TEMA: JESUS, FONTE DE TODAS AS BÊNÇÃOS

 

TEXTO: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef 1:3).

 

YHWH é um Deus abençoador.

 

A bênção fala de tudo que é bom e todo bem que procede de nosso Deus amoroso. É o oposto da maldição. "Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança" (Tg. 1:17).

 

*   A primeira coisa que fez após criar o ser humano foi abençoá-lo (Gn 1:18). E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou...” (Gn 1:27,28a).

*   Sempre que YHWH estabeleceu uma aliança, a primeira coisa que fez foi abençoar. Ex.: Com Abraão - "De ti farei uma grande nação, e te abençoarei...” (Gn. 12:2).

*   Sobre todos os filhos de Israel a bênção de YHWH deveria ser proferida todos os dias: "Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: YHWH te abençoe e te guarde... (Nm. 6:23-27).

 

AS BÊNÇÃOS NA ANTIGA ALIANÇA

 

Nos termos da aliança entre Deus e o povo de Israel, toda sorte de bênçãos seria a herança dos que andassem em obediência aos seus mandamentos (Deuteronômio 28). “...virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos:

 

*     Permanente estado de Bem-aventurança. Onde quer que estiveres: “Bendito serás tu na cidade e bendito serás no campo” (v. 3)

*     Prosperidade em tudo quanto possuíres. Em tudo o que tiveres. “Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas” (v. 4).

*     Abundante provisão. Em todo o teu sustento: “Bendito o teu cesto e a tua amassadeira” (v. 5).

*     Em todos os teus afazeres: “Bendito serás ao entrares e bendito, ao saíres” (v. 6).

*     Em todas as batalhas, a mais completa vitória: “YWHW fará que sejam derrotados na tua presença os inimigos que se levantarem contra ti; por um caminho, sairão contra ti, mas, por sete caminhos, fugirão da tua presença” (7).

*     Um depósito de bênção total que te lança no caminho da plena prosperidade: “YWHW determinará que a bênção esteja nos teus celeiros e em tudo o que colocares a mão; e te abençoará na terra que te dá YWHW, teu Deus” (v. 8).

*     Na posição de propriedade exclusiva de Deus, separado para o Seu uso, louvor e glória: “YWHW te constituirá para si em povo santo, como te tem jurado, quando guardares os mandamentos de YWHW, teu Deus, e andares nos seus caminhos” (v. 9).

*     Uma posição de dignidade que infunde respeito e temor: “E todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome de YWHW e terão medo de ti” (v. 10).

*      Bênção total: “YWHW te dará abundância de bens no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que YWHW, sob juramento a teus pais, prometeu dar-te” (v. 11).

*      Superabundante provisão: “YWHW te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo e para abençoar toda obra das tuas mãos; emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado” (v. 12).

*     Posição de liderança. “YWHW te porá por cabeça e não por cauda; e só estarás em cima e não debaixo, se obedeceres aos mandamentos de YWHW, teu Deus, que hoje te ordeno, para os guardar e cumprir” (13).

 

AS BÊNÇÃOS NA NOVA ALIANÇA

 

São firmadas em melhores promessas

 

Quando o autor da carta aos Hebreus fala da supremacia do sacerdócio de Cristo, destaca o nível superior da Nova Aliança em Cristo, declarando: “Mas agora alcançou Ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas (Hb 8:16). Ora, a aliança vem em forma de promessas e as promessas são manifestações de bênçãos. Se as bênçãos apresentada nos termos da antiga aliança são maravilhosas, o que dizer das que Cristo nos garante? Elas excedem em sua abrangência e glória.

 

São conquistadas pelo sacrifício de Jesus na cruz

 

A raiz do problema: O homem precisa da bênção porque se encontra em maldição. Esta é conseqüência do pecado da raça e da transgressão individual, voluntária. Como o homem já nasce em pecado é-lhe impossível garantir uma vida de bênção pela sua simples obediência. Portanto, Deus lidou com a raiz do problema. Enviou Jesus Cristo que, pele sua morte na cruz, “nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito” (Gl 3:13,14).

