INSEJEC - Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo

Entre Társis, A Baleia e Nínive

Queridos Avivalistas do Século XXI!   Nem sempre o propósito de Deus é um lugar […]

Queridos Avivalistas do Século XXI!

 

Nem sempre o propósito de Deus é um lugar de total refrigério. No espírito ele sempre trará alegria, pois poderemos nos deparar com caminhos difíceis, árduos, de esmagamento do próprio EU para viver o propósito de Deus que envolve sua vida.

Para o Apóstolo Paulo este propósito passou por naufrágios, açoites, perseguição, fugas de cidades, prisões, incompreensões por parte de certos cristãos de algumas igrejas que ele havia fundado e supervisionava. O propósito passava até mesmo pelo preconceito e pelo desprezo que os outros apóstolos davam a ele por não ter sido dos 12  discípulos de Jesus da primeira leva. Passaram-se décadas para que seu apostolado fosse reconhecido por boa parte dos 12 de Jesus. Mas quem o chamou não foi a carne e nem o sangue, por isso suas convicções iam acima das lutas e o faziam prosseguir. Que inspirador!

Para Jesus, o propósito de Deus passava por ter que ir para Jerusalém e lá ser cruelmente julgado, crucificado e esmagado como um grão de trigo, por amor  aos homens. Sua morte e ressurreição foi o caminho aberto para levar os homens de volta a Deus. Satanás por vezes usou até mesmo seus melhores amigos, como Pedro, ao demonstrar uma compaixão muito grande a respeito de sua vida, para que Ele não fosse para Jerusalém e não mais dissesse que ia morrer.

 

Então advertiu a seus discípulos que não contassem a ninguém que ele era o Cristo. Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia.

Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: “Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!” Jesus virou-se e disse a Pedro: “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens”.

Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará.” Mt 16.20-25

 

 

Era um discurso muito duro e confrontante para Pedro ouvir Jesus dizer que tinha que padecer as dores. Quantas vezes não queremos o propósito porque Ele nos trará alguns desconfortos?

Resistimos a Deus no coração para entregar o que Ele nos pede por causa do orgulho e do amor muito intenso a si próprio. Temos pena de nós mesmos, o que vão dizer de nós se nos entregarmos totalmente para Deus? Ficamos pensando na nossa imagem diante das pessoas: Será que vão me achar fraca ou forte se eu fizer essa renúncia? Será que vão me aplaudir ou me apedrejar? Será que vão me compreender ou me deixar sozinha se eu entrar por esse caminho de morte para mim mesma? Não falamos essas coisas, mas geralmente pensamos.

Para o profeta Jonas, o propósito divino passava por abrir mão da própria vontade e se render ao desejo de Deus para alcançar a cidade de Nínive (Jn 1). Ele não queria ir para aquela cidade e embarca em um navio para outra cidade, Társis. No  fundo do coração, o profeta sabia que Társis jamais seria o propósito de Deus para sua vida. Quantas vezes nós também sabemos que estamos indo na direção oposta ao propósito de Deus, mas por dureza de coração, insistimos em conduzir nossa vida para “Társis”, um caminho alternativo.

Alguns poderiam aconselhar Jonas: “mas o que há de errado ir para Társis? Afinal lá você também pode pregar o arrependimento para uma multidão. Qual o problema de não ir para Nívive?”

O problema de não ir para Nínive é viver fazendo o que vier na cabeça, o que as pessoas nos aconselham que seja o melhor e não fazer o que Deus já disse claramente que deveríamos fazer e ficarmos “enrolando”, perdendo tempo, resistindo. Pensamos que Deus é menino e que conseguimos passá-Lo para trás. Só que Deus é Deus.

Todo Jonas que estiver dentro do navio de Társis, pode crer que algum dia na sua vida uma tempestade se levantará no mar e vai acabar lançando-o ao mar e uma grande BALEIA o engolirá e por 3 dias, ficará se debatendo no ventre dela até realmente se arrepender e aprumar os caminhos do próprio coração e se render à vontade de Deus. (Leia o livro do profeta Jonas na Bíblia, é curtinho).

 

O VENTRE DO GRANDE PEIXE

 

“Então estes homens se encheram de grande temor, e disseram-lhe: Por que fizeste tu isto? Pois sabiam os homens que fugia da presença do SENHOR, porque ele lho tinha declarado. E disseram-lhe: Que te faremos nós, para que o mar se nos acalme? Porque o mar ia se tornando cada vez mais tempestuoso. E ele lhes disse: Levantai-me, e lançai-me ao mar, e o mar se vos aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade. Entretanto, os homens remavam, para fazer voltar o navio a terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia embravecendo cada vez mais contra eles. Então clamaram ao SENHOR, e disseram: Ah, SENHOR! Nós te rogamos, que não pereçamos por causa da alma deste homem, e que não ponhas sobre nós o sangue inocente; porque tu, SENHOR, fizeste como te aprouve. E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar, e cessou o mar da sua fúria. Temeram, pois, estes homens ao SENHOR com grande temor; e ofereceram sacrifício ao SENHOR, e fizeram votos. Preparou, pois, o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe” (Jonas 1:10-17).

