TEMA: A PAZ
TEXTO: “Mas o
fruto do Espírito é ... Paz” (Gl. 5:22)
O fruto do
Espírito chamado Paz é o resultado da reconciliação com Deus (Romanos 5:1). Mais
que uma saudação, evoca a “paz” que Cristo nos dá (Jo 14:27)
e a paz de Deus que ultrapassa todo o entendimento (Fp 4:7). ·A calma, quietude e
ordem, a qual tem lugar na alma justificada. Paz, em
vez de dúvidas, temores, alarmes, os quais todos os verdadeiros crentes mais ou
menos sentem, e devem sentir até que a certeza do perdão traga a paz e satisfação de mente e coração. A
paz é o primeiro fruto sensível do perdão do pecado, como declara o apóstolo
Paulo: “Justificados,
pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”
(Rm 5:1).
O fruto Paz,
fala da paz com Deus na própria consciência do homem, produzida ali pelo
Espírito de Deus, em conseqüência da paz efetuada pelo sangue de Cristo. Seu
sangue é aplicado para o perdão, e a Sua justiça para justificação de um
pecador sensível pelo bendito Espírito, cujo efeito é a paz, quietude e
tranqüilidade de mente.
A paz é um dos dons mais
gloriosos que Deus tem para seus filhos. É um tema central da
Palavra de Deus. Quando a Bíblia fala de paz o
faz em um sentido muito mais profundo e significativo do que o mundo o faz.
Para este, paz significa simplesmente tranqüilidade e
ausência de guerras ou distúrbios; ou se refere àquele temperamento sossegado e
aprazível, ou à afabilidade de uns com os outros, especialmente nas relações
familiares.
A paz da qual nos falam As Sagradas Escrituras
é mais que o estado de repouso, harmonia ou calma; é o ato de receber todos os benefícios e graças de Deus. Tem seu
fundamento em Deus mesmo: "e a paz de Deus, que
excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos
em Cristo Jesus" (Filipenses 4:7).
É impossível gozar de uma genuína paz interior sem o auxílio e a presença de Deus.
Para o apóstolo Paulo, Deus é "nossa
paz". Em suas epístolas sempre menciona
"a graça e a paz de Deus e do Senhor Jesus Cristo".
O Deus da paz deseja conceder uma perfeita e
completa paz a seus filhos, para que possam repousar nele em todas as
contingências da vida.
Que o Espírito
de Deus deve infundir paz nos filhos de Deus deve ser entendido à luz do fato
de que
Seu Pai celestial é "o Deus de paz" (1 Ts 5:23)
Seu Senhor Jesus Cristo é chamado
"Príncipe da Paz" (Is 9:6)
Mas alguém poderia perguntar: O que é
esta "paz" desfrutada
por aqueles que caminham no Espírito? Como chega alguém a ter esta paz? Como podemos estar seguros de conservar esta paz, e
desfrutá-la em sua magnitude?
Como se a paz
fora simplesmente a ausência de conflito. Por exemplo: “A única condição
de paz neste mundo é não ter idéias, ou, ao menos, não as expressar." (Oliver WENDELL HOLMES). "O que conhece a paz abandonou o
desejo". (THE BHAGAVAD GITA)
"A paz entre indivíduos, por exemplo,
harmonia, concórdia" (THAYER)
Acesso a uma concepção distintivamente
peculiar ao N.T., o estado de tranqüilidade de uma alma confiada em sua
salvação por meio de Cristo, e assim não temendo nada de Deus e contente com
sua parte terrestre, qualquer que seja
É uma condição
positiva em natureza
Na qual há comunhão ativa, harmonia e
concórdia entre os indivíduos
Aqui está como
a virtude da paz é descrita em alguns diferentes dicionários da Bíblia e
comentários:
A presença e experiência de relacionamentos corretos;
A tranqüilidade de alma;
Sentido de bem-estar e realização que vem de Deus e é dependente da Sua
presença;
A tranqüilidade interior e porte do cristão cuja confiança está em Deus
por meio de Cristo;
Tranqüilidade, descanso, harmonia, ausência de agitação ou discórdia.
