TEMA: JESUS, A NOSSA CURA
TEXTO: “Verdadeiramente
Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre Si; e
nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas Ele foi ferido por
causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o
castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos
sarados” (Isaías 53:4,5).
Cada um de nós hoje aqui terá que enfrentar um inimigo inevitável: a morte. Todo o nosso ser rejeita esta idéia e é dominado por um senso de reverência e temor ante a possibilidade de encará-la. O homem não foi feito para morrer. Se ele pudesse, tudo daria para jamais provar a morte. Esse sentimento existe porque Deus “tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade” (Ec. 3:11).
O pecado foi o responsável pela entrada dessa terrível inimiga, a morte, na trajetória humana. Paulo declara que “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram” (Rm 5:12). E para complicar, a morte é antecedida de uma verdadeira fila de “batedores” de enfermidades físicas que debilitam e causam toda sorte de sofrimentos.
Certamente morreremos. Mas tudo faremos para viver ao máximo do limite do nosso corpo. Portanto, na ânsia de adiar o dia da nossa morte, combatemos as enfermidades com todas as nossas possibilidades. Uma doença representa sempre um perigo de morte. Há que se fazer alguma coisa para que ela se vá do nosso corpo. Fortunas incalculáveis são gastas no mundo em estudá-las, descobrir como vencê-las, preveni-las, amenizá-las. Governos, universidades, instituições, cientistas, elevado número de profissionais devotam anos de suas vidas para encontrar a cura das enfermidades. Hospitais, médicos e profissionais da saúde dão a vida para atender os que sofrem com seus males. É uma batalha ingente, constante, determinada, para vencer o desafio das doenças antigas e as que vão surgindo desafiando o conhecimento milenar da medicina, como o câncer e a Aids.
Se a doença é universal, a busca da cura também é universal. E aqui levantamos uma pergunta importante:
Estará Deus interessado em nos curar? Sim! O Deus abençoador, que ama a Sua criação, tem prazer em aliviar todo tipo de sofrimento. É por esta razão que Ele abriu o caminho da bênção para o homem por meio do Seu Filho Jesus Cristo. E este caminho tem a forma de uma cruz. Toda a mensagem do Evangelho gira em torno de um único evento histórico: a morte substituta de Jesus na cruz do Calvário.
Princípio Eterno
Por mais incompreensível que seja à mente humana, a realidade é que Deus estabeleceu um princípio eterno. Ele não proveu muitas diferentes soluções para os inumeráveis problemas que assolam a humanidade. Em vez disso, Ele nos oferece uma toda suficiente solução, a qual é Sua resposta para cada problema. Para receber a solução de Deus e entrar em Seu rio inesgotável de bênçãos, todos precisamos percorrer o mesmo caminho que Ele nos abriu, e chegar ao mesmo lugar: a Cruz de Jesus.
Separamos doze semanas para proclamar uma só verdade, até que ela se torne parte de nossa própria vida e andemos na realidade que ela representa: A TROCA DO CALVÁRIO. Um amor maior que a própria vida moveu o Criador ofendido com o nosso pecado a oferecer um substituto para sofrer o seu castigo. Jesus suportou em nosso lugar todas as más conseqüências que eram devidas à nossa iniqüidade, satisfazendo a justiça Divina. Agora, em troca, Deus nos oferece todo o bem que era devido à obediência sem pecado de Jesus. O mal que nos era devido veio sobre Jesus para que, em troca, o bem da Sua vida nos pudesse ser oferecido. Isso inclui a cura das enfermidades.
Qualquer que seja a nossa necessidade hoje, podemos nos aproximar da FONTE DE TODA BÊNÇÃO que jorra de Cristo, e este crucificado, sepultado, ressurreto e glorificado à direita do Pai em Seu Trono de glória. Ele está agora mesmo com Seus olhos voltados para você; intercedendo por você. As ternuras do Seu coração cheio de amor, graça e misericórdia se voltam para com você, desejoso de remover todo o mal de sua vida infundir-lhe vida, saúde e vigor.
Foco do Dia
O foco deste dia toca de perto a enfermidade e a morte. Iremos a Cristo, o Sarador das nossas enfermidades, para mergulharmo-nos no rio de cura que flui do Calvário, proclamando a verdade eterna que Isaías profetizou 700 anos antes de Ele vir ao mundo:
“Verdadeiramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre Si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:4,5).