 

Pelo ângulo do propósito, entendo que o ventre da baleia representa aquele lugar espiritual ou aquela circunstância que Deus permite que nos aconteça para nos fazer repensar a própria vida, o destino e as próprias escolhas do coração. É o lugar de aprumar o caminho do coração para fazer a vontade de Deus e não mais a nossa.

A bem da verdade, há missões que não queremos cumprir por acharmos que o povo a quem Deus nos envia, é peverso demais para ouvir de novo a mensagem do amor de Deus;  Com nossos comportamentos infantis, chegamos a tomar as dores do próprio Deus, quando as pessoas não querem aceitar a Jesus, nem libertação e nem ajuda de imediato. Sentimos raiva das pessoas, de suas rebeliões, da obstinação dos corações e não queremos nem mais chegar perto delas. Porém, Deus não é assim. Os critérios dEle, “graças a Deus”, são diferentes dos nossos e Ele sempre se moverá no propósito de alcançar uma pessoa, uma família, uma cidade até que os alcance de alguma forma e comunique sua mensagem.

O grande detalhe é que o povo é de Deus, não é meu e nem seu. Se Deus nos manda pregar 300 vezes para a mesma pessoa temos que ir, pois a missão é dEle. O interesse é dEle, somos apenas os canais. Os resultados devemos deixar nas mãos de Deus. Ele amou tanto o povo de Nínive que enfrentou a dureza e a amargura do coração do profeta Jonas para que a cidade ouvisse a mensagem do arrependimento.

 

DESISTA DE IR PARA TÁRSIS

 

Társis representa o caminho oposto, o caminho paralelo à vontade de Deus é aquele que criamos por nossa própria conta para não obedecer ao que já sabemos que Deus nos manda fazer. Sempre será mais inteligente de nossa parte fazer vontade de Deus, pois ela sempre nos levará a maiores e melhores resultados.

 

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2.

 

Desista de andar no caminho paralelo ao chamado de Deus para sua vida, fazendo coisas parecidas, até boas e edificantes, mas que Deus não o chamou para fazê-las, pois sua missão é outra. E você já sabe disso.

Algumas pessoas podem passar a vida mais tempo dentro do ventre da baleia do que propriamente fora, pois insistem o tempo todo em viverem contrárias ao chamado que sabem que Deus já lhe fez.  São situações difíceis sobre situações difíceis e a pessoa continua com a cerviz endurecida, sem se render, lutando contra Deus, arrumando argumentos de todo tamanho para não ceder à vontade de Deus. É uma alma mal resolvida, que coloca a culpa de não cumprir o chamado em todo mundo.

 

PEIXE DEVOLVA JONAS, POIS ELE JÁ SE RENDEU AO PROPÓSITO

 

“E OROU Jonas ao SENHOR, seu Deus, das entranhas do peixe. E disse: Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz. Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim. (…) Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do SENHOR vem a salvação. Falou, pois, o SENHOR ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca” (Jonas 2).

 

 

Quando a dureza do coração de Jonas se quebrou e ele reconheceu seu chamado, a sua missão e Quem lhe havia enviado, do Senhor veio a sua salvação. Isso é fantástico. O Senhor falou com o peixe e mandou liberar o rapaz, pois a rebelião havia sido vencida.

 

QUANTAS NÍNIVES VIVEM A ESPERAR POR MIM

 

Ah, quantas Nínives estão a nossa espera! Quantos jovens, mulheres, homens, crianças, adolescentes! Ah, quanta gente espera que saiamos do caminho de Társis e aprumemos com o caminho do propósito de Deus!

Ir para Nínive é se render nos braços de Deus para cumprir o chamado ainda que isso lhe custe renunciar suas próprias opiniões acerca do povo, da cidade, da própria missão. Penso que um coração avivado sempre tem o PROPÓSITO DE DEUS como o  grande ideal.

Quero ser participante dessa geração de apaixonados por agradar a Deus acima de tudo. Espero que seu coração também seja inflamado por esse mesmo desejo de vermos o propósito de Deus acontecendo em nossos dias.

 

Abraços inflamados pelo propósito profético.

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