#100dias – 91 – O que é Domínio Próprio?

#100dias – 91 – O que é Domínio Próprio?

Postado por em abr 20, 2014 no 100 dias - Plenitude da Unção, Blog

#100dias – 91 – O que é Domínio Próprio?

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DIA 91 (21.04) – O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO NO CRENTE (44)

DOMÍNIO PRÓPRIO(egkrateia) (2)

 “Mas o fruto do Espírito é … Domínio próprio (Gálatas 5:23).

O que é o domínio próprio? Aqui estão algumas outras definições do que esta  qualidade significa:

  • Moderação, controle racional de impulsos naturais;
  • Sóbrio, moderado, aproximação tranquila e imparcial da vida, tendo dominado desejos pessoais e paixões;
  • Indica uma vida autodisciplinada, seguindo o exemplo de Cristo de estar no mundo, mas não ser do mundo;
  • Controle ou disciplina, exercitada no comportamento;
  • A maestria de si mesmo, a capacidade de indivíduos conterem as próprias emoções, desejos e impulsos, de tal modo que possam servir outros.

As definições acima descrevem perfeitamente o que Deus está procurando, uma vez que Ele começa a trabalhar e transmitir esta qualidade à nossa personalidade. Esta qualidade específica é um das mais importantes chaves em poder obter qualquer tipo de vitória sobre alguns dos apetites e desejos da nossa carne.

OBTENDO DOMÍNIO PRÓPRIO

Para começar, examinemos o que domínio próprio não é. Considere o apuro de uma pessoa que recebeu um tiro. Na falta de cuidado médico adequado, ou mesmo a presença de um médico, um amigo toma sua faca para tirar a bala do corpo da pessoa. Sabendo que isto será muitíssimo doloroso, dá à vítima um pedaço de madeira para ela segurar entre os seus dentes a fim de ajudá-lo a não gritar e perder o controle. A imagem é de determinação severa e resolução face à dor fatídica. Felizmente, isto não retrata o conceito de domínio próprio que Paulo discute.

O entendimento bíblico do termo exige crucificação da natureza pecaminosa, pela graça Divina, enquanto nos rendemos ao Senhor. Em Gálatas 5:19–21, Paulo contrasta a vida santificada com características da vida velha:

A prostituição, a impureza, a lascívia, a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas.”

Todas essas categorias refletem comportamentos que são descontrolados e eram comuns nos dias do Novo Testamento e em nossos dias também.

Ter uma vida cristã vitoriosa não era um problema pequeno para muitos nas congregações a quem Paulo escreveu. Ceder às paixões pecaminosas era a ordem do dia. Os crentes que não vieram de um contexto Judeu, onde os preceitos do Antigo Testamento eram rigorosamente seguidos, provavelmente achavam o nível de restrição pessoal requerida de um cristão muito difícil de manter.

O domínio próprio, no entanto, que deriva da presença do Espírito em nossos pensamentos e emoções, é cingido pelo poder de Deus, enquanto os crentes se rendem ao Senhor em obediência à Sua vontade. Vários versículos nos ajudam a entender isto melhor:

  • Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne” (Gálatas 5:16).
  • Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. (Filipenses 2:13).
  • Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele (Romanos 8:9).

O domínio próprio capacita o crente a:

  • Vencer hábitos pecaminosos e destrutivos;
  • Focar-se em ministrar a outros;
  • Edificar o corpo de Cristo;
  • Viver em submissão mútua a outros (Efésios 5:21);
  • assim levando uma vida que é positiva e produtiva na família, vizinhança, igreja e local de trabalho.

Por exemplo, Paulo exortou às igrejas de Éfeso: Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade” (Efésios 4:28).

Aos Gálatas ele escreveu: Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Mas não useis da liberdade para dar ocasião à carne, antes pelo amor servi-vos uns aos outros. Pois toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (5:13,14).

AS ESCRITURAS DESCREVEM A DIFICULDADE DO DOMÍNIO PRÓPRIO

Salomão declara que é mais fácil conquistar uma cidade do que controlar nosso espírito ou temperamento: Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade” (Provérbios 16:32-NVI). “Uma cidade aberta, sem muralhas, tal é o homem sem autocontrole” (Provérbios 25:28-BKJ).

Até o simples controlar da língua, é um difícil desafio. Falhar em pôr freio na língua nos entrega a uma religião vã: Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã.” (Tiago 1:26).

Tiago diz que é mais fácil amansar animais selvagens do que exercer autocontrole sobre as próprias palavras! (Tiago 3:7-10) Mas certamente há um caminho de vitória: Viver no e pelo Santo Espírito!

EM CRISTO HÁ FORÇA PARA O DOMÍNIO PRÓPRIO

Atentemos para o dilema descrito por Paulo em Romanos 7:14-24. Tentar fazer a vontade de Deus confiando apenas na lei, coloca-nos no beco sem saída. Impossível! Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está” (7:18). Depara-nos com a realidade de que somos prisioneiros do pecado e entramos em desespero: “Mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” (7:23,24).

Glória a Deu, porém, pois há esperança: Cristo! Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:24). Aleluia! Isto não nega que há uma batalha sendo travada. Mas quem está em Cristo prova a vitória! A carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.” (Gálatas 5:17). Contudo, há uma realidade em Cristo: A carne foi crucificada quando a pessoa foi unida com Cristo em Sua morte e sepultura (Romanos 6:3-6). Quando somos levantados dessa sepultura simbolizada na água, levantamo-nos para andar em novidade de vida, livres, a fim de viver para Deus! (Romanos 6:7,12-13).

Isto não significa que a partir de então não sejamos mais tentados pelo pecado, mas que de uma forma significativa somos livres do “domínio” (do reino absoluto) do pecado! Paulo enfatiza: Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Romanos 6:14).

Para aqueles que estão em Cristo, há uma força adicional enquanto “caminham de acordo ao Espírito”! Sim, gozamos da liberdade da “condenação” do pecado: Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1).

Gozamos também da liberdade do “poder” do pecado, liberdade da “lei (do motivo) do pecado e da morte”: “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8:2).

É a “lei (o motivo) do Espírito da vida em Cristo” quem nos provê esta liberdade! O contexto sugere que isto se refere ao auxílio do Espírito que nos ajuda a superar os “desejos do corpo” (ver Romanos 8:11-14; Efésios 3:16,20).

Certamente é isto o que Paulo diz, em outras palavras, em Gálatas 5:16-18,25. Se estamos andando no Espírito, fazendo morrer os desejos do corpo, com Seu auxílio, derrotaremos tais desejos. Já que nascemos do Espírito (João 3:5; Tito 3:5), andemos também no Espírito e o domínio próprio será marca do nosso caráter.

ORAÇÃO

Graças Te dou, ó Pai, pela obra completa de Cristo em minha vida. Aproprio-me do fato de que fui crucificado(a), sepultado(a) e ressuscitado(a) nEle e com Ele. Tomo posse da crucificação de minha carne e seus desejos. Graças porque a tirania do pecado for quebrada em minha vida. Graças pelo Teu Espírito que me habilita a exercer domínio próprio sobre tudo que contraria a vida de Cristo em mim. Amém!

    2 Comentários

  1. Gloria a ao Eterno Deus, pelo o Espírito Santo Derramado em nossos corações nos habilitando assim, para exercer o dom do domínio próprio em nossas vidas como cristãs

  2. amareia ter esta palavra para intercessao

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