INSEJEC - Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo

Felicidade no casamento

Uma palavra com passos sobre como ser feliz em seu relacionamento.

“Ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o SENHOR o abençoou e a toda a sua casa. Então, avisaram a Davi, dizendo: O SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom e tudo quanto tem, por amor da arca de Deus; foi, pois, Davi e, com alegria, fez subir a arca de Deus da casa de Obede-Edom, à Cidade de Davi. Sucedeu que, quando os que levavam a arca do SENHOR tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros cevados. Davi dançava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho. Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do SENHOR, com júbilo e ao som de trombetas. Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração. Introduziram a arca do SENHOR e puseram-na no seu lugar, na tenda que lhe armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o SENHOR. Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do SENHOR dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda a multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa. Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer! Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado. Ainda mais desprezível me farei e me humilharei aos meus olhos; quanto às servas, de quem falaste, delas serei honrado. Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte.” (2 Samuel 6:11-23 RA)

Seis Ações que Podem Transformar o Casamento.

1. Trazer os Princípios Divinos Para Dentro do Lar.

 

“Ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o SENHOR o abençoou e a toda a sua casa.” (2 Samuel 6:11 RA)

A felicidade começa quando os princípios divinos entram. É simples entender isso. O jovem casal é feliz quando casa justamente porque ele está fazendo exatamente o que Deus disse que era bom fazer, estando os jovens conscientes disso ou não, sendo eles religiosos ou não. O simples cumprimento do princípio divino trará em seu bojo naturalmente as bênçãos nele contidas. O casamento foi instituído por Deus e por isso todo aquele que o desfruta recebe dos benefícios planejados pelo Senhor.

Mas o grande desafio não é começar bem, e sim permanecer bem. A arca do Senhor permaneceu na casa de Obede-Edom por três meses e durante aquele tempo Deus abençoou toda a sua família. É bom que se entenda que a felicidade do casal que passa pela cerimônia do casamento, não precisa se restringir àquele dia. Ela pode ser duradoura se os outros princípios também estiverem presentes todos os dias daquele matrimônio. A felicidade no casamento não precisa ser passageira e sim permanente. Um lar não pode reter a felicidade quando se transforma em verdadeiro campo de batalha ou lugar onde se lançam sementes de amargura, violência e desrespeito, atitudes incompatíveis aos princípios que encontramos na Palavra de Deus.

2. Realizar Sonhos.

“Então, avisaram a Davi, dizendo: O SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom e tudo quanto tem, por amor da arca de Deus; foi, pois, Davi e, com alegria, fez subir a arca de Deus da casa de Obede-Edom, à Cidade de Davi.” (2 Samuel 6:12 RA)

Davi estava feliz porque naqueles dias viu seus sonhos sendo realizados. O cumprimento de sonhos, o alcance dos objetivos e a consecução de metas no contexto da família são essenciais para a renovação do vigor familiar. O filho que entra na faculdade, o pagamento das dívidas, a aquisição de um patrimônio que foi planejado; mesmo que sejam pequenas conquistas, elas são capazes de remeter a família a novos ciclos de crescimento e de realizações.

Famílias que não sonham em conjunto e que não possuem causas comuns, ou aquelas que não conseguem completar os ciclos que culminem na realização do que buscaram, tendem a desanimar-se e a enfraquecer-se.

3. Assegurar-se de que os Sonhos Pessoais também os Sejam da Família.

 

“Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.” (2 Samuel 6:16 RA)

A felicidade de Davi era notória, mas a indiferença de sua esposa, Mical, também o era. Estava claro que a realização do sonho era somente de um e não do outro. Os motivos de Davi e Mical agora não são relevantes; o mais importante no momento é perguntar se os nossos sonhos pessoais são somente nossos ou do casal.

