A UNÇÃO DO AMOR - (agapē). Αγαπη. (Dia 31.12.2008)

TEMA: O AMOR

TEXTO: “Mas o fruto do Espírito é Amor” (Gl. 5:22)

INTRODUÇÃO

Apesar do equívoco coloquial e abuso do termo, o amor é um dos conceitos mais importantes e fundamentais no Novo Testamento. Paulo começa a falar do fruto do Espírito com o amor, que “é o cumprimento da lei,” o “vínculo da perfeição,” e sem o qual a confissão de fé é insignificante. Deve ser entendido como o amor a Deus, do qual todo coração humano é destituído, sendo inimigo de Deus, até que seja regenerado pelo Espírito de Deus. Nesta ocasião Ele derrama o amor de Deus no coração, que é:

*    A base e a razão para qualquer pessoa amar verdadeiramente a Deus e também

*    A base do amor a Cristo.

Para começar, podemos afirmar que o amor é um atributo divino: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (1 João 4:8). O homem natural não sente esse amor até que o Espírito de sabedoria e revelação, no conhecimento de Cristo, abra seus olhos para ver a amabilidade da Sua Pessoa, a maravilha da Sua graça, justiça e plenitude, e a necessidade de buscar nEle a vida e a salvação.

O amor é:

*    melhor entendido como a motivação por trás da redenção (João 3:16);

*    melhor revelado na pessoa e obra de Cristo (1 João 3:16);

*    melhor expressado pelo amor cristão dentro do corpo de Cristo (João 13:35.

Essencialmente, é um termo relacional, dentro do contexto de redenção. Define nosso relacionamento:

*    conosco (1 João 3:2),

*    com Deus (Mateus 22:37),

*    com nosso próximo (Mateus 22:39),

*    e com os membros do corpo do Cristo (João 13:35).

O último aspecto do amor do Deus mencionado acima é o mais relevante e importante na experiência cristã. O apóstolo João escreve: "Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (1 João 4:7,8). Poderíamos chamar esta dimensão de amor "amor de aliança". É o amor de Deus que fica por trás, em, e através de Sua redenção em Jesus Cristo. É um amor nascido no coração de Deus pela humanidade perdida, revelado nos Seus atos de redenção por toda a história, culminando no envio de Jesus ao mundo como oferta pelo pecado. É um amor encarnado no Seu Filho Jesus Cristo (João 14:8), mas também um amor que continua a ser encarnado na vida dos Seus discípulos.

Paulo encabeça a lista das características do fruto do Espírito com o Amor. É natural que a virtude do "amor" venha em primeiro lugar:

*      Porque Deus é amor (1 Jo 4:8). O amor é a expressão da Sua própria natureza, e quem prova a regeneração do seu espírito só pode ser invadido pela expressão de Sua própria vida, que é AMOR.

*      O amor é a maior de todas as virtudes (1 Co 13:13) e jamais deixará de existir, pois sendo a expressão do próprio Deus, que é eterno, permanecerá para sempre.

Mas o que é o amor?

DEFINIÇÃO DE "AMOR"

Dionísio Medina escreve: "Amor é o sentimento que inclina o coração para o que lhe agrada".

Platão definia o amor superior como o desejo do bom, a aspiração, a ascensão gradual para a suprema idéia do bem.

"O amor a Deus, considerado em si mesmo e sem nenhuma mescla de motivo interessado, nem de esperança, é o amor puro ou a caridade perfeita", disse Fenelon.

Quando alguém ama seriamente, prefere o bem da pessoa amada ao bem próprio.

ü  A mãe que nem dorme nem descansa cuidando do filho moribundo;

ü  o marido que perde sua saúde devido ao excessivo trabalho para sustentar e alimentar sua família;

ü  ou o pai que se joga na perigosa corrente para salvar seu filho que se afoga;

ü  negam-se a si mesmos, sacrificam-se e sofrem pelo supremo bem-estar dos seres queridos.

