INSEJEC - Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo

Cristo e as Três Esferas

Cristo nos demonstrou o caminho para o alto…

para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra.” (Filipenses 2:10)

Jesus Cristo conquistou autoridade nas três esferas conhecidas: o céu, a terra, e o que existe debaixo da terra. Em cada uma delas Ele demonstrou virtudes dignas do reconhecimento do Pai, das mãos de quem recebeu autoridade suprema. No céu ele esvaziou-se, na terra ele se humilhou, e, debaixo da terra ele esperou.

“pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou…” (Filipenses 2:6)

Ao contrário do que fez o querubim ungido, que usurpou em seu coração o lugar que não lhe pertencia, Cristo, que era, dispôs-se a deixar de ser, esvaziando-se a si mesmo em total comprometimento com a vontade do Pai em relação à humanidade caída. O seu auto-esvaziamento foi a atitude mais gloriosa que qualquer ser celestial jamais tinha visto, nem verá jamais.  Tal despojamento garantiu-lhe a autoridade máxima sobre tudo o que há nos céus.

“assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” (Filipenses 2:7-8)

Na terra Cristo se humilhou. Ele se tornou visível aos homens porque se fez como um deles, identificando-se com eles. Já na condição de ser humano humilhou-se um pouco mais, tornando-se servo dos homens. Disposto a obedecer ao Pai em tudo, humilhou-se mais ainda, já que a obediência nos conduz pela senda da renúncia, da submissão e da dependência. Tal caminho o levou à morte e morte de cruz. O autor da vida escolheu morrer. O único digno da bênção completa decidiu tornar-se maldito. Que homem maravilhoso! A humildade de Cristo nessa dimensão garantiu-lhe a autoridade máxima sobre tudo o que há na terra.

Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.” (Salmo 16:10)

Estando debaixo da terra em espírito, Cristo esperou pelo Pai com grande expectativa, conforme nos indica a palavra profética do salmista. Totalmente dependente da ação paterna, o filho esperou e esperou até que sua alma fosse tirada dali. Mas lá estava em nosso lugar. Não havendo nele pecado, o hades não podia retê-lo. Então, ao terceiro dia ressuscitou. No entanto, sua descida às partes mais baixas da terra, representou o poço mais profundo que alguém poderia descer por obediência e amor. Portanto, sua descida ao lugar mais baixo, garantiu-lhe a posição no lugar mais alto.

Com isso queremos dizer que Cristo nos demonstrou o caminho para o alto. Para subir, primeiro precisamos descer. Para nos enchermos, primeiro precisamos nos esvaziar. Para salvar alguém, primeiro precisamos nos identificar com esse alguém e servi-lo de todo o nosso coração. Para exercermos autoridade, primeiro precisamos obedecer e nos submeter. Para vivermos de verdade, primeiro precisamos morrer. O que Cristo fez, o fez por todos nós e de uma vez por todas. Cabe-nos, no entanto, vivermos na base do mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

Podemos começar essa escalada para o alto, simplesmente dobrando já os nossos joelhos enquanto confessamos de coração que só Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

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