Que mensagem poderosa! Não há melhor: a mensagem da cruz! A troca do Calvário! Jesus levando sobre Si minhas dores e enfermidades e transformando Suas próprias feridas na cruz em instrumento da minha cura! O mesmo que levou sobre Si as minhas iniqüidades (Is 53:11b) para outorgar-me Sua justiça, carregou com as minhas doenças para dar-me a sua saúde.
A ORIGEM DAS ENFERMIDADES
O Pecado da Raça
O pecado é a causa primeira da entrada da doença no mundo. As enfermidades são tão universais, que muitas pessoas atribuem-nas a Deus. Contudo a Bíblia dá uma razão diferente por que há doença na terra. Quando Ele terminou a criação do mundo, a Bíblia diz: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1:31). Ele não encheu o mundo de coisas más. Tudo era muito bom. Mas algo horroroso aconteceu. Adão pecou contra Deus. Paulo comenta que o pecado entrou no mundo por um homem, e a morte pelo pecado, de modo que a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram (Rm 5:12).
O
que é a doença? É o agente da morte. A doença quer matar. Sem doença, a morte
seria adiada para a maioria das pessoas. O pecado trouxe a morte, e a doença é
o progenitor da morte. Podemos, pois, concluir que:
Outras Escrituras afirmam isto. Certa vez os discípulos perguntaram a Jesus: “Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9:1). Os discípulos sabiam que a doença era causada pelo pecado; eles somente não sabiam de quem era o pecado que levara o homem a nascer cego. Supuseram tratar-se do pecado dele ou de seus pais. Jesus contradisse o seu pensamento, dizendo: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9:3). Ele não disse, "ninguém pecou". Ele só disse que aquela doença não estava relacionada com o pecado das duas pessoas mencionadas. Jesus podia ter usado este incidente como uma oportunidade de ouro para ensinar que a doença e o pecado não têm ligação, mas Ele não o fez. Por quê? Porque de fato pecado e doença estão relacionados, ao menos ao pecado original. Foi o pecado no Jardim do Éden que abriu o caminho de entrada da enfermidade com todos os seus males, até à morte. E aqui estabelecemos um princípio: a doença é conseqüência do pecado original da raça humana.
O Pecado Pessoal
Jesus curou um homem que estava doente havia 38 anos, junto ao tanque de Betesda. Mais tarde encontrou-se com ele no templo e disse-lhe: “Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior” (Jo 5:14). Neste caso Jesus identifica seu pecado pessoal como a causa da sua enfermidade.
Davi cometeu adultério com Batseba. Dessa relação nasceu uma criança doente que, eventualmente, morreu. Por quê? “Então disse Davi a Natã: Pequei contra Yahweh. E disse Natã a Davi: Também Yahweh perdoou o teu pecado; não morrerás. Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos de Yahweh blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá (2 Sm 12:13,14).
Quanto enfisema pulmonar e câncer por causa do cigarro! Quantas doenças venéreas e Aids por causa da promiscuidade sexual! Quantas doenças nervosas por causa do pecado da ansiedade! Quantas enfermidades provocadas pelo ódio! E o que dizer da auto-destruição provocada pela bebedeira, vícios, glutonaria, orgias, uma vida desregrada e a quebra das leis de saúde e nutrição? E aqui estabelecemos mais um princípio: Há doenças que são conseqüência de pecados pessoais.
O Pecado de Outras Pessoas
Muitas doenças são causadas pelo pecado de outros. Imagine uma criança que nasce afetada pelo cigarro ou as bebedeiras dos seus pais. A esposa que contrai a Aids que está no esposo! Quantos males conseqüentes da poluição do planeta, dos desmatamentos, da destruição da natureza pelo próprio homem! Incontáveis são as enfermidades sofridas em conseqüência dos pecados de outros, pois como raça humana, vivendo no planeta, estamos todos sujeitos aos mesmos males.
Concluímos, pois, que o pecado é a causa das doenças. Pode ser o pecado original, o pecado pessoal, ou os pecados de outras pessoas que causam, mas ainda assim o pecado é a causa primeira da enfermidade.