"O verdadeiro amor tem como base a renúncia ao bem individual," afirmou Tolstoi.

Não importa que a pessoa amada o agradeça, não importam as privações que isso implique, o que conta é o benefício que receba o receptor do amor.

"Amar é gozar com a felicidade de outro," ensinava Leibniz.

Amar é um desejo fervente de que a pessoa amada goze de bem-estar e felicidade. Em sentido essencial se opõe ao egoísmo. Ama-se ao irmão, ao amigo, ao necessitado, ao desgraçado, ao próximo, ao inimigo. É a tendência do superior e perfeito a descer até ao inferior e imperfeito, em amor para todas as coisas pelo amor mesmo e não pela mera apetência delas.

O amor a Deus deve ser total e pleno, devotado só a Ele e expresso em serviço, reverência e obediência. Jesus declarou que a lei se resume no amor a Deus e ao próximo, e ambos devem ser ativos e concretos.

Cristo nos deu o exemplo mais puro e elevado do amor desinteressado e abnegado. Ele nos ensina que este deve ser total e sem reserva. É Sua morte e ressurreição onde o Senhor pôs em ação seu amor pela redenção de uma humanidade perdida, caída e fracassada. Sua morte voluntária é o resultado do amor do Pai e do Filho.

Paulo escreveu: "E a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Romanos 5.5). É o Espírito o verdadeiro manancial do amor. Para possuir amor basta que o Espírito Santo nos encha completamente. A vida cristã é simplesmente viver amando. Quando estamos possuídos por ele, o amor brota espontaneamente como a água da fonte.

OS GREGOS TINHAM QUATRO PALAVRAS QUE TRADUZIMOS COMO "AMOR"

*      Eros – atração sexual, carnal. O amor erótico leva em si a idéia de paixão ou afeto carnal.

*      Philia – o amor dos amigos próximos. Carinho ou estima calorosa para os amigos.

*      Storge – o amor da relação familiar. Afeto familiar que se sente pelos pais, pelos filhos ou pelos irmãos.

*      Ágape – esse amor que busca só o bem mais alto de outros. Este é o amor mais alto, profundo e inquebrável. Esta palavra "ágape" refere-se ao amor cristão sobrenatural, o qual só é possível quando é transmitido pelo Espírito Santo no crente. É esse tipo de amor que é mencionado por Paulo em nosso texto, e que é definido em 1 Cor 13:4-8a. Jesus usa a mesma palavra em Mateus 5:43-48.

OBSERVE MAIS DE PERTO "ÁGAPE"

*      "Ágape tem que tomar lugar na mente. Não é simplesmente uma emoção que surge espontaneamente em nossos corações; é um princípio pelo qual vivemos deliberadamente. Ágape tem que ser praticado soberanamente, com a vontade." (Barclay).

*      Não é uma reação incontrolada do coração, mas um exercício concentrado da vontade.

*      É um amor afetuoso de alguém que se chega a envolver com a necessidade de outros.

*      Não é dependente do que um ser amado tenha para ganhar tal amor.

*      Não é um amor exclusivo expresso somente a poucos escolhidos, mas uma benevolência que abrange tudo, mostrada para todos.

A ILUSTRAÇÃO PERFEITA DE "ÁGAPE"

Ágape inicia-se com “o Deus de amor” (2 Cor 13:11).

*      Seu amor é um amor completamente imerecido (Rm 5:8);

*      Seu amor é um amor inseparável (Rm 8:35-39);

*      Certamente Seu amor é um amor disposto a salvar aos pecadores! (Ef 2:4-7)

Ágape encontra seu completo cumprimento em Cristo

*      O amor de Deus alcança seu clímax em Seu Filho Jesus Cristo (Rm 8:39);

*      Jesus demonstrou totalmente tal amor (Jo 15:13);

*      Então chegamos a conhecer o que o amor é realmente quando olhamos para Jesus Cristo (1 Jo 3:16).