 

A solução do problema: Coloque isto no seu coração: Toda a mensagem do Evangelho gira em torno de um único evento histórico: a morte sacrificial de Jesus na cruz. Portanto, quando Paulo diz que Deus nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos, apressa-se a concluir: “em Cristo.” Você quer saber o que Ele lhe garantiu por Sua morte? Basta ler as cartas de Paulo e marcar todas as vezes onde aparece a expressão “em Cristo”, “nEle”, “com Cristo”, “por meio dEle”, ou similares. Não há bênção que não lhe esteja garantida nEle. Pode levantar-se, lançar para trás o passado de maldição e correr para os braços de Jesus que, por Seu amor e graça, já lhe garantiu acesso à fonte inesgotável de todo o bem: Ele mesmo.

 

O SIGNIFICADO DA MORTE EXPIATÓRIA DE JESUS

 

Convém entender o que a Bíblia nos ensina sobre onde se encontra o caminho para todas as bênçãos. Lemos em Hebreus 10:14: “Porque com uma só oferta (sacrifício) tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados.” Há aqui duas palavras poderosas combinadas: "aperfeiçoado" e "para sempre ". Juntas elas apontam para o sacrifício que compreende cada necessidade de toda a raça humana. Seus efeitos se estendem através dos tempos e se projetam na eternidade.

É na base desse sacrifício que Paulo declara: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus. (Fp 4:19).Cada uma das necessidades " abrange a libertação que você procura de toda maldição e a experiência de “toda sorte de bênçãos” em Cristo. Nunca esqueça: Somente em Cristo, a Fonte permanente de toda bênção espiritual, emocional, volitiva, física, familiar, financeira... Nomeie-se.

 

Um Princípio Eterno

 

Deus não proveu muitas diferentes soluções para a multidão de problemas da humanidade. Em vez disso, Ele nos oferece uma toda suficiente solução, a qual é Sua resposta para cada problema. Para receber a solução de Deus e entrar em Seu rio inesgotável de bênçãos, todos precisamos percorrer o mesmo caminho que nos abriu, e chegar ao mesmo lugar: a cruz de Jesus.

 

Um Problema Crônico: A Iniqüidade

 

Isaías fala de um "servo do Senhor "  (53:10) cuja alma deveria ser oferecida a Deus como oferta pelo pecado. Os escritores do Novo Testamento o identificam como sendo Jesus. O propósito divino cumprido pelo Seu sacrifício é sintetizado em Isaías 53:6: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas YWHW fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos. (Isaías 53:6).

 

Aqui está um problema básico universal da humanidade: temos seguido nosso próprio caminho. Em assim agindo, voltamos nossas costas a Deus. A palavra que sintetiza isso é avon, traduzido aqui por iniqüidade. A palavra portuguesa mais próximo seria rebelião contra Deus. Mas avon descreve não meramente a iniqüidade, porém também a punição ou más conseqüências que a iniqüidade traz consigo. Em seu sentido mais abrangente avon significa não simplesmente iniqüidade, mas também todas as más conseqüências que o juízo de Deus traz sobre a iniqüidade.

 

Uma Troca sem Igual

 

Isso se aplica ao sacrifício de Jesus na cruz. Ele não era culpado de pecado. "... nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca” (Is 53:9). Mas o versículo 6 declara: “...mas YHWH fez cair sobre Ele a iniqüidade (avon) de nós todos” (Is 53:6). Jesus não apenas foi identificado com nossa iniqüidade. Ele também suportou todas as más conseqüências daquela iniqüidade.

 

Aqui está o verdadeiro significado e propósito da cruz. Uma troca Divina teve lugar. Primeiro, Jesus suportou em nosso lugar todas as más conseqüências que eram devidas à nossa iniqüidade, satisfazendo a justiça Divina. Agora, em troca, Deus nos oferece todo o bem que era devido à obediência sem pecado de Jesus.

 

Em poucas palavras, o mal que nos era devido veio sobre Jesus para que, em troca, o bem da vida de Jesus nos pudesse ser oferecido. Deus é capaz de oferecer isso sem comprometer sua justiça eterna, porque Jesus suportou em nosso lugar todo justo castigo devido à nossa iniqüidade. Tudo isso provém exclusivamente da indizível graça de Deus e é recebido exclusivamente pela fé.

 

As Escrituras revelam muitos diferentes aspectos da troca, e muitas diferentes áreas às quais ela se aplica. Em cada caso, no entanto, está claro o mesmo princípio: o mal veio sobre Jesus para que o bem correspondente pudesse nos ser oferecido.