A
qualidade da paz deve ser uma das principais que deve ser trabalhada em nós
através do Espírito Santo no processo da santificação. Sem a
paz de Deus operando em nossa vida, podemos nos tornar muito facilmente
chacoalhados, sacudidos, atormentados e retirados de cena no Senhor, na
primeira vez que qualquer adversidade venha ao nosso encontro.
Tendo definido
a paz como uma bênção que deve ser desejada e desfrutada por todos, permita
considerar o que a Bíblia tem a dizer sobre
Foi profetizado que Ele seria o "Príncipe de Paz" (Is 9:6-7)
Quando Ele veio, Ele veio pregando a
paz (At 10:36)
Certamente, Ele
oferece a paz
Que o mundo não é capaz de dar: “Deixo-vos
a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso
coração, nem se atemorize” (Jo 14:27).
Que alguém pode possuir até em meio da tribulação: “Tenho-vos dito estas coisas,
para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo,
eu venci o mundo” (Jo 16:33)
Que vem quando somos "justificados pela fé": “Justificados, pois, pela
fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1)
Que é acompanhada com gozo e amor, até na tribulação: “Por quem obtivemos também
nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na
esperança da glória de Deus. E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas
tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança,
e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; e a
esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos
corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5:2-5)
Que é tornada possível pelo amoroso sacrifício e sangue de Jesus: “Pois, quando ainda éramos
fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque
dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem
bondoso alguém ouse morrer. Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que,
quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Logo muito mais, sendo
agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” ( Rm 5:6-9
E continua pela virtude de Sua vida ressuscitada: “Porque se nós, quando
éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito
mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente
isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual
agora temos recebido a reconciliação” (Rm 5:10-11; por exemplo, Heb 7:25)
Os judeus e os gentios, uma vez distanciados um do outro, podem estar em
paz em Jesus Cristo: “Portanto,
lembrai-vos que outrora vós, gentios na carne, chamam
circuncisão, feita pela mão dos homens, estáveis naquele tempo sem Cristo,
separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não
tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que
antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a
nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação
que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade” (Ef 2:11-14).
Tornado possível por meio do mesmo ato que faz a paz com Deus: a morte
de Jesus Cristo! “Isto
é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos
dois um novo homem, assim fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus
em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade” (Ef 2:15-16).
Então Jesus veio a pregar a paz a toda a
humanidade: “E, vindo, Ele
evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto” (Ef 2:17).
As maravilhas desta paz são descritas
por Paulo:
1) Uma paz que
permite o acesso por um mesmo Espírito ao Pai: “porque
por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Ef 2:18)
2) Uma paz onde
todos podem ser concidadãos dos Santos: “Assim,
pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos
santos” (Ef 2:19a)
3) Uma paz onde todos podem ser membros da família de Deus: “e membros da família de
Deus” (Ef 2:19b)
4) Uma paz onde todos podem ser um templo do Senhor, uma habitação de Deus
no Espírito: “Edificados sobre o
fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a
principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para
templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para
morada de Deus no Espírito” (Ef 2:20-22)
A paz interior de alguém é resultado principalmente de:
1) Estar em
paz com Deus
2) Estar em
paz com aqueles que nos rodeiam
Assim quando
Jesus nos traz a paz com Deus e com o homem, o que se segue naturalmente é a
paz interior!
Mas há uma paz que abençoa a alma a
partir de dentro:
1) Ela vem
de Deus
2)
Ultrapassa todo entendimento
3) Serve como
uma fortaleza para guardar nossos corações e nossas mentes e vem por meio de
Jesus Cristo! “E
a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os
vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Fp 4:7).
[Quando alguém
está em Cristo, goza as bênçãos da justificação, junto com a reconciliação,
tanto com Deus como com o homem, e a paz é uma conseqüência natural. Mas há algo que podemos e devemos fazer
para preservar a paz que temos de Deus em Jesus Cristo? Certamente há.]
Manter nossas mentes fixas em Deus: “Tu
conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Is 26:3).
Amar a Palavra de Deus e guardar Seus mandamentos: “Muita paz têm os que amam a
tua lei, e não há nada que os faça tropeçar” ( Sal 119:165). “Ah! se tivesses dado ouvidos
aos meus mandamentos! então seria a tua paz como um rio, e a tua justiça como
as ondas do mar”
(Is 48:18). Disse Jesus: “Se
alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e
faremos nele morada”
(Jo 14:23).