Os cristãos são chamados a "andar da mesma maneira como Ele andou" (1 João 2:6) e assim ser modelo e manifestar o amor de Cristo. Mas como é o amor do Cristo? Na vida e ministério de Jesus nós possuímos a revelação mais clara do amor do Deus (João 1:18). Um exame da vida de Cristo, como retratado no Novo Testamento, dá-nos pelo menos cinco características do amor de Deus expressado em Jesus.

O AMOR DE DEUS EXPRESSO EM JESUS CRISTO E NOSSO PADRÃO DE CONDUTA

1.   O amor de Deus é um amor que Se doa

O amor motiva o próprio coração de Deus a dar (João 3:16). Este amor foi manifestado em Cristo. Paulo diz-nos: "...Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:2). Enquanto prontamente vemos esse amor de Deus testemunhado no ato de dar Seu Filho como oferta pelo pecado, raramente compreendemos a natureza desse amor como autodoação. O mistério da encarnação afirma que o Deus que deu Seu Filho é o Deus que deu-se a Si mesmo. "Deus estava em Cristo reconciliando o mundo Consigo mesmo" (2 Coríntios 5:19).

Jesus, enquanto na terra, perfeitamente modelou este amor autodoação na Sua morte na cruz. Assim, Paulo confessa que vive "pela fé no Filho de Deus, o qual me amou e a Si mesmo se entregou por mim" (Gálatas 2:20). O amor de Jesus era sacrificial, não só no sentido do Antigo Testamento de uma expiação, mas também no sentido de doar-se no interesse de outros:

"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13).

"Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos(1 João 3:16).

2.   O amor de Deus é um amor íntimo

O conceito de intimidade sofre do mesmo abuso social que o termo amor. Muito freqüentemente é restringido a questões de sexo. O que está faltando é a dimensão relacional. A intimidade envolve interação pessoal próxima, resultando em compromisso, ligação emocional, cuidado mútuo e interesse. Tal interação exige um investimento significativo de tempo para realmente conhecer uma pessoa. Jesus gastou quase três anos com Seus discípulos. Comeram, beberam, dormiram, trabalharam e ministraram juntos. Suas vidas estavam interligadas e inextricavelmente unidas. Nisto está um quadro verdadeiro do companheirismo cristão.

Intimidade fala também de envolvimento pessoal. Fala de interação no nível dos sentimentos. Embora as pessoas possam discutir o tempo, seus trabalhos, passatempos, etc., somente quando compartilham sentimentos é que essa intimidade é gerada. Quando valores são comunicados, e começamos a conhecer a pessoa como uma pessoa. Jesus conhecia Seus discípulos. Chamou-os individualmente. Gastou tempo com cada um a fim de conhecer suas virtudes, fraquezas e temperamentos. "Vós não sabeis de que espírito sois." (Lucas 9:55), disse a Tiago e a João, os "Filhos do Trovão". A intimidade do nosso Senhor com Pedro capacitou-O a ver além do discípulo impetuoso e vacilante e declarar Sua confiança que depois de sua restauração Pedro fortaleceria seus irmãos (Lucas 22:32).

A intimidade envolve cuidado pessoal:

*      Inclui interesse pelas necessidades físicas uns dos outros. Atos 2:45 retrata uma igreja que se importou o suficiente para compartilhar: "E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um."

*      A intimidade move o cuidado das necessidades emocionais um do outro. Paulo nos exorta a: "consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus(2 Coríntios 1:4).

*      No entanto o amor íntimo encontra sua expressão mais elevada no cuidado pelo bem-estar espiritual. Tal interesse pode ser definido como cuidando suficiente para confrontar.

Em nenhuma parte o amor íntimo é mais praticamente expresso do que na confrontação do pecado. Tal confrontação não é uma intromissão na vida do irmão ou irmã; antes é uma responsabilidade que vem por ser membro do mesmo corpo de Cristo. Além do mais, é um mandato divino:

"Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado" (Gálatas 6:1).