O REMÉDIO DE DEUS PARA A CAUSA DAS ENFERMIDADES É A REDENÇÃO
Ao abordar a questão do pecado, da doença e da morte, não precisamos entrar em desespero. Ecoa por toda terra a gloriosa promessa de Yahweh nosso Deus, dizendo: “Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria” (Ml 4:2). Justiça é o remédio para o pecado e cura para as enfermidades.
Yahweh Rhapha
Deus tem revelado os aspectos do Seu caráter em Seus tratamentos com o homem através de nomes redentores, que ressaltam facetas da aliança. Logo que o povo de Israel foi liberto do Egito enfrentou um problema com as águas de Mara, que eram amargas. Mas Moisés “clamou a Yahweh, e Yahweh mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces.” Tendo curado as águas, Ele prometeu: “Se ouvires atento a voz de Yahweh, Teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos Seus olhos, e deres ouvido aos Seus mandamentos, e guardares todos os Seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre Ti, das que enviei sobre os egípcios; pois Eu sou Yahweh Rapha (O Deus que te sara” (Ex 15:26).
Os Targuns de Jônatas de Jerusalém dizem que quando Moisés orou, "a Palavra do Senhor mostrou-lhe uma árvore, na qual ele escreveu o grande e precioso nome (YHWH), e então a jogou nas águas, e as águas assim se tornaram doces." Muitos supõem que esta árvore que curou as águas amargas era simbólica da cruz de nosso bendito Redentor, que tem sido o meio de cura da natureza infeccionada, e pela virtude da qual os males e amargores da vida são adoçados.
O fato mais importante aqui é lembrar que Yahweh Rapha, o Deus que nos sara, o primeiro nome redentor de Deus revelado após a travessia do Mar Vermelho a caminho da Terra da promessa, é o selo de uma aliança de cura. E assim como hoje todos os demais nomes redentores de Deus continuam a expressar o que Ele faz por nós em Cristo, também Yahweh Rapha, o Deus que é nossa cura, nossa saúde.
Um só Remédio
A cura para o pecado é a expiação efetuada por Jesus através do sacrifício de Si mesmo na cruz. O que tem a ver a cura das enfermidades com a expiação? Bem, é indiscutível que a solução de Deus para o pecado está na expiação. E desde que o pecado causa doenças, a única base de cura divina para a doença é igualmente a expiação. A doença veio nas asas do pecado; portanto, o verdadeiro remédio para a doença pode ser encontrado na redenção em Cristo, chamada comumente de expiação. Este é o caminho de Deus para restaurar o relacionamento entre Deus e o homem, o qual foi quebrado através do pecado. É também o meio de Deus lidar com as terríveis e maléficas conseqüências do pecado.
A redenção está no coração do lidar de Deus com a história. O “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8) é o intérprete do livro da providência de Deus na história, selado com sete selos (Ap 5:5-7). Em Jesus contemplamos o Cordeiro de Deus tirando o pecado do mundo (Jo 1:29). Portanto, a redenção, em última instância, é a resposta de um Pai amoroso e gracioso para as enfermidades dos homens.
A Maldição da Lei
A doença é parte da maldição, e quem pode retirar a maldição senão Deus? A cruz é o caminho para a cura, tanto das doenças emocionais quanto das físicas. Jesus é a cura para todas as doenças. Paulo declara que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição em nosso lugar” (Gl 3:13a). O que é a “maldição da lei?” Este termo aparece em Deuteronômio 28:15, no plural: “Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz de Yahweh teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão.” São as maldições da lei das quais Jesus nos libertou pelo poder da Sua morte. Entre elas encontramos uma lista de enfermidades, como: tuberculose, febre, inflamação, úlceras, tumores, sarna, coceira, loucura, cegueira, úlceras malignas nos joelhos e nas pernas, desde a planta do pé até ao alto da cabeça, grandes e permanentes pragas, e enfermidades malignas e duradouras.
Toda doença é maldição. Mas do ponto de vista de Deus a obra realizada por Cristo na cruz em nosso lugar já venceu a tal maldição, como está escrito: “Levando Ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (1 Pe 2:24). Note que o verbo está no passado: “pelas Suas feridas fostes sarados”. Se fui, estou. Cura é meu direito de redenção. Ela já foi provida. Como o perdão dos meus pecados é garantido na redenção, a cura das minhas enfermidades.