Ser diligentes na oração: “Não
andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos
conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de
Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos
pensamentos em Cristo Jesus” (Fp 4:6-7).
Encher nossas mentes com pensamentos espiritual:
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o
que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro,
tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há
algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes,
e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco” (Fil 4:8-9) (ver Rm 8:5-8).
Estar primeiro em paz com Deus: “Quando os caminhos do homem
agradam ao Senhor, faz que até os seus inimigos tenham paz com ele” (Prov 16:7). Como podemos ter a paz com outros quando não estamos em paz
interiormente?
Ter a
paz com Deus nos dá a paz interior pela qual estamos em uma melhor posição de estar
em paz com outros!
Precisamos
fazer um esforço concentrado para "seguir" a paz (ver 1 Pedro 3:8-12)
A paz deve ser procurada e seguida: “Aparte-se
do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a.” (1 Pe 3:11)
Pedro menciona algumas das qualidades necessárias (1 Pedro 3:8-9-NVI).
1) Ser de um mesmo pensar: “Finalmente,
tenham todos de um mesmo modo de pensar.”
2) Ter compaixão uns dos outros: “Sejam... compassivos”
3) Amar-nos como irmãos: “Amem-se fraternalmente”
4) Ser misericordioso com os outros e humilde: “Sejam... misericordiosos, humildes”
4) Não devolver mal por mal, mas responder com uma bênção: “Não
retribuam mal por mal, nem insulto com insulto; ao contrário, bendigam.”
Só então
podemos esperar "amar a vida e ver dias felizes"! (1 Pe 3:10)
Note que
a busca da paz não requer comprometer a verdade.
Porque a sabedoria que é de cima é "primeiro
pura, depois pacífica..." (Tg
3:17)
Mas se desejamos dar o fruto da justiça,
devemos "semear a paz para aqueles que fazem a paz"! (Tg 3:18)
1. Nunca
esqueçamos que Jesus, como o Príncipe de paz:
·
Veio
pregando a paz,
·
Morreu na cruz para tornar possível a paz com Deus, o homem e conosco
mesmos;
·
É o caminho por meio do qual Deus agora dá a paz ao homem, como foi
declarado na noite em que Ele nasceu (ver Luc 2:11-14).
2. Certamente, o elemento da paz é uma
característica chave de Seu reino: “Porque
o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na
alegria no Espírito Santo. Pois quem nisso serve a Cristo agradável é a Deus e
aceito aos homens. Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as
que contribuem para a edificação mútua” (Rm 14:17-19)
·
Devemos
permitir então que "a paz de Deus
governe nossos corações" (Col
3:15)
·
E permitamos
que Jesus nos dê Sua paz como é expresso nesta oração:
"Ora, o próprio Senhor da paz
vos dê paz sempre e de toda maneira. O Senhor seja com todos vós” (2 Ts 3:16)
LEITURA ADICIONAL
"Justificados, pois, pela fé temos paz
para com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5:1). O homem, morto em seus delitos e pecados, está separado
e afastado de Deus; vive escravo da maldade, dos vícios, do mundo, da carne e
do diabo.
Mas pela graça de Deus, pelo sangue precioso derramado por Cristo na cruz, somos limpos, salvos e santificados. Longe de
Cristo estávamos sem esperança e sem Deus no mundo,
não podendo agradar nem ao Senhor nem aos nossos semelhantes. Mas agora, Cristo efetuou a reconciliação. Podemos desfrutar de comunhão com Deus e o próximo. "E, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto;
porque por Ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito." (Efésios 2:17-18).
A paz do coração, do interior da alma, vem a
nós pelo perdão efetuado pelo sangue do Cordeiro de Deus. A consciência intranqüila e
culpada só pode descansar plenamente
pela restauração que a cruz de Cristo opera. "O castigo que nos traz
a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos
sarados” (Isaías 53:5). "Porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a
plenitude, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio
dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra
como as que estão nos céus" (Colossenses 1:19,20.)
Jesus disse: "Venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu
lhes darei descanso" (Mateus
11:28). A si mesmo Ele se apresentou como a origem, o
produtor, a fonte da paz. Ele é a paz, o descanso e o
repouso do povo de Deus. Por meio de Seu sacrifício o homem
pode viver em harmonia com Deus.