 

BÊNÇÃOS GARANTIDAS PELA TROCA DO CALVÁRIO

 

Está estabelecido um princípio: Toda bênção que recebemos de Deus está firmada no direito legal garantido por Cristo na cruz. Nada merecemos, senão a condenação e a morte eterna. Mas Cristo sofreu tudo isso em nosso lugar a fim da abrir o caminho de volta ao lugar da bênção, junto ao coração do Pai. Tudo pela troca desigual, mas graciosa.

 

O dois primeiros aspectos dessa troca são revelados em Isaías 53: “Verdadeiramente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo (punição) que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras (feridas) fomos sarados. (Isaías 53:4-5).

 

Duas verdades: uma física e outra espiritual. No plano espiritual, Jesus recebeu a punição devida às nossas transgressões. Ele foi condenado, para que pudéssemos ser perdoados e ter paz com Deus (Rm 5:1). No plano físico, Jesus levou nossas doenças e dores para que através de Suas feridas sejamos sarados.

 

A aplicação física da troca é confirmada em duas passagens do Novo Testamento. Ambas se referem à Isaías 53: 5-6: “E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e Ele com a sua palavra expulsou dEles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças (Mt 8:16-17). Levando Ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. (1 Pe 2:24).

 

A dupla troca descrita nesses versículos pode ser sintetizada nos duas primeiras bênçãos do “Calvário”.

 

1. Jesus foi punido para que sejamos perdoados.

 

2. Jesus foi ferido, para que sejamos sarados.

 

O terceiro aspecto da troca é revelado em Isaías 53:10: "quando der Ele a sua alma como oferta pelo pecado. " Na cruz, o pecado de todo mundo foi transferido para a alma de Jesus. O resultado é descrito no verso 12: “porquanto derramou sua alma na morte”

 

Pela sua morte sacrificial e substituta, Jesus fez expiação pelo pecado de toda a raça humana. Em 2 Coríntios 5:21 Paulo se refere a Isaías 53:10 e ao mesmo tempo apresenta o aspecto positivo da troca:  “Àquele que não conheceu pecado, Deus O fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5:21). E aqui está a terceira bênção:

 

3. Jesus foi feito pecado com a nossa pecaminosidade, para que nos tornemos justos com a Sua justiça.

 

O próximo aspecto da troca é o seguimento lógico da anterior. Toda a Bíblia enfatiza que o resultado do pecado é a morte. Ezequiel 18:4 declara: "a alma que pecar, essa morrerá "  Tiago 1:15 declara "o pecado uma vez consumado, gera a morte. " Quando Jesus se identificou com nosso pecado, era inevitável experimentar a morte, que é o resultado do pecado. Hebreus confirma isso, dizendo: “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hb 2:9).

 

A morte que Ele morreu é o resultado inevitável do pecado humano que Ele tomou sobre Si. Ele levou o pecado de todos os homens, então morreu a morte que era devida a todos os homens. Em troca, Jesus agora oferece o dom da vida eterna aos que aceitam seu sacrifício substituto. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6:23). E eis a gloriosa quarta bênção:

 

4. Jesus morreu nossa morte para que vivamos Sua vida

 

Um quinto aspecto da troca é apresentado por Paulo em 2 Coríntios 8:9: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.”

 

Quando Ele se fez pobreza? Muitos O descrevem vivendo pobre durante todo Seu ministério, o que não é correto. Ele não carregava muito dinheiro, mas nunca teve falta. Quando Ele enviou Seus discípulos, nada lhes faltou (Lc. 22:35). Longe de ser pobre, Ele e Seus discípulos adotaram uma prática regular de dar aos pobres (Jo 12:4-8; 13:29).  Podia usar métodos não convencionais, como tirar dinheiro do peixe e multiplicar pães e peixes, mas Ele sempre teve tudo que Ele necessitava para fazer a vontade de Deus em Sua vida.

 

Portanto, quando Ele Se tornou pobre? Na cruz. Moisés sintetiza a pobreza absoluta em quatro expressões, em Deuteronômio 28:48: fome, sede, nudez e falta de tudo. Jesus provou isso em sua plenitude na cruz:

 

ü     Ele estava com fome. Não comeu por quase 24 horas;

ü     Ele estava com sede. Uma de suas últimas palavras foi: "tenho sede" (Jo. 19:28);

ü     Ele estava nu (Jo 19:23);

ü     Faltava-lhe tudo. Quando morreu foi sepultado em pano e túmulo emprestados (Lc 23:50-53).