Pedro coloca a redenção do pecado e cura como brotando da mesma fonte. O mesmo fez o Salmista ao cantar: “Bendize, ó minha alma, a Yahweh, e tudo o que há em mim bendiga ao Seu santo nome. Bendize, ó minha alma, a Yahweh, e não te esqueças de nenhum dos Seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, quem sara todas as tuas enfermidades” (Sl 103:1,3).
Em
toda a Bíblia perdão e cura andam de mãos dadas. Deus não os
separa. Por quê? Simplesmente porque estão intimamente ligados. Brotam do
Calvário. Assim como a doença entrou no mundo pelo pecado de Adão, a cura se
tornou disponível pelo preço do pecado pago por Jesus. Seria uma loucura
insinuar que os efeitos da queda de Adão são mais poderosos do que os
resultados da obra de Cristo no Calvário! Não pode ser, pois Paulo declara em
Romanos 5:15:
“O dom gratuito de Deus de modo algum pode ser comparado com a transgressão – Sua graça é acima de toda proporção à queda do homem. Porque se muitos morreram através da queda de um homem – muito mais profusamente fez a graça de Deus e o dom gratuito [que vem] através do favor imerecido de um Homem, Jesus Cristo [o Ungido] abunda e transborda para [o benefício de] muitos” (Ampliada).
Em outras palavras, os resultados abençoadores da obra de Cristo ultrapassam grandemente em profundidade e abrangência os malefícios resultantes da queda de Adão. É a nossa ignorância do que nos foi garantido pela redenção que nos priva de suas bênçãos.
A Crucificação na Perspectiva Divina
Temos
nos evangelhos o relato histórico da crucificação de Jesus. Os fatos são
descritos. A Isaías, porém, Deus revelou as verdades
espirituais do que de fato ocorreu quando Ele foi crucificado em nosso lugar.
Que o Espírito Santo nos conceda espírito de revelação para compreender em
profundidade esse mistério:
“Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (Is 53:4,5).
A
Versão Ampliada da Bíblia assim traduz:
“Certamente Ele levou sobre Si a nossa desgraça - enfermidades, fraquezas e aflições – e carregou nossos sofrimentos e dores [do castigo]. Ainda assim ignorantemente nós o consideramos golpeado, ferido e oprimido por Deus [como se com lepra]. Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, foi moído pelas nossas culpas e iniqüidades; o castigo necessário para obter a paz e o bem-estar para nós estava sobre Ele, e com as chicotadas que O feriram nós somos sarados e tornados sãos.”
Duas verdades aqui são reveladas: uma física e outra espiritual. No plano espiritual, Jesus recebeu a punição devida às nossas transgressões. Ele foi condenado, para que pudéssemos ser perdoados e ter paz com Deus (Rm 5:1). No plano físico, Jesus levou nossas doenças e dores para que através de Suas feridas sejamos sarados.
A aplicação física da troca é confirmada por Mateus 8:16-17: “E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e Ele com a sua palavra expulsou dEles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.”
Olhemos novamente para as expressões: “foi moído pelas nossas culpas e iniqüidades”... e “pelas Suas pisaduras fomos sarados.” No original hebraico as palavras traduzidas para “moído” e “pisaduras” procedem de uma só. Quer dizer que Ele sofreu feridas por causa de nossas iniqüidades e por suas feridas fomos sarados. Cura e perdão nos são garantidos pelo mesmo sangue derramado das mesmas feridas de Jesus. Ele pagou o mesmo assombroso preço para perdoar e sarar. Ele sofreu os mesmos tormentos do pecado e das enfermidades para que pudéssemos ser livres deles.
Não conseguimos imaginar uma só pessoa carregando sobre si o pecado de toda a humanidade e as enfermidades de todos os humanos. Não concebemos tal horror. Se pudéssemos ter um pequeno vislumbre compreenderíamos melhor o tão alto preço que Jesus pagou por nós no Calvário e não ficaríamos aquém do que Ele nos garantiu por esse preço de redenção. Isaías descreveu o quadro:
“[O Servo de Deus se tornou um objeto de horror] “Como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu parecer estava tão desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua figura mais do que a dos outros filhos dos homens” (Is 52:14).