Mas, quem promove e apregoa a paz de Cristo
hoje é a terceira pessoa da Trindade, o bendito Espírito Santo. Ele é o vigário, o representante, o substituto de Cristo.
Ele é o "outro Consolador" que teria o ministério de ajudar-nos,
fortalecer-nos e saturar-nos de paz.
Quando Jesus deu a promessa do Consolador a Seus discípulos, disse: "Não
se turbe o vosso coração"... "Eu
rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador para que esteja convosco para
sempre".
Quando recebemos o batismo no Espírito Santo, com o sinal de falar em
outras línguas, sentimos imediatamente a paz de Cristo
na alma. É uma paz profunda, inundante, dominante. É uma paz "como um rio impetuoso" que
corre por toda nossa personalidade nos alagando de uma maravilhosa segurança.
"Mas a
inclinação do Espírito é vida e paz" (Romanos 8:8). Quando nos preocupamos
procurando as inescrutáveis riquezas do Espírito, Ele se encarrega de nos
fortalecer. O Espírito é quem dá testemunho em nosso
espírito. “O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que
somos filhos de Deus" (Romanos 8:16).
"E a paz
de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos
corações; e sede agradecidos." (Colossenses 3:15). "Ora, o próprio Senhor da paz
vos dê paz sempre e de toda maneira" (2 Tessalonicenses 3:16).
Jesus, antes de ser crucificado, falou várias vezes
com Seus discípulos, buscando prepará-los para o momento de Sua morte. Anunciou-lhes que seria menosprezado
pelos anciãos e sacerdotes e depois crucificado e morto. Os discípulos ficaram muito tristes e preocupados.
Então o Mestre lhes deu a promessa da descida do Consolador e de que Ele lhes
daria de Sua paz: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la
dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se
atemorize” (João 14:27).
O Senhor viu o que esses corações turbados e abatidos precisavam; eles
urgentemente necessitavam Sua paz, essa paz que só
Cristo podia lhes proporcionar, porque Ele veio para trazer a paz. Sua paz não é temporária nem passageira, é perene. Seja em
momentos de vitória, ou nas tormentas e furacões da vida, essa paz permaneceria. Não é uma paz
circunstancial, nem falsa como a que o mundo oferece, mas uma paz inamovível.
A paz do mundo é fugaz e traiçoeira. Quantos
tratados de paz foram violados, quantas promessas,
quantas normas de convivência!
A paz que Cristo nos concede é plena e abundante.
Não compreende tão somente a tranqüilidade espiritual, mas também todos os
benefícios que Ele obteve ao morrer na cruz, a saúde,
a prosperidade, a bênção, o bem-estar.
Diz-se usualmente que "a vida é
uma batalha" e isto é muito certo. Existem muitos adversários que temos que enfrentar; o
pecado, o mundo, a carne, os perigos, as doenças, as provas, o diabo, etc.
Muitos cristãos perdem a compostura e a calma devido às
adversidades e às circunstâncias. Em lugar de exaltar-se
ou irritar-se pela insipidez da vida, o cristão genuíno deve depositar suas
cargas no Senhor. "Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo
sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com
ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os
vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7). Pela
súplica constante o crente deve levar suas necessidades ao Senhor. De
nada serve ficar nervoso e perder o controle ou a calma. O
Senhor nos deu a receita para obter ajuda em meio aos embates da existência.
Teremos que descansar em Seus braços de amor, jogando toda
nossa ansiedade sobre Ele, porque ele tem cuidado de nós. A oração do justo é muito eficaz.
Quando oramos pomos em movimento a mão que
criou o mundo, que traçou os céus.
O Senhor promete responder todas as nossas súplicas: Ele nos dará Sua paz, a paz que só Ele possui por ser santo, puro, bom,
poderoso e cheio de amor. Temos que "ter os pés calçados com a preparação do evangelho
da paz” (Efésios 6:5), o qual nos dá firmeza e estabilidade. Quando Sua paz
nos envolve podemos parar corajosamente diante do inimigo, tendo a completa
segurança de que Ele nos dará a vitória. Se Sua paz
estiver conosco não escorregaremos, nem cairemos. Os temores e lutas serão
tornados insignificantes pelo divino Consolador e exclamaremos dos recônditos
mais íntimos de nosso ser: “Que maravilhoso, que glorioso é o Senhor!”
