TEMA DA SEMANA: O FRUTO DO ESPÍRITO

DIVISA: Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a paciência, a amabilidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.” (Gal 5:22,23)

INTRODUÇÃO

Durante Seu ministério, Jesus prometeu o Espírito àqueles que cressem nEle (Jo 7:37-39). Do crente, "de seu interior correrão rios de água viva," Talvez em cumprimento da Escritura em Isaías 58:11: “YHWH te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham.” Em que forma recebendo o Espírito se produzem "rios de água viva"?

 

Provavelmente a resposta está no "fruto do Espírito”, o qual é nascido de alguém:

 

*     Que recebeu o "dom" do Espírito

*     Que se beneficiou da "morada" do Espírito

*     Que é "guiado" pelo Espírito

 

Quando o fruto é produzido, abençoa a própria pessoa e aqueles que o rodeiam.

 

O que é o "fruto" do Espírito? O que devemos esperar ver em alguém que recebeu o Espírito prometido por Jesus? Em Gálatas 5:22-23 o apóstolo Paulo nos dá a resposta.

 

O fruto do Espírito é referido como contendo nove expressões. Não são nossos frutos, mas do Espírito Santo em nós. Sua manifestação em nossa vida demonstra que fomos gerados pelo Espírito como uma nova criação em Cristo e podemos refletir Seu caráter.

 

Podemos dividir as nove manifestações em quatro grupos distintos:

O Amor, que é a graça cristã a qual nos permite viver toda a lei.

 

Amor, que é a essência do próprio Deus, pois “Deus é amor.”

Gozo e Paz, que são o estado normal do cristão.

 

O gozo resultante do perdão dos pecados. Gozo que desfruta a nova criação em Cristo Jesus. Alegria de ser filho do Deus vivo, podendo desfrutar da comunhão com o Pai. A paz advinda da redenção que estabelece a paz com Deus, consigo e com os outros.

As graças relacionadas com os outros:

 

A paciência, a amabilidade, a bondade e a fidelidade (fé). Graças que governam os nossos relacionamentos uns com os outros.

A vida pessoal:

 

Temperança ou domínio próprio. Isto implica não somente abstinência de bebidas e comidas prejudiciais, mas também o controle do temperamento, língua, desejos, paixão por dinheiro ou poder. A graça de ter equilíbrio em tudo e controle sobre todas as coisas.

 

“Mas o fruto do Espírito.” Paulo fala primeiro das obras da carne e depois do fruto do Espírito.

 

*     A carne representa as disposições pecaminosas do coração humano

*     O Espírito representa o estado transformado ou purificado da alma, pela graça.

 

Ambos, carne e o Espírito de Deus, são representados pelo apóstolo como árvores:

 

*     Uma (Espírito) produzindo o fruto bom e

*     A outra (carne) produzindo o fruto mau.

 

As produções de cada árvore são de acordo com o caráter ou natureza da semente da qual brotam.

 

*     A má semente produz a má árvore, dando todo tipo de mau fruto, isto é, a árvore da carne, com todos os seus maus frutos

*     A boa semente produz a boa árvore, trazendo frutos da mais excelente espécie, isto é, a árvore do Espírito, com todos os seus bons frutos.

 

“Mas o fruto do Espírito...” Esta é uma referência àquilo que o Espírito Santo produz. Não é sem propósito, evidentemente, que Paulo usa a palavra “Espírito” aqui, denotando que essas coisas não fluem da nossa própria natureza corrompida pelo pecado. Antes de falar desse fruto ele mencionou as “obras” como resultantes das operações do coração humano. As virtudes aqui enumeradas são produzidas por uma outra influência – o Espírito Santo. Portanto, Paulo no-las aponta, não como procedentes de nossos próprios corações, mesmo quando renovados. Ele declara que devem ser consideradas como o resultado próprio das operações do Espírito em nosso espírito recriado.

Convém notar que a palavra "fruto" (karpos) é singular, enquanto as "obras" é plural. Paulo sempre utiliza a palavra “fruto” como um substantivo coletivo no singular, exceto em (2 Timoteo 2.6). Isto sugere que:

 

*      As obras individuais da carne são variadas e não necessariamente se relacionam.

*      Mas o fruto do Espírito, embora possua características variadas, é em realidade UNO, tornado possível pela combinação de todas as nove características ou manifestações.

*      Uma pessoa pode ser culpada das obras da carne quando comete uma só das suas obras

*      Mas não se pode dizer de uma pessoa que está produzindo o fruto do Espírito, a menos que todas as nove qualidades sejam demonstradas juntas em sua vida. Alguém que é guiado pelo Espírito, as produzirá todas!

 

 

Valnice Milhomens

 

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