Tão terrível foi o peso do pecado, dos males, das enfermidades, enfim, de toda maldição sobre Jesus que o sol deixou de brilhar e os fundamentos da terra foram abalados. Não admira que o centurião, diante de morte tão singular, tivesse dado glória a Deus e, juntamente com os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tivessem grande temor, e dissessem: “Verdadeiramente este era Filho de Deus” (Mt 27:54). Ninguém jamais morrera como Jesus.
CURA ERA PARTE INTEGRANTE DO MINISTÉRIO DE JESUS E DE SEUS DISCÍPULOS
Mateus sintetiza o ministério terreno de Jesus com esta declaração: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mt 9:35).
Como já foi referido, esse ministério de cura era o cumprimento de Isaías 53:3,4. Jesus é o “Cordeiro morto deste a fundação do mundo,” pelo que tanto perdoava pecados quanto sarava os enfermos, antes e depois do Calvário.
Ao enviar Seus discípulos em missões pelas cidades e aldeias, deu-lhes poder para fazer o mesmo: “E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal”... E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos...” (Mt 10:1,7,8a).
Após Sua ressurreição, ao comissionar os discípulos a pregarem o Evangelho a cada criatura, acrescentou: “Estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome... “imporão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados” (Mc 16:17a,18b).
Após a descida do Espírito Santo Pedro pregou o Evangelho e milhares de converteram dos seus pecados, sendo salvos. Mas logo depois vemo-lo usando o Nome de Jesus para curar enfermos, conforme Jesus instruíra em Marcos 16. O nome de Jesus e a fé se uniram. Diante da admiração do povo ao ver um coxo são, Pedro declarou: “E pela fé em seu nome fez o seu nome fortalecer a este homem que vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por Ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde” (At 3:16).
Lucas descreve o ministério de Jesus nestes termos: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele (At 10:38).
Como no passado, Jesus continua a perdoar pecadores e curar enfermos.
O PAPEL DA MEDICINA
Surge aqui uma pergunta: Qual o papel da medicina? Ora, a medicina e médicos têm seu lugar e estão do lado de Deus ao serem contra as enfermidades, buscando debelá-las. Lucas era médico, e não parece que tivesse abandonado a profissão porque se tornou um crente. Deus o usou para escrever dois livros importantes do Novo Testamento.
Paulo, que Deus usou muitas vezes para curar, encorajou o uso medicinal do vinho a Timóteo (1 Tm 5:23). Por este conselho entendemos que Paulo era tanto prático quanto espiritual ao lidar com a cura. Necessitamos desse equilíbrio.
No Antigo Testamento vemos o profeta orientando o rei Ezequias a aplicar um cataplasma de figos na ferida que lhe ameaçava a vida, e, pela palavra de profecia e a aplicação dos figos, ele foi curado (Is 38:21). Não há problema em se usar o natural e o espiritual na cura. O próprio Jesus falou da necessidade que o doente tem de um médico (Lc 5:31).
Entretanto a nossa confiança não deve estar nos médicos, mas em Deus que lhes dá a sabedoria. Muitos crentes procuram primeiro os médicos, antes de procurarem ao Senhor. O rei Asa fez isso, e morreu em conseqüência deste erro (2 Cr 16:12). Deus não estava irado porque Asa se consultou com os médicos, mas porque procurou ajuda só deles. Devemos aprender dele e pôr a nossa confiança primeiro no Senhor, confiando que só Ele pode nos curar de fato e ser práticos quanto ao uso de médicos, medicamentos ou remédios naturais, quando necessário.
COMO APROPRIAR-SE DA CURA
Conheça o que é seu em Cristo
A
ignorância é a mais poderosa arma usada por Satanás para nos roubar as bênçãos
garantidas pela redenção. Portanto, apreenda e aceite o fato de que Cristo, de
acordo com Isaías 53;4,5, “verdadeiramente” JÁ LEVOU
SOBRE SI na cruz do Calvário
Como nosso substituto. O que era meu Ele tomou sobre Si. Em conseqüência, Ele é minha PAZ e minha CURA. Legalmente, o preço por minha cura já foi pago por Jesus e saúde é meu direito de redenção. Ele é meu Yahweh Rapha, o Senhor minha cura.
