que é Jesus, é vir a Ele e convidá-lO a entrar em sua vida como único Salvador e Senhor. É receber o presente de Deus que Ele oferece como simples expressão do Seu amor, misericórdia e graça para conosco, miseráveis e vis pecadores. Todo aquele que abraça esse presente de Deus:

 

·         Tem a vida eterna e Jesus o ressuscitará no último dia (6:54); 

·         Experimenta uma profunda comunhão com Jesus porque permanece nEle, e Jesus nele (6:56);

·         Alimenta-se de Jesus e viverá por Ele (6:57). Ligado à Fonte de todas as bênçãos, prova toda sorte de provisão.

 

Hoje podemos chegar ao Pão Vivo que desceu do Céu, Pão de Deus, Pão da Vida, como nosso sustento, alimento e a própria vida, a vida eterna, e com Ele viveremos aqui na Terra e para sempre (6:58).

 

Quando Jesus se apresentou como Pão, muitos não O compreenderam e O abandonaram, pelo que Ele se dirigiu aos doze discípulos e perguntou-lhes: “Quereis vós também retirar-vos?” (6:67). Na resposta de Pedro nós hoje encontramos a nossa própria declaração de fé:

 

“Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós já temos crido e bem sabemos que Tu és o Santo de Deus” (6:69,70). Jesus, Tu és tudo que o nosso ser deseja, Tu és nosso TUDO!

 

 

Valnice Milhomens

 

 

 

JESUS, FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, É O GRANDE MÉDICO

 

TEXTO CHAVE: “Disse-lhes, pois, Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho de Si mesmo nada pode fazer, senão o que vir o Pai fazer; porque tudo quanto Ele faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama ao Filho, e mostra-lhe tudo o que Ele mesmo faz; e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis” (Jo 5:19,20).

 

 

O apóstolo Pedro, ao pregar na casa de Cornélio referiu-se ao ministério de Jesus nestes termos: “Deus O ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele” (At 10:38).

 

Dentre os males que o pecado gerou na vida dos homens, estão as enfermidades que tanto os atormentam, afligem, empobrecem e matam. Mas o Filho de Deus, detentor de toda autoridade e poder, identificado com a humanidade sofredora, como Filho do Homem, veio também como o Grande Médico para sarar as enfermidades, tanto espirituais quanto emocionais e físicas. Os profetas O apresentaram como o sol da justiça que traz “cura em suas asas.” Ele não somente “foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades” (Is 53:5), mas “verdadeiramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores” (Is 53:4). Por isso, “pelas “Suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:5). Disso testemunhou Mateus ao escrever:

 

“Caída a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e Ele com a Sua palavra expulsou os espíritos, e curou todos os enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças” (Mt 8:16-17).

 

E como Ele tomou o que era nosso sobre a cruz, o que inclui pecados, enfermidades e todas as maléficas conseqüências do pecado de Adão, podemos nos levantar hoje na legalidade do que foi realizado através do Calvário e declarar que as enfermidades não têm direito de nos atormentar. Há um caminho aberto para a cura. Há um rio de cura que emana do Calvário no qual podemos mergulhar.

 

Quando o Evangelho de João apresenta Jesus como o Grande Médico (capítulo 5), destacando a cura como um dos sinais que atestam que Ele é o Cristo, ressalta o aspecto compassivo da Sua natureza e a integralidade da Sua obra, tocando o homem em todas as esferas da sua existência. Cura física é parte da obra da redenção. Durante todo o Seu ministério Jesus exerceu sua autoridade para curar todo tipo de enfermidade. No relato do quinto capítulo de João encontramos algumas marcas do Seu caráter como o Grande Médico, que vale a pena salientar:

 

 

Jesus, que revelou em Seu ministério ser o Grande Médico, continua liberando Seu poder sarador. Aquele que pelo poder de Sua Palavra criou, sustenta e dirige todas as coisas é “o mesmo ontem, hoje, e o será eternamente.” Ele continua interessado e disponível a liberar Seu poder que sara:

·      O espírito, redimindo-o do pecado e regenerando-o, transmitindo-lhe vida;

·      A alma ferida com toda sorte de aflição, rejeições e traumas, trazendo paz e bem-estar emocional;

·      O corpo assolado por enfermidades, trazendo restauração, alívio e saúde.

 

Continuamos a ser o alvo do amor de Jesus, que passa por bilhões de criaturas para vir a você e a mim, na qualidade de Grande Médico pessoal, em nossa necessidade. Ele conhece a nossa situação, ouve o nosso clamor e opera a nosso favor movido por Seu amor e compaixão.

 

Jesus continua envolvido no ministério de cura, pelo que podemos estender o braço da fé e nos apropriar do que Ele já proveu para nós no Calvário. Deus não preparou um sem número de soluções para as nossas inúmeras necessidades. Ele proveu uma única todo suficiente solução, que toca todas as áreas de nossas necessidades: a obra da redenção efetuada por Jesus Cristo, pelo poder de Sua morte, sepultura e ressurreição.

 

O modo de nos apropriarmos da cura é o mesmo para receber toda sorte de bênção das mãos do Pai: a fé. Fé é tomar por verdadeira a Palavra de Deus. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb 11:1). O fundamento da nossa fé é Deus, que não pode mentir e Sua Palavra que não pode falhar. E ela enfaticamente declara: “Levando Ele mesmo os nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (2 Pe 2:24).

 

Do ponto de vista da obra do Calvário já fomos sarados, quando Jesus carregou com as nossas enfermidades. Hoje temos apenas que nos apropriar do que já é nosso em Cristo Jesus. Portanto, estendamos hoje o braço da fé tomemos posse de uma vida plena da saúde que brota das feridas de Jesus em nosso lugar.

 

 

Valnice Milhomens