A paz que nos vem do Espírito é eminentemente
prática. Faz sentir sua generosa influência em nosso viver
diário. Para cada problema e necessidade está
disponível para nos cobrir com Seu manto de segurança. Quando aparecem os ataques de saúde, aumentam as dificuldades
econômicas. Quando os temores querem apoderar-se de nós, podemos
recorrer àquele que nos disse: "Deixo-vos a paz;
a Minha paz vos dou". Ele pode nos auxiliar e nos
alentar para sairmos triunfantes em qualquer contingência, por difícil que
seja.
Precisamos nos acostumar sempre a lançar mão da paz
de Cristo. Não devemos permitir nunca que as tempestades da
vida nos dobrem e desalentem. O desânimo precede o fracasso.
Temos uma rocha firme em quem
descansar, um castelo forte para nos refugiar. Ele é o dono da situação. Nada
há difícil para Ele. Ele permanece sentado no trono, é
nosso Supremo Sacerdote. “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hebreus 4:16).
"E a paz de Cristo,
para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e
sede agradecidos” (Colossenses 3:15). O Senhor deseja
que nosso coração seja um jardim de paz, onde ela
possa crescer e dar seus generosos frutos, "muita paz têm os que amam sua
lei" (Salmo 119:165). "Mas os mansos herdarão a terra e se
recrearão com a abundância de paz" (Salmo
37:11).
A paz do Espírito deve ser como um impetuoso
rio, fluindo, crescendo em nosso interior. Mas para que essa paz
corra livremente é necessário caminhar em santidade. Em
Isaías 48:18 Yahweh nos diz. "Ah! se tivesses dado
ouvidos aos meus mandamentos! então seria a tua paz
como um rio, e a tua justiça como as ondas do mar." Deus deseja nos conceder uma
transbordante paz; mas para isso devemos guardar sua
Palavra, eliminar de nosso coração todo pecado. Se deixarmos que o orgulho, a
inveja, o rancor, o ciúme, floresçam em nosso coração, será impossível que
tenhamos uma genuína paz. O pecado traz
intranqüilidade, insônias e naufraga.
A pomba da paz que é santa e pura foge do
coração rebelde e pecaminoso. A ira deve ser refreada,
a soberba extirpada e o ódio arrancado pela raiz. Se permitirmos que estes males cresçam, tornar-nos-emos praticantes da
iniqüidade e perderemos a comunhão com Deus e a vida eterna.
Para que possamos desfrutar de uma sobrepujante paz
é preciso que sejamos humildes e mansos. Quanto mais quebrantados estamos, mais reconheceremos nossa total
dependência do Altíssimo. Os mansos são aqueles que
renunciaram a seu eu, ao egoísmo, ao orgulho, para servir a Deus e a seu
próximo.
Aquele que está quebrantado pode
facilmente comunicar-se com seus semelhantes; seus contatos com as pessoas já
não são marcados pela brutalidade, ou ressentimento. Seu caráter é humilde e aprazível, e todo seu ser, suas maneiras, sua
voz, mostram que possui a paz interior do Espírito.
Quando estamos quebrantados não confiamos em nossas próprias capacidades
humanas, mas aprendemos a descansar e esperar nele com
uma fé decidida e firme.
"Pois assim diz Yahweh
Deus, o Santo de Israel: Voltando e descansando, sereis salvos; no sossego e na confiança estará a vossa força" (Isaías 30:15).
Deus deseja que a paz que hoje pulsa em nosso
ser continue crescendo. Andemos em santidade, quebrantemo-nos mais e mais; e a paz do Espírito será um tesouro inestimável em nossa vida
espiritual.
Atualmente muito se fala de paz. Mas o certo é que existem muito poucas pessoas que podem
desfrutá-la. A ciência diz que setenta por cento das
enfermidades têm sua origem em fatores psicossomáticos; preocupações,
angústias, temores e ansiedades. Uma infinidade de pessoas adoece do
coração. Úlceras e problemas nervosos por causa de tensões
emocionais; porque lhes falta tranqüilidade interior. Vivem
em um estado de depressão que às vezes as conduzem ao próprio suicídio.