O amor confronta o pecado. Não espera até que o pecado se torne um câncer e a única esperança para sobrevivência é cirurgia radical. O amor toma medidas. Faz o que é melhor para o amado, não o que é conveniente. O amor confronta o pecado, não para criticar ou condenar, mas para restaurar. A palavra em Gálatas 6:1 quer dizer "tornar inteiro pelo remendo". Tal confrontação deve ser feita num espírito suave de humildade, não uma justiça própria arrogante. Não obstante, confrontação desta espécie exige o respaldo da intimidade. Como pode ser visto como mais que uma invasão de uma privacidade, até que uma ponte de amor íntimo seja construída para suportar o peso da confrontação amorosa?

3.   O amor de Deus É um amor incondicional

Este aspecto do amor de Deus é talvez o mais difícil de compreender. É assim porque é contrário ao próprio âmago da natureza egoísta do homem. Tão freqüentemente amamos porque isso nos traz vantagens. Há um "motivo de lucro" atrás de muito do que nós chamamos amor. Os casais se casam porque sentem que eles não podem viver separados. Confessam que eles necessitam um do outro, que cada um preenche as necessidades do outro. O que freqüentemente minimizamos é que, apesar da retórica romântica, o amor compartilhado é essencialmente egoísta e auto-servidor. Não é fundado em compromisso, mas em desempenho.

O amor de Deus apresenta um contraste total. Deus tomou a iniciativa de amar-nos primeiramente (1 João 4:19), antes que houvesse algo em nós digno se ser amado. "Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós" (Romanos 5:8). Aliás, como pecadores somos "alienados” [de Deus]. estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más” (Colossenses 1:21).

Tal amor envolve uma aceitação total do modelo segundo Cristo:

"Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus" (Romanos 15:7). Aceitamos os outros como Cristo os aceitou.

Além do mais, envolve um total perdão ilimitado tal como experimentamos de Cristo: "e perdoando-vos uns aos outros... assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também" (Colossenses 3:13).

Jesus ajudou a Pedro a aprender que o perdão verdadeiro não põe nenhuns limites numéricos (Mateus 18: 22). O status incondicional de tal perdão é resumido pelas palavras proferidas da cruz: "Pai perdoa-os porque eles não sabe o que fazem" (Lucas 23:34).

4.   O amor de Deus É um amor vulnerável

Há um "fator de risco" em amar como Deus ama. Para amar altruisticamente; intimamente; e incondicionalmente; haverá  exposição repetida ao risco de ser mal entendido, explorado, e abusado. Para embarcar em tal curso de amor, uma pessoa deve estar disposta a expor-se continuamente à ferida e à rejeição. Internamente recuamos do pensamento de tal possibilidade. Nosso mecanismo psíquico de defesa programa-nos a "colocar rédeas” quando rejeitados. Com que frequência conselheiros ouvem palavras como, "eu nunca o deixarei me ferir outra vez"! Mas devemos reconhecer que a vida de Jesus era plena de rejeições.

1.       Jesus foi rejeitado pelo Rei Herodes no Seu nascimento (Mateus 2)

2.       e pelos líderes religiosos durante o Seu ministério. "Veio par o que era Seu, e os Seus não O receberam" (João 1:11).

3.       Foi mal entendido por amigos, inimigos, e até a família (Marcos 3:21).

4.       Experimentou a traição das multidões da Páscoa, pedindo Sua crucificação, enquanto seus louvores do “Domingo de Ramos” ainda soava em Sua memória.

5.       Experimentou a traição subseqüente de um dos seus, então o abandono dos demais na hora do Seu julgamento.

6.       No fim, Ele perceberia o abandono do próprio Pai Celestial, quando clamou: "Deus Meu, Deus Meu, por que me abandonaste"? (Mateus 27:46).