Lide com os Problemas que Impedem a Cura
O Novo Testamento ilustra dois tipos de problemas em relação à cura divina. Um é a dúvida em relação à habilidade de Jesus para curar. Outro é a dúvida quanto à vontade de Jesus curar.
O primeiro exemplo é do pai que levou seu filho aos discípulos e estes não conseguiram curá-lo. Jesus se encontrava no monte onde fora transfigurado. Ao descer deparou-se com a cena e o pai lhe disse: “E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos. E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” (Mc 9:22-23). Em outras palavras, “o problema não é se Eu posso, é se tu crês. Eu posso. Tu crês? Se crês, terás.”
O segundo exemplo é de um leproso. Ele estava absolutamente convencido de que Jesus tinha o poder, a habilidade de curar. Ele ouvira muitos testemunhos de curas realizadas. Mas será que Cristo estaria disposto a curá-lo? De forma comovente Marcos relata o incidente:
“E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo” (Mc 1:40-42).
Que ninguém tenha dúvida de que a vontade de Deus é que Seus filhos andem em saúde. É parte da aliança. Cura é pão dos filhos. Faz parte da redenção. Como não é da vontade de Deus que um só pecador se perca, mas que todos sejam salvos, Ele quer que Seus filhos tenham saúde. Jesus veio trazer uma salvação integral. A palavra salvação, na língua original do Novo Testamento é soteria que traz a idéia de libertação, preservação, cura, saúde, pureza. Esta palavra é tanto usada para salvação do espírito quanto do corpo. A palavra grega sozo, traduzida por “salvo” também significa também “curado.” Em Atos 4:19 sozo é traduzido como “curado” “Visto que hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo, e do modo como foi curado” (sozo). “e vendo que tinha fé para ser curado” (sozo).(At. 14:9)
Siga a Receita de Deus para andar em Saúde
“Há um remédio tão poderoso que pode curar cada enfermidade e doença conhecida do homem. Não tem efeitos colaterais perigosos. É seguro mesmo em doses elevadas. E quando tomado diariamente de acordo com as orientações, pode prevenir doenças e conservá-lo em vibrante saúde” (G. Copeland).
Este remédio só pode ser a
palavra de Deus. Tão simples quanto possa parecer, há quatro versículos que nos
apresentam uma prescrição natural para saúde divina. É uma receita poderosa que
trará resultados assombrosos a todos quantos obedecerem
suas instruções:
“Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios” (Pv 4:20-24).
Se você já recebeu uma cura, se está lutando com algum sintoma, ou está desfrutando de saúde, aqui está o modo de manter o que conquistou e andar em saúde todos os dias da sua vida.
A Palavra de Deus é remédio poderoso. Compreenda que ela é mais do que informação. É espírito e vida (Jo 6:63). Cada vez que você coloca a Palavra de Deus no coração, crê nela e age de acordo com ela, experimenta uma liberação de vida. Tome as promessas de cura e deixe que a vida nelas contidas penetre seu ser.
Deus já fez a Sua parte. Temos que fazer a nossa. Precisamos tomar a Palavra que Ele já falou, colocá-la dentro de nós e deixar que ela nos transforme de dentro para fora. Vamos armazenando as verdades e sendo transformados. Quando surgir uma enfermidade teremos em nosso íntimo um depósito de onde sacar a palavra de cura e mandar a doença embora.
Como fazê-lo? Você abre a boca e fala, não palavras de enfermidade, desencorajamento e desespero, mas palavras de cura, fé, vida e esperança. Você segue o último passo da receita Divina: “Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios” (Pv. 4:24). Em outras palavras, você fala as palavras de Deus, que são verdadeiras e declara-se sarado em nome de Jesus.
A princípio pode não ser fácil, mas você precisa trilhar este caminho, pois para que a fé opere, ela deve estar em dois lugares: no seu coração e na sua boca “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (sozo) (Rm 10:10).
Uma vez que o que você conserva diante dos olhos e dos ouvidos determina aquilo em que você crerá em seu coração, e o que você fará, faça da palavra de Deus sua prioridade número um. Conserve-se tomando o remédio de Deus como prescrito e confie no Grande Médico para operar Sua maravilhosa obra de cura em você.