 

Em 2 Coríntios 9:8 Paulo apresenta mais completamente o lado positivo da troca: “E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra.” Reveladora a quinta bênção:

 

5. Jesus se tornou pobre com nossa pobreza, para que nos tornemos ricos com Suas riquezas;

 

A troca da cruz cobre também o sofrimento emocional resultante da iniqüidade do homem. Duas das feridas mais cruéis são a vergonha e a rejeição. Ambas vieram sobre Jesus na cruz.

 

A vergonha pode variar da intensidade do embaraço agudo a um senso de indignidade que corta uma pessoa de uma comunhão significativa com Deus ou com o homem. Uma das causas mais comuns é alguma forma de abuso sexual ou molestação na infância. Freqüentemente isto deixa marcas que só podem ser curadas pela graça de Deus.

 

 Falando de Jesus na cruz, o escritor dos Hebreus diz: "Ele suportou a cruz, não fazendo caso da vergonha..." (Hb 12:2). A execução na cruz era a mais vergonhosa forma de morte, reservada aos mais baixos criminosos. A pessoa era completamente despida e assim exposta aos que passavam e zombavam dela. Esse foi o grau da vergonha que Jesus suportou pendurado na cruz ( Mt 27:35-44). O propósito de Deus é trazer aos que confiam nEle Sua glória eterna. “Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles” (Hb 2:10).

 

A vergonha que Jesus suportou na cruz abriu o caminho para todos quantos confiam nEle ser liberados de sua própria vergonha. Não somente isso, mas Eles podem compartilhar da glória que Lhe pertence por direito eterno.

 

Outra ferida ainda mais agonizante que a vergonha e a rejeição. Normalmente ela procede de relacionamentos quebrados. Pode começar na infância pelos próprios pais. A rejeição pode ser ativa, expressa em dureza, modos negativas, o pode ser simplesmente um fracasso em mostrar amor e aceitação. Se uma mulher grávida entretém sentimentos negativos em relação ao bebê no útero, a criança provavelmente nascerá com senso de rejeição, o qual poderá acompanhá-lo por toda a idade adulta e até a sepultura.

 

A provisão de Deus para a cura da ferida da rejeição é registrada em Mateus 27: 46,50, que descreve o clímax da agonia de Jesus:  “E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? ... E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito”.

 

Jesus identificou-Se tanto com a iniqüidade do homem que a santidade de Deus o levou a rejeitar Seu próprio Filho. Deste modo Jesus suportou a rejeição da forma mais agonizante: Rejeição do próprio Pai. Quase imediatamente depois disso, Ele morreu, não das feridas da crucificação, mas de um coração quebrado. Ele cumpriu assim o quadro profético do Messias dada no Salmo 69:20: “Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo; esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei.”

 

Mateus continua imediatamente: “Eis que o véu do tempo se rasgou de alto a baixo.” Isso demonstra simbolicamente que o caminho havia sido aberto para que um homem pecador pudesse entrar em comunhão direta com um Deus Santo. A rejeição de Jesus abriu caminho para sermos aceitos por Deus como Seus filhos, vertade tão bem sintetizada por Paulo:

 

“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado” (Ef 1:5-6).

 

E dessa realidade brotam duas bênçãos de graça, que tocam os dois aspectos emocionais da troca do Calvário:

 

6. Jesus levou nossa vergonha para que compartilhemos da Sua glória;

 

7. Jesus  suportou nossa rejeição para que tenhamos Sua aceitação como filhos de Deus.

 

Conclusão:

 

Os sete aspectos analisados cobrem as necessidades mais básicas do homem.  Não há necessidade resultante da rebelião do homem que não seja coberto pelo mesmo princípio de troca: o mal veio sobre Jesus para que o bem nos fosse oferecido. Uma vez que aprendemos a aplicar este princípio em nossas vidas, a provisão de Deus será liberada para cada necessidade. Só temos que estender o braço da fé e receber a dádiva de amor que expressa quão grande é o amor o Pai, quão abrangente a Sua redenção e quão profunda a obra do Calvário.

 

Qual a bênção pela qual hoje seu ser suspira? Absolutamente nada lhe será negado em Cristo. Venha à FONTE DE TODA A BÊNÇÃO, pois o de que você realmente precisa é de JESUS. Nele toda sorte de bênção, por causa da cruz se torna seu direito.

 

Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? (Rm 8:32).