É lícito termos sonhos pessoais no casamento; mas precisamos cuidar para que isso não seja a regra. Quanto mais nos aprofundamos nas relações matrimoniais, mais nos tornamos conscientes dos desejos do outro, que passam a ser os nossos também. A conquista do outro passa a ser nossa igualmente e vice-versa. Acredito que Davi poderia ter trabalhado melhor a questão da importância da vinda da arca do Senhor para Jerusalém na sua relação matrimonial, junto à sua esposa, envolvendo-a na visão, trabalhando o coração dela, e abrindo-se para possíveis questionamentos da parte dela. Acredito também que Mical poderia ter se empenhado mais para compreender a paixão de seu esposo e então participar de tudo aquilo como se fosse sua própria causa, sendo ela uma só carne com ele. Parece-nos que nada disso aconteceu, permitindo o desfecho que já conhecemos.

4. Promover Restauração para as Feridas Emocionais do Passado.

 

“Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.” (2 Samuel 6:16 RA)

A atitude de Mical contra seu marido era fruto de um passado mal resolvido. O texto bíblico faz questão de apresentá-la como filha de Saul. Por ser agora esposa de Davi, esse registro seria desnecessário não fossem as fortes raízes que ainda a ligavam à seu pai. O princípio de deixar pai e mãe para unir-se ao cônjuge, parece não ter sido ainda bem construído no coração daquela mulher. Acontece que o pai dela, Saul, tinha sido o rei que antecedeu ao seu esposo. Davi estava conquistando algo que seu pai nunca havia conseguido. Portanto, aquela felicidade de Davi trazia a amarga lembrança de um reinado fracassado para a memória de Mical.

Precisamos atentar para a realidade de feridas não devidamente tratadas. Elas ressurgirão em algum momento futuro e poderão trazer graves consequências.

5. Vigiar Sobre as Palavras.

 

“Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer! Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado.” (2 Samuel 6:20-21 RA)

Já sabemos sobre o poder que há nas palavras. Como dizem as Escrituras, nelas há poder de vida e de morte: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.” (Provérbios 18:21 RA). Além disso, as palavras são produto do que armazenamos no coração: “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Mateus 12:34 RA).

Não podemos ter a expectativa de um lar feliz quando as sementes são ruins. Palavras são sementes e o transbordar da amargura do coração destrói qualquer instituição.

As palavras de Mical que comparam Davi a um vadio qualquer, estão longe de expressar a honra devida ao marido. Por sua vez, Davi, movido pela indignação que as palavras de sua mulher produziram nele, incorre no grave erro de desrespeitar a memória de Saul, pai de Mical, a quem ele tanto tinha honrado até aquele momento. É nesse ambiente hostil que a esterilidade é gerada.

6. Restaurar a Porta para a Intimidade Sexual e a Frutificação.

 

“Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte.” (2 Samuel 6:23 RA)

Como dissemos no final da sessão anterior, a esterilidade foi gerada em um ambiente de hostilidade, desrespeito e desonra. Não sabemos se Mical não teve filhos porque o casal deixou de cultivar a intimidade sexual ou se foi por desaprovação divina pela forma como ela reagiu na chegada da arca do Senhor em Jerusalém. De qualquer forma, aquele casal deixou de frutificar para Deus. Os filhos são bênção e herança do Senhor. Mesmo quando o casal não pode ter filhos biológicos por algum motivo, não são, no entanto, necessariamente estéreis quanto às questões matrimoniais. Eles podem ser frutíferos servindo ao Senhor com alegria, manifestando o fruto do Espírito nos relacionamentos, na vida conjugal, além de poderem gerar filhos espirituais, como resultado de uma vida madura e saudável que agrada ao Senhor.

Porém, um lar de discórdias, ainda que tenha muitos filhos, é, no entanto, um lar estéril, sem vida e sem alegria. A felicidade não pode subsistir em um ambiente assim.

Precisamos restaurar a porta da intimidade sexual através do perdão. A família verdadeiramente feliz é aquela que reflete a imagem de Deus e que vivencia os Seus valores.

+ Artigos