As instituições de doentes mentais
estão repletas de pessoas que viveram em um estado de ansiedade, angústia,
prostração e derrota. A psiquiatria, com
suas diversas terapias, não pode dar uma solução definitiva aos conflitos
interiores. Os médicos podem ajudar ao corpo, mas só Deus pode salvar a alma e proporcionar imperecível paz.
Para que haja uma complete paz interna, a chave
é uma boa relação com Deus. Quando estamos saturados com Sua Palavra, e
dependemos de Sua ajuda diariamente, procurando-a por meio da oração, não
existe lugar para a ansiedade, a preocupação ou a
depressão.
Isaías 26:3-4. diz: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme
em ti; porque ele confia em ti. Confiai sempre em Yahweh;
porque Yahweh Deus é uma rocha eterna.”
Paz completa, perfeita, têm aqueles que
confiam, cujos pensamentos perseveram no Senhor. Não é só um sentimento de repouso e quietude; é uma experiência
decisiva de bem-estar e segurança que procede de um abandono incondicional e
total ao amparo divino.
"Eis que lhe trarei a
ela saúde e cura, e os sararei, e lhes manifestarei abundância de paz e de segurança" (Jeremias 33:6).
O Senhor está disposto a nos dar abundância e plenitude de paz, paz que ultrapassa todo entendimento, paz tão sublime e
gloriosa que nenhuma circunstância, por adversa que seja, pode menosprezá-la.
"Segui a paz com todos" (Hebreus 12:14). "Tende paz entre vós" (1
Tessalonicenses 5:13).
Disse o sábio Salomão: "Quando os caminhos do homem agradam a Yahweh, faz
que até os seus inimigos tenham paz com ele" (Provérbios 16:7).
Nossa paz deve mostrar-se também nas relações
que temos com nossos semelhantes, especialmente em nossa família e igreja.
Devemos ser promotores da paz, canais de paz. Isto significa que no lugar onde nos movemos, atuamos ou
trabalhamos, devemos cuidar para não fomentar situações embaraçosas, discussões
que possam alterar os ânimos e criar uma atmosfera de discórdia.
Em toda relação devemos mostrar sempre
um espírito perdoador, mantendo uma atitude amorosa e compreensiva. Precisamos eliminar todo sentimento de desforra, todo desejo
revanchista, "minha é a vingança, diz o Senhor”: “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas
dignas, perante todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, tende
paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós
mesmos, amados, mas dai lugar à ira de Deus, porque
está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor. Antes, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede,
dá-lhe de beber; porque, fazendo isto amontoarás brasas de fogo sobre a sua
cabeça" (Romanos 12:17-20).
Perdoar é um atributo divino, uma
virtude do espírito. Jesus perdoou até nos últimos momentos
de Sua vida: "Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem" (Lucas
23:34).
Se nós não perdoarmos as ofensas,
tampouco nosso Pai celestial perdoará nossas ofensas. O fato de perdoar é um ato de paz, de
harmonia, de conciliação. Só os corações cheios do amor do Espírito podem
perdoar como Cristo perdoou.
O Senhor quer não apenas que promovamos a paz,
mas também que sigamos a paz. O apóstolo Paulo aconselha a seu filho na fé Timóteo: "Segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de
coração puro, invocam o Senhor" (2 Timóteo 2:22). O que revela
realmente que somos propriedade de Deus e que produzimos justiça, amor e paz. Paulo também
aconselha: "Assim,
pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a
edificação mútua" (Romanos 14:19). Na
igreja, na fraternidade dos santos, teremos que fomentar tudo o que contribui à
unidade e harmonia do corpo de Cristo.
"Rogo-vos, pois, eu, o
prisioneiro no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes
chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos
uns aos outros em amor, procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito
no vínculo da paz” (Efésios 4:1-3).
Em meio a um mundo turbulento, como a ave que em meio às tempestades que
rugem pousam no topo de uma rocha, nós, os filhos de Deus, temos paz como um
rio, paz de Deus; paz com Deus; paz conosco mesmos e paz com nossos
semelhantes. Sigamos, prossigamos, persigamos a paz!
Na terra há muita aflição, mas Cristo é nossa maravilhosa paz.
Glória a Deus!