INSEJEC - Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo

A repercussão do Evangelho

Fé, esperança e amor!

No devocional desta manhã dois versículos do primeiro capítulo da primeira Carta aos Tessalonicenses chamaram-me a atenção de forma especial.

“Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo…” (1 Ts. 1:2-3)

Destaco as três virtudes daquela igreja que Paulo exalta:

1) Operosidade da Fé

Uma fé que se manifesta através de ações concretas. Uma fé viva que se deixa revelar ao mundo e impossível de se ocultar. Lembra-nos da impossibilidade de se esconder uma cidade edificada no monte, mencionada por Jesus, ou, do ensino de Tiago quanto à fé verdadeira que se opõe à que é morta por ausência do fruto das obras.

O que provava essa operosidade da fé dos tessalonicenses era a capacidade de fazer repercutir o evangelho que haviam recebido de todo o coração. “Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma…” (1:8)

Operamos a nossa fé quando a compartilhamos com entusiasmo, para além das nossas fronteiras. A palavra repercutia, reverberava, e chegava do ponto A ao ponto Z sem contaminação. Paulo se admirou pelo fato de chegar a outros territórios e encontrar o evangelho se manifestando de forma tão pura, sem que houvesse qualquer necessidade de se acrescentar ou de se corrigir coisa alguma. E isso tinha partido de Tessalônica.

2) Abnegação do Amor

Acreditamos ser este o segredo de tamanho poder para se fazer repercutir a mensagem mais importante da vida. Não há nada que mais revele a Deus do que um coração encharcado de amor abnegado. Trata-se da renúncia do interesse próprio em favor do outro. É a libertação do egocentrismo para mergulhar no mundo das necessidades do próximo. O evangelho havia chegado a quilômetros de distância porque conseguiu derrubar as barreiras do individualismo por onde passava. As pessoas que o recebiam logo entendiam que a transformação experimentada não podia ser contida, mas sim dividida de forma espontânea e generosa.

Não basta amar. Podemos amar a nós mesmos, mas é o amor abnegado que muda a direção do objeto do nosso amor. É essa atitude que redireciona os interesses e a motivação, focando na direção dos outros e não mais na nossa direção.

3) Firmeza da Esperança

O último destaque revela a verdadeira motivação. O amor impulsiona a fé, mas a esperança é o veículo que transporta os dois. O olhar voltado para o alto é a atitude de quem não espera nada desta vida. Seu tesouro está nos céus, de onde também virá o nosso Redentor e Salvador, Jesus Cristo: “…e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura.” (1:10).

Sabemos que o dia da ira se aproxima (Lucas 3:7). O tempo da grande prova que virá sobre todos os homens da terra (Lucas 21:35). O período da multiplicação da iniquidade, quando o amor de muitos se esfria (Mateus 24:12). A época em que os homens se tornam amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela (2 Timóteo 3:2-5).

Diante desse quadro já tão evidente em nossos dias, a nossa esperança precisa estar hoje mais viva do que nunca. Amor que se esfria e iniquidade que se multiplica, apagam a esperança do coração de muitos. O senso de injustiça, a dor do coração, a violência atroz, e a morte cruel. Meu Deus, tenha misericórdia! Eles passam a olhar para as coisas em vez de olhar para o alto.

Para onde estamos olhando? A esperança dos tessalonicenses mantinha-os com os olhos fitos no alto, na expectativa do retorno glorioso de Jesus. Que a nossa esperança seja firme diante de toda maldade tão palpável dos nossos dias. Que nada nos prenda aqui, conquanto nossos olhos estejam firmes na esperança da salvação.

REFLEXÃO

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. (1 Coríntios 13:13)

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