#100dias – 09 – Chuva

Postado por em jan 29, 2014 no 100 dias - Plenitude da Unção, Blog

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DIA 9 (29.01) – NOMES E SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO – PARTE VI

O ESPÍRITO SANTO COMO CHUVA

Oséias, profetizando a vinda do Messias, declara: “Conheçamos, e prossigamos firmemente adorando e conhecendo Yahweh, o SENHOR. Tão certo como nasce o sol, Sua vinda ocorrerá sobre todos nós como as boas chuvas que vivificam a terra nos tempos apropriados” (Oseias 6:3-BKJ). O Profeta Joel amplia o assunto, deixando claro que as chuvas descendo sobre a terra e cumprindo seu papel, são um símbolo do derramamento do Espírito Santo:

“Ó filhos de Sião! Alegrai-vos e regozijai-vos em Yahweh, vosso Elohim, Deus, porque Ele faz descer as boas chuvas de outono com generosidade e justiça. Ele envia muitas chuvas, as de outono e as de primavera, as primeiras e as últimas… Então, depois desses eventos derramarei o meu Ruwach, Espírito sobre todos os povos! Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os idosos terão sonhos, os jovens ganharão visões. Inclusive sobre os escravos e serviçais da época derramarei do meu Espírito naqueles dias” (Joel 2:23,28,29).

O Apóstolo Pedro, no Dia de Pentecostes, identifica o fenômeno da descida do Espírito Santo com esta profecia de Joel (Atos 2:17-21). O “derramar” ao qual ele se refere, não é um uso abstrato da palavra; ele tem a ver com a “chuva serôdia” que acelera e amadurece as colheitas frutíferas. O Senhor está dizendo que vai enviar chuva aos campos [pessoas] que são totalmente estéreis, como uma promessa de vida e esperança.

Já se perguntou por que nosso Pai celestial prometeu que o Espírito Santo viria a nós como a chuva? No plano físico, dependemos dela para sobreviver. A agricultura não existe sem ela, pois das chuvas caindo, ou dos rios e fontes alimentados por elas, depende a colheita. Do fruto da terra procede nosso alimento. Precisamos da água que a chuva faz descer sobre a terra para beber e manter-nos limpos. Impossível exagerar sua importância. Dela depende nossa própria vida. Certamente a chuva do Espírito tem esta mesma importância no mundo espiritual. Ela tem muito significado simbólico na Palavra de Deus. Sem ela não podemos viver.

IDEIAS ASSOCIADAS À CHUVA

A chuva tem uma dupla função. Primeiro, refresca onde tenha havido secura e aridez (Joel 2:23-29). Segundo, restaura onde houve perda (Isaías 28:11-12). Assim o Santo Espírito age em nossas vidas. Transforma a aridez em terra fértil e traz de volta o que se perdeu, isto é, ressurreição!

A chuva foi associada com o poder de Deus sobre a natureza (1 Reis 17:1; Isaías 5:6) e com as bênçãos Divinas (Salmo 84:6; 147:8). Sua conexão com a subsistência tornou-se a expressão concreta do cuidado de Deus com a vida das pessoas e a fertilidade da terra.

A terra que deu ao seu povo “é terra de montes e vales exuberantes, alimentados pelas chuvas do céu” (Deuteronômio 11:10, 11). “Então vos darei as chuvas no devido tempo, e a terra dará seus produtos, e a árvore do campo seus frutos” (Levítico 26:4).

Uma vez que a chuva beneficia a todos, é metaforicamente associada com o rei temente a Yahweh, que é uma bênção para todos e alimenta a vida. “É como os primeiros raios de sol depois da chuva, que faz crescer as plantas da terra” (2 Samuel 23:4).