5. O amor de Deus É um amor duradouro

Finalmente, mantemos que o amor de Deus perdura. No Antigo Testamento a palavra para a aliança de amor de Deus é hesed, e numerosas vezes é declarado ser "perpétuo". Hesed é o amor firme e duradouro de Yahweh ao Seu povo da aliança. Este amor perseguiu Israel por todos os seus ciclos intermináveis de rebelião. Como Isaías escreveu: "Estendi as minhas mãos o dia todo a um povo rebelde, que anda por um caminho que não é bom, após os seus próprios pensamentos” (Isaías 65:2).

Este mesmo amor foi expresso em Jesus que, "pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia" (Hebreus 12:2).

O que deve ser notado é que a cruz é meramente o clímax da vida inteira de obediência de Jesus à vontade de Deus. Paulo conta-nos que esta obediência começou com Sua encarnação: "sendo encontrado na semelhança de homens. . . humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz" (Filipenses 2:7,8).

O autor de Hebreus conta-nos que Ele "aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu" (5:8). Mais tarde o mesmo escritor encoraja seus leitores com o exemplo de Jesus: "Considerai, pois aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas" (12:3).

Enquanto reconhecemos que esse amor enviou Jesus à cruz por nós, lembremo-nos da natureza desse amor; um amor duradouro. Que nós que aspiramos evidenciar o amor de Deus em nossa vida façamos um inventário:

ü  Quão firme e permanece é o nosso amor?

ü  Até onde estamos dispostos a amar, a suportar, a restaurar outros?

ü  Até que ponto iremos alcançar o perdido para Cristo?

O quadro do amor aqui descrito parece sobrepujante à maioria das pessoas. Como todas as metas que parecem bem além do nosso alcance, há a tendência a tornar-se desalentado e sequer tentar. Mas devemos lembrar-nos de duas coisas sobre este amor:

*      É um fruto;

*      e é do Espírito.

Se a analogia é verdadeira, fruto é cultivado e é crescido, e não é produzido no sentido de fazê-lo ou fabricá-lo. É o resultado natural de uma árvore ou planta frutífera saudável. Segundo, é fruto que o Espírito produz. Aqui está onde a analogia da produção do fruto precisa ser interpretada: É a parte do crente cultivar a obra do Espírito na sua vida, mais que é crescer o fruto.

Quando chegamos ao amor sacrificial, autodoador de Deus, quem pode compreendê-lo, imagine praticá-lo? Seria impossível, não fosse o fato de que esse amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que em nós habita (Romanos 5:5). Quem, a não ser Deus pode trabalhar tal amor em nós?

CONCLUSÃO

Somente pela vida e poder do Espírito podemos possuir e expressar um amor verdadeiramente íntimo, incondicional, vulnerável, e duradouro. Afinal de contas, é Deus quem opera em nós "tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade" (Filipenses 2:13).

Não deve nos surpreender aprender que alguém que produz o fruto do Espírito demonstra a virtude do amor em sua vida

*      O Pai demonstrou amor ao oferecer a Seu Filho como sacrifício pelo nosso pecado

*      O Filho personificou o amor na forma em que Ele viveu e morreu por nós

*      O Espírito de Deus derramou este amore m nossos corações.  

Abracemos a oração de Paulo:

"E o Senhor vos faça crescer e abundar em amor uns para com os outros e para com todos, como também nós abundamos para convosco; para vos confirmar os corações, de sorte que sejam irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos” (1 Ts 3:12,13).

Concluindo a série de unções das nove expressões do FRUTO DO ESPÍRITO, podemos apropriar-nos das verdades expressas por D. Moody:

“A alegria é o amor exultando.

A paz é o amor em repouso.

A longanimidade é o amor que não se cansa.

A benignidade é o amor que suporta.

A bondade é o amor em ação.

A é o amor no campo de batalha.

A mansidão é o amor sob disciplina.

O domínio próprio é o amor sendo treinado”. (D. Moody)