O ESPÍRITO SANTO DÁ VIDA À NOSSA CAMINHADA ESPIRITUAL

A vinda do Espírito indica que estamos a viver na plenitude de todas as coisas que Deus faria na terra. Nunca mais teremos de ser como terra seca ou estéril. Através do nosso caminhar com Deus, no Espírito, nossa jornada na vida nunca será inútil e sem sentido. É o Espírito Santo que nos dá a capacidade de caminhar na plenitude do que Deus nos prometeu em Sua palavra. Ele disse que nunca, jamais, seríamos confundidos. Tudo o que nos é necessário Ele nos tem dado através da pessoa bendita do Espírito Santo.

EXPERIÊNCIA RENOVADA

Precisamos, mais que nunca, das chuvas do Espírito para ser revigorados a cada dia. Não que estejamos desviados ou em pecado. Porém, assim como a relva que precisa da chuva em cada estação, e como as flores precisam de água, em nossa jornada espiritual temos necessidade da renovada chuva refrescante de Deus. No dia-a-dia, como o calor do sol sobre a relva a resseca e a chuva vem com seu frescor renová-la, o mesmo ocorre conosco. Há momentos em que podemos estar em chamas por Deus, e, em seguida, os cuidados da vida nos sobrepujam e chega a aridez. Então a alma suspira pelo frescor da chuva que o Espírito Santo nos traz. Que conforto saber que ela nos está disponível, todo o tempo, para manter esse relacionamento com Deus, que nos faz triunfar.

BÊNÇÃO X JUÍZO

Pesquisando na Bíblia os versículos em que a palavra “chuva” aparece, aprendemos que Deus não só a envia na forma de bênção para o Seu povo, como também a retém, como julgamento, quando ele se aparta dEle. Vemos ainda que a chuva no domínio físico, ou a falta dela, muitas vezes é paralela da condição espiritual do povo. Isto é evidente na oração de Salomão:
“Quando os céus se fecharem, e não houver chuva, por terem pecado contra Ti, e orarem neste lugar, e confessarem o teu nome, e se converterem dos seus pecados, havendo-os Tu afligido, ouve tu então nos céus, e perdoa o pecado… e dá chuva na Tua terra que deste ao Teu povo em herança” (1 Reis 8:35,36).

Isso chama nossa atenção para o fato de que o pecado retém as chuvas do Espírito em nossa vida. Queremos plenitude! Ela, porém, não é automática. Tudo que recebemos de Deus é expressão da graça, mas nada é recebido com leviandade ou displicência. Para tanto precisamos sondar o coração e atentar para a advertência:

“Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de pousio (aquele que já produziu e agora está estéril); porque agora é a hora de buscar a Yahweh, o SENHOR, até que Ele venha e faça chover sobre todos vós a chuva de justiça e salvação” (Oseias 10:12). É Deus quem dá a chuva, mas pertencem a nós as preparações do coração.

Antes que venha a promessa do derramar do Espírito em Joel 2:23,28-32, o profeta apresenta todo um programa de jejum, arrependimento e clamor, nestes termos:

“Cingi-vos e lamentai-vos…; gemei…; entrai e passai a noite vestidos de saco… (1:13) Decretai um jejum… clamai ao SENHOR (1:14). Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. Dilacerai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (2:12,13).

Estamos caminhando para uma Convenção cujo tema é: “A Plenitude da Unção!” Não queremos ficar aquém da plenitude. Para tanto decretamos 100 dias de jejum e oração, preparando os corações e clamando para que as chuvas do Espírito desçam sobre nós. Se queremos um novo nível de experiência com Deus, temos de entrar em um novo nível de sondagem de coração, arrependimento e busca de Sua presença.

ORAÇÃO

SENHOR, tu me sondas, e me conheces. Hoje torno minha a oração no salmista (Sl 139). De longe entendes o meu pensamento. Conheces todos os meus caminhos. Tudo é patente ao Teu devassador olhar. Vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. Ajuda-me, Santo Espírito a revolver o terreno do meu coração e dele remover tudo que impede o fluir da Tua vida e Tua unção. Desça fresca sobre mim a Tua chuva. Quero me encharcar em Tuas águas – TUA PRESENÇA BENDITA.